13 maio 2013

RASCUNHO DA ONU


10 Objetivos para 
Desenvolvimento
Sustentável


 Proposta ficará aberta para
consulta pública até 22 de maio




Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentaram um documento que define os dez Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O texto ainda é um rascunho de metas que devem ser alcançadas a partir de 2015.

A proposta foi desenhada por um grupo internacional de especialistas de diversas áreas e ficará aberta para consulta pública até o dia 22 no site www.unsdsn.org/resources/draft-report-public-consultation.

As sugestões poderão ser incorporadas em um texto que será analisado pela Assembleia Geral da ONU, em setembro deste ano.

A definição dessas metas era esperada como resultado da conferência promovida no Rio de Janeiro no ano passado. O documento parte das diretrizes do texto da Rio+20 e, assim como ele, traz objetivos bem genéricos.

Os objetivos devem entrar em vigor a partir de 2015, quando termina o prazo para serem atingidos os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela ONU.

Eis os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável sugeridos pelos especialistas:

1 – Fim da pobreza extrema e da fome Erradicar a pobreza e dar poder aos cidadãos para que sejam produtivos; reduzir a desigualdade, aumentar a renda e a nutrição de pessoas mais pobres; reduzir a pressão ambiental que, em parte, é impulsionada pela pobreza;

2 – Alcançar o desenvolvimento global Auxiliar todos os países no desenvolvimento econômico; oferecer oportunidades de crescimento e investimento às nações pobres e fortalecer a inclusão social; promover a sustentabilidade ambiental, aliada ao “direito de se desenvolver” dos países;

3 – Garantir um aprendizado eficaz às crianças e jovens – Criar oportunidades de trabalho e subsistência a pessoas de todas as idades; elevar o ensino sobre o desenvolvimento sustentável, para criar uma geração de líderes inovadores e que pensem nas causas ambientais;

4 – Alcançar a igualdade de gêneros, inclusão social e direitos humanos  Mobilizar e dar poder a todos os membros da sociedade para que ocorra o desenvolvimento econômico; incluir as populações que vivem em florestas e que, devido à exclusão delas na sociedade, acabam causando danos ambientais;

5 – Alcançar o bem-estar e garantir a saúde em todas as idades São pré-requisitos para alcançar a erradicação da pobreza e o desenvolvimento econômico; são temas centrais para promover a igualdade social e de gêneros; são garantidos por meio de ações políticas que combatem a poluição do ar, da água e agentes resultantes do desenvolvimento sustentável;

6 – Melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural  Elevar o uso de técnicas agrícolas para reduzir a pobreza e o combate à fome, além de promover o crescimento econômico; melhorar a vida dos pequenos agricultores; reduzir a pressão de sistemas agrícolas em ecossistemas, reduzir as emissões de gases-estufa e as altas taxas dos ciclos de nitrogênio e fósforo provenientes da agricultura;

7 – Capacitar as cidades, tornando-as inclusivas, produtivas e resistentes Acelerar o uso de tecnologias nas cidades, produzindo empregos e reduzindo a pobreza; aumentar a inclusão social nas áreas urbanas com a redução de moradores de favelas e criação de empregos decentes; equipar as cidades para manter o ar e a água limpos, usar de forma eficiente o solo, e aumentar a prevenção contra desastres naturais;

8 – Controlar a mudança climática e garantir energia limpa a todos – Aumentar investimentos a curto prazo e procurar oportunidades de “crescimento econômico verde” – incluindo a implantação de matrizes energéticas renováveis; evitar danos às populações que ainda vivem na pobreza;

9 – Serviços ambientais, biodiversidade e gerenciamento dos recursos naturais – Valorar serviços ambientais, aliando a proteção do meio ambiente e a manutenção do crescimento econômico; evitar o colapso ambiental, que pode afetar a vida dos mais pobres;

10 – Transformar a governança para o desenvolvimento sustentável – Adequar o poder público e a iniciativa privada ao desenvolvimento sustentável; adequar o desenvolvimento financeiro para erradicar a pobreza extrema; transformar políticas públicas para beneficiar o clima e a questão ambiental.

(conteúdo publicado em www.conass.org.br)

SAIBA MAIS
www.unsdsn.org/resources/draft-report-public-consultation



25 abril 2013

BLÁ-BLÁ-BLÁ BRASIL


No calor da emoção*




No Brasil, após cada crime horrível sempre aparece uma autoridade rodeada de microfones para dizer: “Não podemos tomar decisões no calor da emoção.” É batata. Basta que a opinião pública emocionada comece a bradar por um endurecimento nas leis e lá vêm eles com a argumentação de sempre, o blá-blá-blá que atrasa as discussões e empurra com a barriga as mudanças. Até o próximo crime horroroso, quando a grita começa novamente.

Conforme o Mapa da Violência, desde 1997 a quantidade de homicídios no Brasil supera os 40 mil por ano, chegando ao pico de 51.434 em 2009. Mas números tão grandes não significam muita coisa, não é? Não dá pra dimensionar 50 mil homicídios por ano. Então vou ajudar a melhorar a perspectiva, olha só: são 4.166 mortos por mês, 960 por semana, 137 por dia, 6 por hora. Ou uma pessoa assassinada a cada 10 minutos. Deu pra entender?

Enquanto você está lendo este texto, alguém está sendo assassinado no Brasil.

Um país que carrega nas costas 50 mil assassinatos por ano, ou quase 30 a cada 100 mil habitantes, não tem muita moral para pregar regras. Deveria pedir falência social e humildemente aprender com os países onde se mata uma fração disso. Todos sabemos o que precisa ser feito, não há segredos. E se não sabemos, copiemos!

Maioridade penal por exemplo. No Brasil, Colômbia e Peru é de 18 anos. E nos outros países? Portugal, 16; Alemanha, 14; Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, 15; Espanha, 14; França, 13; Itália, 14; Polônia, 12; Inglaterra, 10; Escócia, 8; Bélgica, 16; Rússia, 14; Ucrânia, 10; Hungria 12-14; Suíça, 10. Canadá, 12; Estados Unidos, 6-12 (conforme o estado); México, 6-12 (idem); Argentina, 16-18. África do Sul, 10; Argélia, 13; Egito, 15; Etiópia, 15; Marrocos, 12; Quênia, 8; Sudão, 7; Tanzânia, 7; Uganda, 12. Irã, 9-15; Turquia, 11. Japão, 12; China, 14; Singapura, 7; Coréia do Sul. 12; Filipinas, 9; Índia, 7; Nepal, 10; Paquistão, 7; Tailândia, 7; Uzbequistão, 13; Vietnam, 14; Nova Zelândia, 10; Austrália, 10.

Mas no Brasil do blá-blá-blá, enquanto discutimos a filosofia da maioridade penal à procura de uma solução brasileira, mais um é morto. E outro. E mais um. E outro...

Chega de mudanças incrementais, cosméticas e marqueteiras na gestão da segurança pública brasileira. Chegou a hora de um choque de gestão, de competência. Um choque de coragem.

É claro que a solução não está numa ação tática isolada, como é o caso de baixar a maioridade penal. Isso por si só não resolverá o problema, mas é um começo de ação que, no mínimo, mostra que algo está sendo feito na busca por resultados diferentes.  É o somatório de pequenas ações táticas de curto, médio e longo prazos, alinhadas a uma estratégia, que mudará o cenário. Mas aqui no Brasil transformamos o que deveria ser uma discussão técnica num embate político-ideológico. Em blá-blá-blá.

Enquanto isso, morre mais um. E outro. E no final do ano serão 50 mil. Já nos conformamos com isso e nos contentamos em viver na esperança de que um dia isso vai mudar. Mas esperança nunca foi estratégia.

Algo precisa ser feito. Se não no calor da emoção, quando?


*publicado por Luciano Pires em www.portalcafebrasil.com.br

28 março 2013

SALVE O VERDE!


Árvores podem ajudar a reduzir

o crime nas grandes cidades*




Um estudo da Universidade de Temple, nos EUA, indica que, além de melhorar a qualidade do ar e deixar a paisagem urbana mais agradável, as árvores também podem combater a criminalidade nas grandes cidades -- reduzindo, principalmente, o número de casos de agressão, furto e roubo.

Segundo os cientistas da Universidade, localizada na Pensilvânia, árvores, arbustos, praças e parques com a vegetação bem cuidada incentivam a interação social e a ocupação da comunidade nos espaços públicos, coibindo práticas violentas. Além disso, as áreas verdes costumam transmitir calma à maior parte das pessoas, eliminando comportamentos que poderiam levá-las à violência ou a práticas criminosas.

Porém, nem todo mundo acredita que a pesquisa seja viável. Muitas pessoas não consideram as áreas verdes das metrópoles como locais seguros, uma vez que existe a ideia de que a vegetação possa encobrir e aumentar o consumo e o tráfico de drogas, além de propiciar atividades criminosas como estupros e homicídios.

Para as pessoas que não acreditam na pesquisa serem contrariadas, as autoridades responsáveis devem investir não apenas na segurança destas áreas de convivência, mas também nas condições da vegetação, que precisa de estudos e planejamentos que levem em conta os aspectos geográficos e sociais de cada região.

“Isso só vem reiterar a necessidade das autoridades públicas levarem mais a sério o paisagismo urbano. O aumento de áreas de vegetação nas cidades não só melhora os indicadores ambientais e a qualidade de vida, como também pode ajudar a reduzir os níveis de criminalidade”, afirma Jeremy Mennis, professor associado de estudos de Geografia Urbana da Universidade de Temple. 

(*conteúdo publicado em http://ciclovivo.com.br)

11 março 2013

SUSTENTABILIDADE BRAZUCA


Brasil desenvolve 
plástico solar*


Mediante uma técnica já existente, as células orgânicas solares,
mas graças à sua própria fórmula secreta, cientistas 

brasileiros criaram painéis fotovoltaicos plásticos


Tiago Maranhão Alves mostra um pedaço de plástico solar

Pesquisadores brasileiros desenvolveram painéis plásticos capazes de gerar eletricidade a partir da luz do Sol. A descoberta é parte de uma tendência em alta no Brasil: o desenvolvimento e a inserção de tecnologias verdes. O plástico é fino e flexível, com aparência bastante comum, mas trata-se de um painel de geração de energia fotovoltaica. 

O material, que em nada se parece com as pesadas e caras placas de silício que imaginamos ao pensar nesta fonte de eletricidade, foi criado por cientistas do CSEM Brasil, instituto com sede em Minas Gerais. A sigla é da empresa Centre Suisse d'Electronique et de Microtechnique S.A.

Composto por polímeros comuns, aos quais são incorporadas células fotovoltaicas orgânicas, este material é transparente, com pequenas faixas nas quais estão impressos os polímeros orgânicos à base de carbono. 

A tecnologia para produzir estas células já era conhecida na Europa e nos Estados Unidos, e agora também o é no Brasil. O “plástico solar” pode representar, afirmaram seus inventores, uma pequena revolução na forma de gerar energia limpa a partir do Sol.

“Embora a capacidade de geração seja bastante parecida, por seu pequeno tamanho pode ter usos quase impossíveis para as placas de silício”, disse o presidente do CSEM Brasil, Tiago Maranhão Alves, engenheiro físico que participou diretamente das pesquisas. 

Esta técnica pode ser empregada para fazer funcionar componentes elétricos dos automóveis, em dispositivos eletrônicos como telefones celulares, mouses de computadores e teclados sem fio.

Porém, os brasileiros estão concentrados em desenvolver painéis solares, que podem revestir superfícies mais ou menos extensas, como janelas. “Um painel de dois ou três metros quadrados pode ser suficiente para gerar energia em uma casa onde vive uma família de quatro pessoas”, explicou Alves. 

“Como a relação custo-benefício é boa, pode ser uma opção para levar energia a áreas remotas que não têm serviço elétrico. No Brasil, com mais de 192 milhões de habitantes, há cerca de um milhão de lugares nessas condições”, acrescentou o cientista.

A facilidade do transporte é sua principal vantagem em relação às placas de silício. “Como é simples transportá-las, os custos logísticos são baixos. Além disso, a pessoa pode levar com ela quando mudar de casa”, destacou Alves. 

O plástico pode ser usado ainda para revestir prédios e recintos como aeroportos ou estádios esportivos, evitando a necessidade de reservar uma área para instalar os painéis solares.

Para alcançar a fórmula que tem o material brasileiro, foram investidos US$ 10 milhões e se prevê que o investimento duplicará no próximo ano. “Agora vamos estudar a melhor forma de dar escala ao produto. No estado atual já é possível comercializá-lo, mas o preço deve ser analisado caso a caso”, explicou Alves. 

Os recursos investidos, que também possibilitaram a criação do CSEM Brasil, procedem de uma sociedade entre a administradora de investimentos FIR Capital e o Centre Suisse d’Electronique et de Microtechnique. Além disso, o projeto obteve apoio da Fundação de Fomento à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

O projeto ainda é mantido reservado, pois está sujeito a segredo comercial. “Este é um mercado de milhares de milhões de dólares, e muitos centros estão atrás desta tecnologia”, pontuou o engenheiro. O anúncio dos pesquisadores de Minas faz parte de uma tendência crescente no Brasil: os investimentos em tecnologias limpas. 

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa estatal vinculada do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, implantou no ano passado o Programa Brasil Sustentável, que distribuirá o equivalente a US$ 10 milhões em linhas de crédito para iniciativas que considerarem a preservação dos recursos naturais.

Segundo a Finep, o programa responde a uma demanda percebida pela instituição, que nos últimos anos destinou US$ 2,3 milhões a 480 projetos com alguma característica verde, 25% deles concebidos para geração de energias limpas. 

Para o professor e Doutor em Administração de Empresas André Pereira de Carvalho, o aumento de recursos para este tipo de pesquisa se deve a que tanto os fundos privados de investimento como as instituições públicas perceberam que esta é uma área lucrativa.

“Estas organizações avaliam principalmente se o produto é bom, possui uma fórmula difícil de ser copiada e tem potencial para ser produzido em escala. Isto vale para qualquer versão, seja uma empresa de tecnologias da informação ou de tecnologias verdes”, explicou Carvalho, que coordena estudos sobre inovação para a sustentabilidade.

No entanto, se comparado com Estados Unidos, Japão ou Alemanha, o Brasil está nas fraldas em matéria de negócios verdes, mas promete aprender a caminhar a grande velocidade. “Há alguns anos, o empreendedor que queria investir neste setor encontrava muitas dificuldades. Hoje ainda existe a desconfiança de olhá-lo como um mercado mais caro e de nicho, mas já é mais simples obter financiamento”, ressaltou Carvalho. 


* por Alice Marcondes, correspondente do IPS-Inter Press Service. 

(conteúdo publicado em http://envolverde.com.br)
(foto: 
CSEM Brasil / Rafael Motta / Agência Nitro)



06 março 2013

PROBLEMA GLOBAL

Relatório da ONU diz que 
substâncias psicoativas 
ameaçam saúde pública*

Segundo a JIFE-Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, 
o problema pode ser visto em emergências de hospitais; somente na 
Europa, uma nova substância é descoberta a cada semana



Informação à população e preparo de pessoal da área médica são paliativos recomendados


As chamadas "drogas legais" ou "designer drugs" estão representando crescente e impactante ameaça à saúde pública. A constatação é de um relatório das Nações Unidas, divulgado nesta terça-feira (05/03) em Viena, na Áustria

De acordo com um estudo da JIFE-Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, realizado em 2012, o mundo está sofrendo com a proliferação de substâncias psicoativas, que têm levado a um aumento do número de ocorrências em emergências hospitalares e outros centros de tratamento.

Tranquilizantes
A JIFE também ressalta o que chamou de "abuso de medicamentos e farmacêuticos", como tranquilizantes e estimulantes. Somente na Europa, uma nova substância é descoberta a cada semana. A compra é facilmente realizada pela internet, e o número de sites que vendem psicoativos mais que quadruplicou em dois anos na União Europeia.

De acordo com a JIFE, os países precisam estruturar uma ação coordenada para impedir a produção, uso e tráfico dessas substâncias.

Em entrevista à Rádio ONU, da Costa Rica, o especialista da Agência Mundial Antidoping (WADA) no Brasil, Eduardo de Rose, falou sobre o envolvimento das policias federais e ministérios de Saúde no controle de vendas pela internet:

"O risco é de saúde pública. Deve haver um controle pelo Estado da venda desse tipo de substâncias para a população. A venda pela internet é de área internacional, ilegal e deve estar controlada pelo Estado. Como para pessoas físicas ou instituições de Direito não governamental é muito difícil fazer o controle desse tipo de venda, às vezes a questão  também entra numa área de drogas sociais proibidas", referiu Rose.

De acordo com o relatório, em alguns países pesquisados mais de 6% de alunos do Segundo Grau já tomaram tranquilizantes. Para a JIFE, é preciso agir preparando pessoal da área médica e informando a população sobre os perigos que este tipo de droga representa.


Inexiste controle efetivo sobre a venda de diversas substâncias 


Riscos
Os riscos são variados, incluindo doenças como HIV e hepatites B e C, no caso de uso de drogas injetáveis.

O titular da JIFE, Raymond Yans, disse que este é um problema global, que deve ser combatido de forma partilhada pela comunidade internacional. Segundo ele, é hora de agir em todos os níveis, incluindo o comunitário, para reduzir o sofrimento de todos.

Ao abordar a situação das drogas por regiões, o estudo da JIFE lembra que, na América do Sul, o consumo de cocaína, por exemplo, se manteve estável, com uma média de consumo por adultos de 0,7%. Já no Brasil, esta média é mais do que o dobro, atingindo 2%.

México, 60 mil mortos
O tráfico de drogas também está afetando a segurança regional, com o aumento da violência relacionada à distribuição ilegal de várias substâncias.

No México, por exemplo, mais de 60 mil pessoas foram assassinadas desde 2006 por causa do tráfico de drogas.

A América do Norte continua sendo o maior mercado de drogas ilícitas no mundo. Uma em cada 20 mortes de pessoas entre 15 e 64 anos na América do Norte tem a ver com o abuso de drogas.

Brasil
Segundo o relatório, o Brasil -- ao lado de outros países como Argentina, Índia, Grã-Bretanha e Paquistão -- teria perdido o prazo de entrega dos dados estatísticos sobre substâncias psicotrópicas em 2011. Os especialistas lembraram que esses países são importantes produtores, exportadores e importadores de drogas.


Cocaína apreendida


Cocaína apreendida
Ainda em 2011, nove das grandes 14 apreensões de cocaína foram feitas no oeste da África. Quase metade da cocaína escondida em contêineres, transportados pelo mar, era proveniente do Brasil.

Segundo a JIFE, devido à posição geográfica com um litoral extenso, o Brasil tem dificuldade para implementar e fortalecer as leis contra o tráfico de drogas. Porém, a entidade aponta que o governo brasileiro tem se esforçado para combater o tráfico, utilizando aeronaves de segurança, contêineres e scanners.

Reabilitação
Os especialistas da ONU notaram ainda os esforços brasileiros para prevenir o uso de entorpecentes e estabelecer redes de reabilitação e tratamento. A Junta afirmou que os programas devem ser levados também ao sistema prisional. E lembrou que o País tem um problema grave com o abuso do crack.

As apreensões no Brasil da chamada cannabis herbácea aumentaram 12% no ano passado, se comparadas às operações de 2011. No total, foram 174 toneladas.

Já as apreensões de cocaína, em forma de sais, caíram em vários países sul-americanos, incluindo o Brasil.  A polícia brasileira apreendeu no ano passado 24,5 toneladas de cocaína em forma de sais e base, e mais da metade vinha da vizinha Bolívia. No geral, a prevalência do uso de cocaína na América do Sul permaneceu estável, em torno de 0,7%. Já no Brasil, esta média sobe para 2%.


Combate ao tráfico ilegal de drogas

Drogas Sintéticas
O UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime) está preocupado com o aumento de drogas sintéticas em toda a América do Sul. Somente no ano passado, o Brasil apreendeu 259 mil comprimidos de ecstasy, 170 mil anfetaminas e 48 mil metanfetaminas.

O abuso de produtos farmacêuticos, tipo tranquilizantes e estimulantes, é classificado como um problema pelos especialistas. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo mostra que 7% dos brasileiros entre 19 e 59 anos já fumou maconha pelo menos uma vez, e mais de 60% deles antes de completarem 18 anos. 

Dos usuários de cannabis, 37% são considerados viciados. A legalização da maconha continua recebendo a oposição de três quartos da população brasileira.

Ainda na região, a JIFE mostrou-se preocupada com a notícia veiculada em agosto passado, de que o governo do Uruguai havia apresentado um projeto de lei ao Congresso para legalizar a produção e venda de cannabis no país, e o governo, neste caso, se encarregaria de regular as atividades de produção, venda e importação.

*por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York


(apresentação de áudio: Edgard Júnior)
(fotos: UNODC; PNUD /Brain Sokol)
(conteúdo publicado em www.unmultimedia.org)



22 fevereiro 2013

POR FALA DOCE

Um pouco mais 
de delicadeza*



  
Lá em casa teve briga de cachorro. Duas fêmeas que estão em conflito, querendo cada uma dominar o território. Dentes e unhas de fora e eu no aperreio de apartar a briga, com cuidado para não sobrar pra mim. 

Elas são disciplinadas, obedecem aos comandos. Só que as duas querem ser Alfa. O cão Alfa é o líder da matilha, é o poderoso da história. É a referência para os outros cães do grupo, que obedecem e acolhem sua supremacia. 

Nem sempre a gente se dá conta da nossa animalidade. Nós, os animais humanos. Fomos metodicamente educados para a vida em sociedade e controlamos a exibição de nossas unhas e dentes para funcionarem como estandartes de esmaltes e sorrisos. 

E quando dá vontade de soltar os bichos presos? Partir pra cima do desafeto, como fazem os outros animais que nem são tão vorazes assim quanto os humanos?

Para isso, usamos as palavras e os silêncios. Quando as palavras têm como fonte um impulso raivoso e, se a pessoa não consegue filtrar o sentimento, a palavra é parida como insulto.

Ontem presenciei uma briga de trânsito. Um animal fechou a passagem do outro. O ofendido com a atitude Alfa saltou do carro, gritando seus insultos e os dois, em um piscar de olhos, estavam atracados num tear mais complexo de separar do que o dos cães. 

Segui meu rumo com a sensação de que só não presenciei uma tragédia porque felizmente nenhum deles portava arma de fogo.

Lembro que li uma referência sobre o primeiro homem a proferir um insulto contra seu inimigo, no estudo Sobre o mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos, de Sigmund Freud. Ao utilizar a agressão das palavras em substituição a agressão física, esse homem teria fundado a civilização. 

Como corre a vida, vou pedindo: um pouco mais de delicadeza, por favor. Avançamos tanto em tecnologia, dominamos o mundo de fora e desabitamos o mundo de dentro. Não conseguimos ainda governar a nós mesmos. 

Podemos recomeçar lapidando as palavras. Delicadas, polidas, fiéis, generosas, corajosas, gratas, justas, doces, amorosas palavras.

*Ana Valeska Maia Magalhães é professora universitária
(imagem em http://media.mercola.com)

18 fevereiro 2013

RESILIÊNCIA NATIVA

Jovens indígenas ajudam 
a proteger suas raízes*

Indígenas de Chiquimula trabalham na elaboração de uma corda extraída do agave



Jovens de diversos povoados indígenas se envolvem em iniciativas para evitar que suas respectivas comunidades sigam pelo caminho do desaparecimento e para coexistirem com outras culturas em um mundo cada vez mais globalizado. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima em 370 milhões o número de indígenas vivendo em comunidades, localizadas em centros urbanos, reservas ou no meio do caminho entre ambos.

Estes povos sofrem os mesmos problemas que outras comunidades carentes de direitos, como pobreza, falta de educação básica, elevado desemprego, altas taxas de criminalidade e falta geral de acesso aos serviços públicos e a recursos. Mas há outros assuntos que são únicos da experiência indígena, como separação forçada de suas terras ancestrais, perda de sua língua e histórias de injustiça, exclusão social e violência que levaram à sua marginalização.

Em 2000, foi criado o Fórum Permanente para as Questões Indígenas, no qual um comitê de especialistas, designados por governos e organizações indígenas da sociedade civil, discute os assuntos fundamentais e recomenda ações ao sistema das Nações Unidas. Este ano o Fórum destaca o papel dos jovens indígenas como líderes comunitários e já houve em janeiro um encontro entre representantes de sete regiões para compartilhar sua visão com membros desse órgão e organizações relacionadas.

Os sete jovens coincidiram em sua preocupação pelo rápido desaparecimento das línguas indígenas, vitais para a unidade cultural. O Fundo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estima que no mundo desaparece uma língua a cada duas semanas. Os sistemas educacionais têm um papel histórico no desaparecimento das línguas indígenas, às vezes forçando sua extinção por meio de castigos e humilhações severos contra meninos e meninas por falarem sua língua-mãe, ou por expressar de alguma forma sua identidade étnica.

Na tribo anishinaabe de Andrea Landry, no Canadá, só resta uma anciã que fala fluentemente sua língua ancestral. Aos 80 anos ainda não superou a vergonha por falar seu idioma, que lhe foi inculcada quando menina, o que deixou mais complicado compartilhá-la com as gerações mais jovens. Landry, representante da América do Norte, coincidiu com muitos de seus companheiros no encontro quanto à responsabilidade do Estado em ter oferecido uma educação bilíngue nas escolas onde havia crianças indígenas, mas que a quantidade de línguas dificultou a implantação da medida.

Implantar programas no âmbito comunitário por meio de organizações da sociedade civil seria uma boa alternativa, sugeriram os jovens. Também se mostraram todos preocupados pela falta de consciência e pela tergiversação de sua história, cultura, e situação atual. Todos concordaram que os sistemas educacionais deveriam ensinar sua história e a diversidade social com mais cuidado e exatidão.

Landry contou à IPS que, quando fazia seu mestrado em comunicação e justiça social, ficou surpresa pela falta de material sobre questões indígenas. Tentou preencher as falhas com material complementar, mas argumentou: “Não sou eu quem tem de ensinar estas coisas”. Steven Brown, representante das nações tribais bundjalung e yuin, na Austrália, expôs sua preocupação pelos estereótipos negativos que são difundidos em lugar de uma compreensão real dos povos indígenas.

Em algumas comunidades, onde muitas pessoas só falam sua língua ancestral, ocorrem outros problemas: acesso à informação importante sobre cuidados com a saúde, oportunidades de emprego, direitos legais e serviços públicos. O representante da tribo de caçadores-coletores batwa, em Uganda, Niwamanya Rodgers Matuna, deu um exemplo à IPS sobre como a falta de informação sobre os medicamentos e seu uso adequado na língua materna de seu povo fez seus membros não confiarem em remédios que não os seus tradicionais e rapidamente parecem perder eficácia.

O uso inadequado e a má qualidade dos antibióticos fizeram com que as doenças desenvolvessem resistência, fenômeno que se torno problemático em países pobres, mas que pode ser combatido com a melhoria do acesso à informação dos destinatários dos medicamentos. A representante da Ásia, Meenakshi Munda, da comunidade munda, na Índia, disse que não quer que seu povo se torne dependente da ajuda estatal, nem da internacional.

Os indígenas, e em especial os mais jovens, sabem que aprender outras línguas é uma necessidade para colaborar com pessoas de outros meios em ambientes acadêmicos e profissionais. Muitos deles, na verdade, se beneficiaram por saber muitas línguas e dos intercâmbios com outras pessoas. Porém, acreditam que esse processo de aprendizagem pode e dever ser um intercâmbio entre iguais e não necessitar da subjugação de um povo ou a eliminação de sua cultura ou história.

O mundo tem muito que aprender sobre o estilo de vida dos povos indígenas. Apesar de haver uma grande diversidade entre eles, compartilham ideias centrais que a maioria das sociedades modernas não tem. A ideia mais significativa talvez seja o enorme respeito que têm pela terra e a profunda ligação com o território onde vivem. “Temos uma relação com a terra, é um ser vivente. Não se trata de tomar, tomar, tomar. Damos à terra e ela nos dá”, explicou Landry.

Além disso, os povos indígenas conservam um enorme respeito pelas pessoas mais velhas e por tudo o que possui a sabedoria do tempo. Para alguns é difícil compreender a importância de proteger as culturas indígenas enquanto ancestrais das civilizações modernas. No entanto, Matuna, citando um provérbio africano, diz: “Um rio que esquece sua fonte, logo seca”. 


*por Marzieh Goudarzi / IPS. Foto: Danilo Valladares / IPS
(conteúdo publicado em http://mercadoetico.terra.com.br)


15 fevereiro 2013

BENEFÍCIO SOCIAL

Estudar faz pessoas serem
mais felizes e viverem mais*




Estudo recente sobre aspectos da educação mostra que quem estuda mais tende a ser mais feliz e ter uma expectativa de vida maior. O levantamento What are the social benefits of education? (Quais são os benefícios sociais da educação?, em tradução livre) foi produzido pela OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e realizado em 15 países-membros da organização -- da qual o Brasil não faz parte. 

“A educação ajuda as pessoas a desenvolver habilidades, melhorar a sua condição social e ter acesso a redes que podem ajudá-las a terem mais conquistas sociais”, dizem os autores da pesquisa.

Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque tem maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para que têm nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais. Já os portugueses, asseguraram a diferença mais baixa, apenas 3.

O estudo, divulgado no fim do mês passado, encerra a Education Indicators in Focus, série composta por 10 estudos, apresentados ao longo de janeiro de 2012 a janeiro de 2013, que destacam diferentes aspectos educacionais avaliados da educação básica ao ensino superior. 

Entre eles, como a crise global afeta as pessoas com diferentes níveis de escolarização, quais países estão dando suporte ao acesso ao ensino superior e qual a variação no número de alunos ao redor do mundo.

Os interessados em acompanhar as pesquisas podem acessá-las gratuitamente on-line em três versões: Inglês, Espanhol e Francês.No caso das mulheres, a diferença não é tão acentuada: a expectativa média de vida é de quatro anos a mais para as universitárias. À frente desta tabela estão as nascidas na Letônia, que vivem quase nove anos mais do que suas compatriotas que interromperam os estudos no antigo segundo grau.

“Os políticos devem ter em conta que a educação pode gerar benefícios sociais mais amplos desde que haja mais investindo em políticas públicas.”

Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal. 

“A educação tem o potencial de trazer benefícios para as pessoas e para as sociedades, e isso vai muito além da contribuição para a empregabilidade dos indivíduos ou de renda”, afirmam os autores da pesquisa, que enfatiza ainda a importância do Estado. “Os políticos devem ter em conta que a educação pode gerar benefícios sociais mais amplos desde que haja mais investimento em políticas públicas”.

Sala de aula
Nos países da OCDE, a quantidade média de alunos em sala de aula é de 23, embora o número varie de acordo com cada país. Na Coreia e no Japão chega a 32; enquanto na Eslovênia e Reino Unido não passa de 19 por classe, segundo mostra o estudo How Does Class Size Vary Around the World? (Como o tamanho da sala de aula varia ao redor do mundo?, em tradução livre), divulgado em novembro de 2012. 

A pesquisa mostra que entre 2000 e 2009 muitos países investiram recursos adicionais para diminuir o número de estudantes em sala de aula, no entanto, o desempenho melhorou em apenas alguns deles. “Reduzir o tamanho da turma não é, por si só, uma alavanca política suficiente para melhorar o rendimento dos sistemas de ensino, mas, sobretudo, priorizar a qualidade dos professores em relação ao tamanho da classe”, aponta a pesquisa.


(conteúdo publicado em http://porvir.org)
(imagem em http://3.bp.blogspot.com)



12 fevereiro 2013

LER E CULTIVAR

Biblioteca nos EUA
além de livros,
empresta sementes*




Os envelopes de sementes são etiquetados com
informações do conteúdo e o nome do produtor

Sair de biblioteca apenas com livros e CDs é coisa do passado na Biblioteca Pública de Basalto, no Colorado, Estados Unidos. O local adicionou um banco de sementes à sua coleção de meios de comunicação. 

Os visitantes, além de usufruírem de uma boa leitura, também podem virar produtores de frutas ou legumes e de novas sementes que devem voltar ao local de origem.

Para participar é simples. O leitor adquire o pacote de sementes e planta. Quando o vegetal cresce, é só colher as sementes e devolvê-las à biblioteca para que outras pessoas possam usá-las.

Ação de caráter colaborativo amplia acesso às espécies vegetais

As sementes são armazenadas em envelopes com etiquetas que descrevem informações da fruta ou vegetal, e o nome do produtor, no intuito de dar crédito às pessoas que se esforçaram no cultivo.

Segundo a American Library Association, existe pelo menos uma dúzia de programas semelhantes em todo o país. Para a diretora da biblioteca, Barbara Milnor, o local pode parecer estranho para o projeto, mas é "uma ótima solução para ampliar o acesso de sementes e plantas à população", afirmou no portal NPR.

Já para a frequentadora Stephanie Syson, a biblioteca tem sido um lugar onde a filha aprende. As sementes adicionaram apenas mais uma nova lição.


(*conteúdo publicado em  www.ecod.org.br)


01 fevereiro 2013

AME-O OU DEIXE-O!!!

(meu Brasil brasileiro)
De Amadores & amadores*








E lá vou eu palestrar mais uma vez para uma grande empresa, mais de mil pessoas na platéia. Chego ao maravilhoso teatro com três horas de antecedência, para não dar margem a erros, e vou direto testar o equipamento. 

Começo a ficar preocupado quando vejo a quantidade de gente da "equipe técnica". Garotos e garotas, felicíssimos com seus intercomunicadores. A cada pergunta, um "isso é com o fulano", "isso é com a fulana"... e chama no rádio. 

Tenho que esperar o teste da orquestra, que atrasou. O tempo passando, e nada. Quando me chamam, pedem desculpas, mas só o som poderá ser testado, pois estão com um problema no projetor etc e tal. Falta pouco mais de uma hora para o início do evento. Faço o que é possível e, sem testar a imagem, me retiro para o camarim onde fico sozinho, lendo, num estado zen, me preparando para arrasar.

Eu estava trabalhando neste texto quando aconteceu a tragédia de Santa Maria. Acho que esta reflexão ganha mais importância ainda.

Começa o evento, eu ouvindo o som abafado, e a coisa vai atrasando. Quarenta minutos de atraso e soltam a turma para o café. Eu entro depois do café. Uma menina esbaforida vem me chamar, estão precisando de mim no palco. Vou correndo. O computador não compartilha a imagem com o telão. Eu arrumo. A imagem está distorcida. Eu mexo nas configurações e nada muda, é claro que o problema é no projetor. E então ele vem... O técnico. 

Amador. Um garoto com seus 27 anos de idade. Eu olho de longe e o vejo chegando até meu laptop com dedos de ogro. Frio no estômago. E lá vai ele, mexer nas configurações como eu havia feito. Não adiantou eu dizer que já havia feito, ele faz de novo. E não resolve. Chamo o chefe dele. 

Amador. Mostro o problema, dou a dica do que pode ser e então vejo a expressão de “numsei”. Vou reduzindo o ritmo e volume da fala aos poucos, diante da expressão que deixava claro que nem o técnico, nem o chefe do técnico sabiam como arrumar a encrenca. 

Eram amadores. E o café terminando. Não há tempo de fazer mais nada. Meu “estado zen” foi pro saco.  Resultado: a palestra no evento milionário, com iluminação milionária, cenário milionário e equipe milionária, tem uma projeção de merda.

Eu sou um amador em tudo o que faço. Palestro como um amador, escrevo como um amador, produzo meus vídeos como um amador. Mas amador não no sentido pejorativo e sim no de que amo o que faço. Faço com amor. 

Com paixão. E quem ama uma coisa, quer saber mais sobre ela, se aperfeiçoar, aprender, melhorar. Até virar amador profissional...

É impressionante a quantidade de amadores que encontro que, de posse de ferramentas ou métodos, se acham capazes de cumprir qualquer tarefa. Não é assim. Ferramentas e métodos nas mãos de quem não sabe o que fazer com eles são mais que inúteis. São perigosos. 

E vira-e-mexe me pego discutindo com o amador, o sabe-tudo, sobre um problema que já enfrentei antes. Mas sabe como é, não sou o técnico...

Quando o amador é consciente de sua ignorância e tem a humildade de ouvir as sugestões de alguém que pode, veja bem, eu disse pode, dar alguma luz, é possível transformar um problema em aprendizado. 

Mas quando o amador não tem consciência – e às vezes se orgulha!  de sua estupidez, só existe conflito. E de quando em quando, uma tragédia.

O Brasil é a República dos Amadores. Daqueles.



*o jornalista Luciano Pires é um observador atento 
da fuleiragem que ronda & assola o País, como 
mostra no livro Brasileiros Pocotó e no seu Melô do 
Pocotóaproveitando uma levada jamaicana relida em
1956 pelo showman norteamericano Harry Belafonte

SAIBA MAIS
www.portalcafebrasil.com.br

www.youtube.com/watch?v=Lk3arpNy0tQ




08 janeiro 2013

DAPRAIA COMIC RELIEF

Riso fácil é...
mangação!


Uma hilária sequência de amostras do
trabalho de 4 feras do traço cearense!


1) GUABIRAS
Meu filho Luís: vida pelus óio!
Uma parada animalesca!



2) DENILSON ALBANO


História da evolução da Terra


Pressão e possibilidades




3) JEFFERSON PORTELA








4) NEWTON SILVA
Após as eleições...





Foco parlamentar



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