17 janeiro 2007

TOQUES ESSENCIAIS

Na real, o que quero da vida?


Esta deveria ser a reflexão primordial, de todos nós, a cada início de ano. O tempo que perdemos desejando ser feliz, desejando ser um sucesso, desejando ... desejando ... é tão grande que quase não nos sobra tempo para vivermos aquilo que somos, a cada momento.

Para se alcançar a felicidade e o sucesso, primeiramente é necessário que você tenha uma clara noção de quem você é e de onde você quer chegar. Buscar, possuir ou proteger quaisquer coisas para fazê-lo(a) feliz não funcionam ... procure, ao invés, a felicidade onde você a perdeu.

Felicidade requer que você restaure a paz interior. Você não pode ser feliz sem paz interior. Não existe alegria sem paz interior. Se você tem qualquer preocupação, ansiedade ou falta de paz interior, você não pode ser feliz. Apegos tiram sua paz interior, expectativas perturbam a sua paz interior.

Nada tem que acontecer ou não acontecer para você ser feliz. Você re-direciona sua atenção para você mesmo(a), para o momento — e então está tudo certo. O caminho para obter a verdadeira satisfação na vida pode ser uma exploração sábia, honesta e consciente de seus próprios medos e desejos. Quando você percebe quem você está sendo e o que você acredita, sabe as respostas para suas dúvidas e ansiedades.

O “prêmio” — e ele é simples e único — é despertar para quem você realmente é e aprender a viver deliberadamente. Quando você sabe, a resposta é: não há perguntas. Totalmente vivo(a), totalmente consciente, desejando aquilo que se tem a cada momento — isto é o que realmente quero da vida!!!


AJUDAR
"Simplesmente seja tão feliz quanto puder. Não pense nos outros.
Se você estiver feliz, sua felicidade ajudará os outros.
Você não pode ajudar, mas sua felicidade pode."
(Osho)


*A.Ramyata é terapeuta renascedora e gente que busca, como todos, ser feliz — momento a momento.


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ramyata28@yahoo.com.br

28 dezembro 2006

FELIZ ANO "NOVO"?

Dizer deve equivaler a fazer...


Frase dita por milhões de pessoas mundo afora nesta época do ano, destas tantas pessoas poucas serão as que, de fato, terão um ano diferente. Não porque não desejem. Até acredito que a maioria absoluta realmente gostaria de ter um ano diferente, verdadeiramente novo.

O caso é exatamente esse: muitos desejam, poucos realizam. A todos é dado o direito de querer, mas só a alguns é possível conquistar aquilo que se quer. E o motivo pode parecer simples, mas merece reflexão: muitos de nós afirmamos querer determinados objetivos, mas não fazemos por merecê-los. Estipulamos certas metas, mas não criamos as condições para alcançá-las.

Formatamos desejos e sonhos, pensamos em mudanças e tantos outros "quereres", mas não estamos realmente aptos a fazer nada, mudar nada, alterar um milímetro sequer. Enfim, não damos nenhum passo na direção do fazer e executar... Ao contrário, esperamos, esperamos e esperamos — e outro ano chega e, quando menos esperamos, já se passou, e, de novo, nos veremos ensaiando uma série de desejos, muitos intimamente repetidos, ditos muitas vezes, mais pelo contágio do que pela real convicção.

Ou seja, o recado é simples: se você quer um ano “novo” de verdade, é melhor começar a pensar nas coisas que deve fazer para conseguir isso. Não adianta querer coisas que não dependam de você — por isso, vamos falar sério: se até quando depende só de você já é difícil, imagine se depender demais de outros? Enfim, comece estipulando quais áreas da sua vida pretende, gostaria ou poderia mudar.

> Concentre-se em metas de curto, médio e longo prazos e defina, além de prioridades, que recursos e condições precisarão ser providenciados;

>Analise que demandas ou deficiências precisa suprir ou resolver. Lembre-se: não adianta apenas querer sem se preparar adequadamente;

>Vale muito desenvolver um plano de ação estruturado, com os objetivos escolhidos e com prazo definido para cumpri-los;

> Não se esqueça de manter planos alternativos para o caso de alguma contrariedade alheia à sua vontade acontecer. Isso é fundamental para você não desanimar ao menor percalço;

> Envolva as pessoas mais próximas em seus planos: a participação delas é importante para colaborar no entusiasmo;

> Não perca tempo reclamando demais. Direcione suas energias em trabalhar;

> Renove sua motivação a cada dia;

> Seja disciplinado(a) e procure corrigir imediatamente toda e qualquer situação que crie maior distância de seus objetivos.

Pode até ser que, mesmo com os toques acima, você não consiga atingir todos os objetivos. Mas, certamente, já será possível chegar ao final de 2007 tendo construído um ano realmente novo. O que é certo é que nada vai mudar, se você não mudar. Pense nisso e até o ano que vem. Desejo que você tenha um Feliz Ano NOVO!

*Antonio Carlos Rodrigues pesquisa como pode a vida ficar ainda melhor


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INDIGNAÇÃO COTIDIANA

Esfaqueei o deputado


Eu assumo: fui eu que esfaqueei aquele deputado lá em Salvador. Isso mesmo, fui eu. E aviso: estou muito puta e posso esfaquear outros. E tem mais: duvido que me prendam. Sabe por quê? Porque não tenho pulsos para me algemarem. Nem rosto para ser fichada. Não podem me pegar porque não estou em nenhum lugar e estou em todos os lugares ao mesmo tempo. Eu sou a consciência indignada do cidadão brasileiro. Que não aguenta mais o que a classe política está fazendo com o povo desse País.

Fui eu que esfaqueei aquele deputado. Mas não se preocupe com ele, o homem tem as costas largas. Preocupe-se com a senhora que o golpeou: ela vai apodrecer na cadeia sem ter culpa. Sim, pois ela foi apenas um instrumento da minha ira sagrada, acumulada durante anos, décadas, séculos. Aquela mão, empunhando a peixeira, você não percebeu?, era a mão do povo brasileiro. Era a mesma mão persistente que todos os dias faz sinal para o ônibus lotado para ir ao trabalho, a mesma mão cansada que rastreia os classificados atrás de emprego. Era a mesma mão impotente que acaricia o filho faminto, a mesma mão sem futuro que pede uma ajudinha no sinal. E é a mesma mão que votou nos políticos que aí estão. Votou neles para que a representassem com decência.

E olha o que os calhordas fazem... É muita cara-de-pau! Num momento delicado desses, em que o governo precisa enxugar custos e toda a sociedade se concentra na tarefa de fazer o País crescer um pouco mais, nossos indignos e egocêntricos parlamentares se concedem um aumento de quase 100 por cento de salário, como se já não ganhassem muito. E como o salário de senadores, deputados e vereadores é proporcional, todos vão ganhar aumento. No final, essa brincadeirinha de bandidos de paletó vai custar à sociedade um custo extra anual de mais de um bilhão e meio de reais. Isso sim é uma facada de respeito!

Agora o bando dos federais quer ganhar vinte e quatro mil e quinhentos reais. Mais ajuda de custo para morar, comer, viajar e ir na esquina. Mais verba de gabinete e convocação extraordinária. Mais décimo-terceiro, décimo-quarto e décimo-quinto salários. São 100 mil reais por mês para cada um. É uma senhora fatia da pilhagem geral do País. Sem falar que, na prática, esses vidas-boas só trabalham três dias por semana. E têm impunidade parlamentar. E ainda acham pouco. E não vamos nem falar no mensalão e em tudo que rola nas malas e nas cuecas. São uns cínicos!

Passarão à História como a pior de todas as legislaturas e ainda continuam fazendo pose e falando bonito. Por que não assumem logo que o que querem mesmo é ficar milionários em dois mandatos e garantir uma aposentadoria rechonchuda em cima dos trouxas dos seus eleitores? Eu estou muito, muito puta. Como podem gozar assim da cara do povo? Não temem que as pessoas se revoltem e invadam seus lindos gabinetes, que os seqüestrem, que joguem uma bomba no Congresso? Não, eles não temem.

Porque estão tranqüilos em sua certeza de que o povo brasileiro é burro, medroso e acomodado. É por causa dessa certeza que num minutinho o bando vota para si mesmo um aumento de R$ 12 mil e depois fica semanas e semanas discutindo se dá ou não dá R$ 8 — oito reais! — de aumento no salário mínimo. É desrespeito demais. Sabe o que os nobres parlamentares deviam fazer com esses oito reais? Eu digo. Enrolem as notas bem enroladinhas, formem um canudo e enfiem de volta lá, lá no lugar de onde vem o cheiro que infesta o Congresso Nacional, a casa que deveria ser dos representantes do povo e que está ocupada por vossas excrescências.

E você, caro cidadão eleitor? Onde está o seu nobre deputado numa hora dessas? Ligue para ele, para ela, escreva, exija providências. Ou será que Sua Indecência é a favor do aumento? Se for, então é mais um dos que agora estão rindo da sua cara de otário. Sim, você é um grande otário. Uma tremenda otária. Porque é você quem vai pagar a conta desse roubo. Fui eu que esfaqueei o nobre deputado. Mas o golpe não foi dirigido a ele, não especificamente.

O golpe foi contra toda a classe política. Certamente há um ou outro que não tem o costume de cagar na cabeça de quem o elegeu mas, como todos fazem parte da classe, é sobre todos eles que avança a minha mão firme e indignada, empunhando a lâmina afiada da revolta. Os políticos foram eleitos para representar e defender o povo — mas na verdade o esfaqueiam todos os dias quando legislam em interesse próprio. Assim sendo, aquela senhora nada mais fez do que praticar um ato de legítima defesa. O aumento ainda não foi pago, mas o primeiro deputado já recebeu o troco. Nas costas. Quem será o próximo?

*Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, a 3.ª pedra do Sol


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http://www.ricardokelmer.net/

13 dezembro 2006

DICIONÁRIO DO LUA

A realeza lembrada em Sampa


Ora, que maravilha! O jornalista e divulgador da cultura popular Assis Ângelo (foto) lançou no Dia Nacional do Forró — data para cuja criação também deu a sugestão — um saborosíssimo livro sobre o saudoso "Lua", o cantor e acordeonista Luiz Gonzaga. Trata-se do Dicionário Gonzagueano de A a Z, que em 224 páginas faz deliciosas revelações sobre a carreira do compositor, acompanhando tudo com depoimentos reveladores de Dominguinhos, Sivuca, Hermeto Pascoal, Oswaldinho do Acordeon, Anastácia e Carmélia Alves, a Rainha do Baião.

O Dicionário apresenta também rica iconografia referente ao artista e seu principal parceiro, o advogado e político cearense Humberto Teixeira, co-autor junto ao Rei do Baião na criação do gênero musical que virou coqueluche no Brasil dos anos 1940 e 1950. Assis Ângelo descobriu meia centena de músicas de Luiz Gonzaga e parcerias inéditas na sua voz.

O livro mostra também o fenômeno que foi o artista. "Em nenhum momento da vida brasileira um artista da música popular foi tão biografado e cantado em verso e prosa quanto Gonzaga. E olha que são poucas as pessoas que conhecem a obra dele gravada no Exterior. Gonzaga foi um artista excepcional em todos os sentidos", diz Assis. Haja realeza.

Sobre o Rei do Baião, foram publicados pelo menos 18 livros e mais de uma centena de folhetos de cordel. De acordo com o Dicionário, há também mais de uma centena de títulos musicais que citam o popular forrozeiro Luiz Gonzaga. Além do significativo número de músicas inéditas deixadas pelo Rei do Baião, Assis Ângelo dispõe-se a explicar porque o "Mestre Lua" foi tão importante para a música brasileira e porque continua "na crista da onda" quase 20 anos após o seu desaparecimento.

"O gênero musical baião tem sido gravado no mundo todo desde a década de 1950, quando a portuguesa Carmen Miranda interpretou Baião (Baião Ca-Room' Pa Pa, na versão do norte-americano Ray Gilbert) no filme Nancy goes to Rio, da Metro Goldwyn-Mayer", esbanja Assis.

Mas a cereja-no-bolo do novo livro do renomado jornalista paraibano é o completo levantamento das músicas que Luiz Gonzaga e parceiros compuseram e gravaram. Como brinde ao leitor, o autor ainda entrega revelações curiosas, ninharias bem-humoradas como a que dá conta de que "Lua" gravou mais músicas do que o Rei da Voz Chico Alves, contando as regravações. "Entre gravações e regravações, Gonzaga ultrapassa Chico em 9 músicas!", declina Assis Angelo.

No total, conforme o Dicionário Gonzagueano, o Rei do Baião gravou 625 músicas em 125 discos de 78 rpm e 41 compactos simples e duplos de 33 e 45 rpm, de 12 polegadas. O registro de sua voz encontra-se em 266 discos — fora participações especiais em LPs e compactos de colegas iniciantes na profissão. E mais: músicas de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira foram gravadas pela japonesa Keiko Ikuta e pelo "papa" do jazz e do estilo bebop, Dizzy Gillespie, entre outros muitos artistas estrangeiros.

E quem pensa que o Rei do Baião só gravou forró, baião, xote e arrasta-pé vai tomar um susto: gravou também sambas, choros, mazurcas, valsas... Não faz um mês, foi lançado nos EUA um disco com músicas do Rei do Baião interpretadas por David Byrne (Asa Branca) e Bebel Gilberto (Juazeiro). É... o "hômi" ainda dá o que cantar...

O lançamento do Dicionário do Lua no dia 13 de dezembro veio marcar essa data tão especial, por ser também o Dia Nacional do Forró — uma idéia que virou realidade a partir de projeto da deputada federal Luiza Erundina —, criado em 2005 para homenagear "Lua", o imortal fenômeno da música brasileira.


SERVIÇO
Lançamento do Dicionário Gonzagueano, de A a Z
13 de dezembro às 20h no Bar Lua Nova, Recanto dos Cantadores
(R. Cons. Carrão, 451 - Bixiga, São Paulo/SP)
Às 22 horas, apresentação de Anastácia (a Rainha do Forró) e seu trio.

MAIS INFO
Mais informações e pedidos com andrea lago: (11) 8542-2061
andrealol@terra.com.br

12 dezembro 2006

HUMOR SEM ESFORÇO

A bandim que era pra ser plim-plim - por Denilson Albano




















Manibura memories - por Guabiras











Um "cara" chamado Osmose - por Jefferson Portela














VEJA MAIS
http://fotolog.terra.com.br/denilsonalbano
www.guabiras.theblog.com.br/inicial.html
www.sivirino.com.br

07 dezembro 2006

DE SONHOS E PRESSÁGIOS

Pragas e outros inimigos urbanos


Altas temperaturas, aliadas ao grande volume de chuvas, estimulam a procriação de ratos e insetos em residências durante esta época do ano. Com o fim do inverno, os raios solares voltam a ser mais longos e quentes: este é o período em que as pragas começam a se reproduzir e constróem seus ninhos.

Os produtos utilizados para a dedetização são tão variados quanto as espécies de ratos e insetos que infestam as casas neste período do ano. Em geral, cada aplicação é realizada com venenos estrategicamente desenvolvidos para o combate de pragas específicas. O maior problema é identificar os componentes ideais para atrair as visitas indesejadas.

Em locais onde o surgimento de insetos seja esporádico, a recomendação é que a desinsetização seja feita ao menos uma vez por ano. Onde o surgimento de pragas é recorrente, o controle deve ser minucioso. Outra recomendação é a limpeza periódica das caixas d’água, onde se alojam diversas espécies de insetos. Após a retirada de toda a água, as caixas devem ser esfregadas ou jateadas com equipamentos apropriados.

Isso tudo pode ajudar muito para que, à noite, tenhamos bons sonhos. Falando nisso, dizem que os sonhos são sempre mensagens que o nosso inconsciente nos passa para que possamos melhor aproveitar a vida . Os sonhos revelam desejos, conflitos e as inquietações que precisam ser superadas.

É comum sonharmos com o nosso trabalho e com os nossos colegas, afinal eles estão na nossa rotina e no nosso dia-a-dia, mas quando lidamos com pragas e insetos e sonhamos com estes animais, quais seriam as mensagens que o nosso inconsciente quer nos passar?

Como curiosidade e distração, segue a relação de algumas interpretações (dentre as várias que existem), que poderão ajudá-lo(a)s a esclarecer seus sonhos com pragas e afins. Divirtam-se.

ABELHAS
Quando as abelhas estão atarefadas, é sinal de lucros. Se elas zumbem, é sinal de preocupações de ordem intelectual. Quando elas picam, sofrerá os ciúmes de seus colegas. Se o sonhador as apanha, pode aguardar um êxito. Vê-las entrar na colméia, anuncia boas notícias. Quando se mata uma abelha, sua situação será ameaçada. Elas representam o trabalho em conjunto, mas por outro lado, possuem ferrões, que não hesitam em usar. Podem representar também o sinal de alguma erupção cutânea, antes mesmo que estas sejam visíveis. Voando: amizade nova e duradoura. Enxame: fertilidade, progresso, promoção no trabalho, sorte. Ser picado: tenha cuidado com o inesperado em tudo o que fizer; traição à vista.

ANDORINHAS
Voando: regresso de parente ou amigo, trazendo boas notícias e felicidades. Em bando: numa reunião social, você conhecerá pessoas interessantes; felicidade inesperada.

ARANHAS
Sonhar com aranhas é muito desfavorável. Ver uma aranha tecer a teia representa uma armadilha preparada pelos inimigos. Ao ver-se preso(a) numa teia, deve-se deduzir que certas pessoas espreitam para agir ao primeiro erro que se cometa. Mas matar aranha significa a libertação de um obstáculo. Comer aranha é presságio de ruína completa. Deve-se acrescentar que a aranha representa também o medo da sexualidade. Grandes e negras: um sinal de mau agouro; traição e rivalidade; cuidado com mulheres morenas. Pequenas: sua situação
financeira melhorará, com a ajuda de parentes próximos.

BARATAS
Este sonho não representa bom agouro, pois geralmente mostra o lado pecaminoso da pessoa. Matar uma barata: problemas nervosos ou pessoa falsa que anda pelas proximidades. Apenas ver uma: dificuldade em viagem.

BESOUROS
Você é cercado(a) por pessoas de pouca capacidade.

BORBOLETAS
É o símbolo da transformação, da libertação. Especialmente para as mulheres, o sonho com borboleta é de muito bom presságio, e sinal de que tempos de muito amor e felicidade se aproximam. Voando: separação de amantes por motivo de viagem. Pousada: o sonhador terá sorte nos jogos por 3 dias. Matar uma, situação inversa: azar nos jogos durante 3 dias.

CAMUNDONGOS
Eles anunciam, de fato, a existência de uma dor secreta, que rói as forças vitais do sonhador. Sonhar com um camundongo deve obrigar o sonhador a cuidar principalmente de sua moral. Ver um só camundongo num sonho indica, ao homem, a influência exercida sobre ele por uma mulher — boa ou má, conforme seja bom ou mau o animal.

ESCORPIÕES
Vê-lo: intrigas, fofocas e traições; falsos amigos tentarão ocupar seu lugar; tenha cautela e não confie em ninguém nos próximos dias. Ser atacado por: perigo de sedução. Este inseto venenoso, visto em seu sonho, adverte contra o perigo de pessoas traiçoeiras ou maus colegas, especialmente se você o matou. Se ele o(a) picou, você superará as influências hostis. Também
controle seus anseios de vitórias, ou poderá entrar em parafuso. Saiba também para quem contar seus segredos.

FORMIGAS
Em qualquer circunstância indica que muito trabalho você terá pela frente, mas será generosamente compensado; invista em novos projetos que terá lucro na certa.

GAFANHOTOS
Terá êxito em algo que imaginava. Matar gafanhotos: chegada inesperada de pessoa ou parente distante.

GRILOS
O grilo anuncia alegria e prosperidade.

INSETOS
Considera-se um sonho de bom agouro. De modo geral, indica lucros pequenos e inesperados; propostas de emprego; muita sorte no jogo e muita harmonia e paz no lar e com os amigos.

ISCAS
Pôr isca no anzol: terá grande alegria. Pôr iscas para ratos: o futuro depende de sua inteligência. Outros que põem iscas: desapontamento. Outros que procuram agradar, usando você como isca: não confie cegamente neles.

MORCEGOS
Ser atacado(a) por: contrariedades no amor por ciúmes; poderão prejudicar seu relacionamento. Matar um: perda de bens, dinheiro; jóias ou propriedades; tenha cuidado.

MOSCAS
Vê-las: notícias de há muito esperadas chegarão em breve, criando um clima agradável e sincero. Vê-las voando: intrigas e aborrecimentos no ambiente familiar e no trabalho.

PIOLHOS
Ver: indica que você receberá em breve grande quantia em dinheiro, que pode ser por herança ou serviço prestado. Catar: chances de sucesso em todos os seus empreendimentos.

POLÍTICOS
Ver um: promessas de emprego ou de negócios demorarão um pouco mais para se realizarem. Ser um: desejo de ascensão social e de poder estão reprimidos em você; tente mudar seus planos.

POMBAS
Sempre um bom presságio, indicando às pessoas solteiras sorte no amor e casamento à vista. Para os casados, indicam paz e felicidade na vida conjugal.

PULGAS
Vê-las: notícias inesperadas de dinheiro estão a caminho, trazendo alegria para toda a família. Pegá-las: fim para pequenos problemas de ordem doméstica; sorte no jogo.

RATOS
De modo geral, sonhar com rato indica problemas financeiros na família; amizades traiçoeiras, intrigas e prejuízos nas empresas novas. Procure não fazer negócios nos próximos dias.

RÉPTEIS
Em geral, astúcia, traição, calúnia, perseguição.

SAPOS
Vê-lo: intrigas perigosas; calúnias que envolverão um parente querido. Pegá-lo: problemas de saúde afetarão o bom andamento de sua vida; cuide mais do seu sistema nervoso.

SOGRA
Não é um bom presságio; denota risco de doenças na família, pequenas cirurgias, tratamentos longos de enfermidades. Evite excessos e cuide bem dos seus.

TRABALHO
É um sonho que indica, quase sempre, ascensão em sua carreira profissional, promoção de cargo e fim para os seus problemas financeiros. Conte também com o auxílio de parentes e amigos.

URUBU
Vê-lo: notícias desagradáveis, ligadas a parentes ou amigos irão lhe trazer grande pesar. Vê-lo voando: perigo de assalto e roubo, com perdas grandes; infelicidade no amor.

VAGA-LUME
Ver um: você tem um amigo legal e muito fiel. Muitos insetos luminosos: terá oportunidade de realizar um gesto de grande bondade. Vaga-lumes na escuridão: mais tarde, você será pago(a) e então receberá um dinheiro que não esperava.

VEREADOR(A)
Ser um(a) vereador(a): obstáculos insuperáveis à frente. Lidar com um(a): melhorar a propriedade imobiliária que possui. Estar em companhia de um(a): não fique especulando a vida de outros.



SONHE MAIS
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NÃO TENHA PESADELOS
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SABORES DE MAÇÃ

Queremos mulher carnuda


Em breve, minha amiga, não mais abraçaremos vocês e diremos assim no ouvidinho: gostooosa... Infelizmente. Pois do jeito que vai essa paranóia feminina de emagrecer, gostosas serão espécimes raríssimos. Sim, eu sei que tem homem que traça tudo que aparece. Mas até esse nunca vai achar gostosa uma magrela esquelética que mais parece um lego desmontando. Pois bem. Foi pra lutar contra esse absurdo que criamos a SAMUCA: sejam todos bem-vindos à Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda.

Somos uma sociedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo: ajudar a mulher a se libertarem da cruel ditadura da magreza. Assim teremos mais mulheres carnudas — e de bem com a vida. Se a mulher carnuda atrai mais pretendentes, imagine a mulher carnuda e feliz? E nós, homens do sexo masculino, finalmente poderemos chamá-las novamente de "gostoooosas". Será uma grande festa. Membro da SAMUCA pagará meia.

Quem disse, minha querida, que homem gosta de esqueleto? Não gosta. Com exceção de antropólogo. Homem gosta é de mulher carnuda, mulher gostosa. Nós gostamos de pegar, apalpar, apertar, agarrar, espremer. Homem é parente do polvo, tem oito mãos, e todas elas, vem cá, deixa eu te dizer, todas elas amam deslizar assim, ó, pelo relevo ondulante do teu corpo, sabia?... subir e descer as protuberâncias... se enxerir nas reentrâncias... Ops, mas você não tem carne. Onde eu vou pegar? Mulher é como abismo de filme de ação: tem que ter um lugarzinho pra segurar senão adeus mocinho.

Ultimamente, as mulheres só querem ter ossos. Suam, gastam fortunas, fazem dietas impossíveis, ficam mal-humoradas, adoecem, morrem... Pra quê? Pra extirpar as deliciosas saliências com que a natureza as brindou e que tanto nos fascinam. Enlouqueceram? Não sei, isso tudo tá muito estranho...

Essa paranóia é ridícula. Sei que vaidade é algo natural da espécie: o Homo sapiens se embeleza pra conquistar um bom parceiro. Mas como vocês esperam nos seduzir com ossos? Magra tudo bem, dá pra ser uma magra gostosa. Mas magrela, não. Aliás, o magrelismo feminino exclui automaticamente a possibilidade de protuberância glútea, que, você sabe, nós amaaamos...

Lamentavelmente, em vez de invejar a mulher que tem os homens a seus pés, muitas mulheres invejam a magrela seca desnutrida. Acontece que essa, mesmo fazendo compras em Paris, não atrai o bicho-homem. Tá, uma mulher obesa também é complicado. Mas é possível ser gorda e gostosa, claro que sim. Infelizmente, muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo. Nessas mulheres, a real felicidade mede-se pela inveja óssea com que se provocam umas às outras. É o fim do mundo.

Escutem, meninas, por favor: isso é i-lu-são. E é contra essa ilusão que a SAMUCA luta. Oferecemos cursos gratuitos de DDM, Desconexão da Dtadura da Magreza, com os melhores profissionais do mercado, eu inclusive. O que está esperando? Comece hoje mesmo! Venha sentir as delícias que só uma mulher carnuda pode ter! E você ainda ganha esse incrível controle remoto que também gela a cerveja. Hein? Não, não tem outro brinde, foi esse que o departamento de promoções escolheu.

Toda essa paranóia é causada pela ditadura da magreza. Mas quem instalou essa ditadura? Arrá! O responsável por tudo isso é uma entidade muito poderosa. Que é abstrata, descentralizada e tem ramificações em toda a sociedade e agentes infiltrados em banheiros femininos. E nós, homens, nunca a entendemos muito bem. É o terrível Mundamoda. Essa coisa maléfica é mantida por estilistas, donos de agências, publicitários, editores de revistas e empresários que, na verdade, têm ódio mortal das mulheres. Por isso se superam a cada dia no objetivo de torná-las infelizes, em nome de um ideal de beleza que é tão ridículo quanto inatingível.

O mais chato, sabe o que é? Muitas mulheres concordarão comigo, sim. Mas amanhã se sentirão novamente infelizes, assim que passarem pela primeira banca e virem uma revista feminina.

Sim, é preocupante, minha amiga. Mas a SAMUCA tem a solução: vou resumir como funciona o curso de DDM. Nível 1: você presta atenção ao que realmente atrai os homens. Como sei que você gosta mais de sexo que de dieta, você vai conseguir.

Nível 2: esqueça os elogios de seu amigo gay. Ele jamais te verá com os nossos olhos.

Nível 3: você proíbe papo de dieta em sua casa. Sim, é necessário, qualquer amiga pode ser uma agente infiltrada do Mundamoda.

Conseguiu passar desse ponto? Ótimo! Olhaí, você já tá com umas curvinhas bem apetitosas, hummm, a cinturinha boa de segurar... Desculpa, me empolguei. Quarto e último nível: você pára de comprar certas revistas femininas, a principal arma do Mundamoda.

Elas são, na verdade, pílulas mentais que deformam a auto-imagem feminina. Passou desse nível? Maravilha! Olhe só pra você: você agora é uma linda mulher carnuda! E muito feliz! Uma mulher cuja maior preocupação será administrar a fila. Parabéns!

Hummm, mas você... realmente... Vem cá, deixa eu te dar um abraço. Gostooooosa...



*Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. pedra do Sol

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www.ricardokelmer.net/rktxtqueremosmulhercarnuda.htm

21 novembro 2006

A COLHEITA

Com a indignação de sempre


A maioria dos idiotas que conheço tem diploma universitário. E sobre este assunto, recebi um e-mail de minha amiga Jane Pólo: "A pocotização começou há muito tempo. Escolas medíocres, professores idem. Esse é o ponto de partida. Para onde vai toda essa gente malformada? Ocuparão postos em todos os lugares. Malformado não quer dizer que não tenha inteligência. A inteligência dilapidada dentro de um padrão medíocre, sem princípios morais e éticos, formará indivíduos aproveitadores, exatamente do tipo que vemos aos montes. Meu pai dizia que a educação e a imprensa estavam nas mãos de inescrupulosos e que a colheita seria rápida e trágica. Taí."

Colheita. É esse o nome do que vivemos nestes dias de valores morais tímidos e sacanagens explícitas. Qualquer empreendimento que substitua profissionais bem-formados por outros com fraca formação, colherá perda de competitividade, queda na satisfação dos clientes, perda de participação no mercado, aumento de custos e burocracia. É natural.

Mas o que significa gente “bem-formada"?

Atenção, senhoras e senhores ideologicamente estressados: quanto mais bem-preparadas, cultas, experientes e com formação sólida, mais conseguem interpretar, julgar e tomar decisões com segurança e acerto. No entanto, fazer uma afirmação como essa “nestepaiz” é um perigo. Serei rotulado de, no mínimo, preconceituoso...

Estamos perdidos numa discussão imbecil que incentiva a divisão de classes, taxando de preconceituosos os que acham que pessoas com cultura, instrução e formação são mais capazes que os ignorantes, mal-educados e toscos. Essa discussão transforma o termo “elite” em ofensa e “humildade” em pré-condição de competência, o que até nem seria problema se, para os que defendem essa tese, “ser humilde” não fosse apenas sinônimo de “ser pobre”...

Mas isto é tema para outro artigo. Hoje, o assunto é “colheita”.

Formação sólida não se resume a instrução. Envolve valores morais, referências e vivências... E os processos brasileiros de formação educacional e moral envelheceram, quebraram, ficaram ultrapassados. As escolas despejam no mercado gente cada vez menos preparada. A realidade mostra que os valores morais são... relativos. A mídia incentiva o “ter a qualquer preço”. As referências são substituídas por celebridades.

Um clima generalizado de impunidade faz com que ninguém se importe em dar respostas, cumprir promessas e entregar o que prometeu. Vivemos uma assustadora queda de qualidade nos processos que envolvem... gente. Daí essa pobre colheita. Tá na hora de criar um “ISO 9000” pra gente...

Na verdade, os ISOs e outros programas de qualidade até que tentam abordar os relacionamentos, mas nenhum deles sabe lidar com indicadores intangíveis. Nenhum deles sabe lidar com gente. Para esses programas, não existe vida inteligente fora de uma planilha Excel...

E ficamos assim: de um lado a máquina burocrática, fria e amarrada pelo controle. De outro, um monte de gente precisando de amor, atenção, carinho e compreensão. Aquelas viadagens que não cabem no nosso mundo competitivo, sabe como é? Pois é. E assim, vamos formando máquinas. Toscas máquinas. Capazes de recitar a tabela periódica, mas incapazes de se emocionar com um verso de Cecília Meirelles...

O super-engenheiro, médico, advogado ou empresário que não consegue emocionar-se com poesia, tem instrução. Mas não tem formação. O Brasil precisa de mais que instrução. Precisa de formação. Só assim poderemos ter uma colheita que preste.


*A ilustração desta crônica é a obra Study at a reading desk, de Lorde Frederick Leighton (1830-1896)


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VEJA TAMBÉM
http://www.kingsgalleries.com/1024x768/galleries/leighton2.htm






18 novembro 2006

SOSSEGO E RISO

Cartoon cotidiano por Jefferson Portela


VEJA MAIS (por sua conta e risco)
www.sivirino.com.br

15 novembro 2006

REVOLUÇÃO VERDE

Por um planeta mais equilibrado


Um grupo de especialistas em assuntos ambientais baseado nos EUA calculou que 1 kg de carne obtida a partir de animais mantidos em sistema de criação intensiva requer, em média, 5 kg de grãos, 22,5 mil litros de água (50 vezes mais do que é necessário à produção de 1 kg de trigo) e ainda energia equivalente à proporcionada por quase 9 l de gasolina.

Ocorre que cerca de 60% da água consumida naquele país destina-se à criação de animais. E também que, nas últimas décadas, a produção de grãos aumentou em quase 100% só nos EUA (!). Onde vamos parar? Parece importante ressaltar alguns dados, aplicáveis ao Brasil hoje em dia:

  • calcula-se que atualmente os rebanhos americanos consumem 85% de todo o milho, cevada, aveia e soja produzidos e não-exportados;
  • 33% dos grãos produzidos no mundo são para alimentar os animais criados para o nosso consumo;
  • muitas nações em desenvolvimento plantam e exportam grãos para alimentar o gado das nações ocidentais, enquanto sua população praticamente morre de fome;
  • A maioria das pessoas concorda em que desperdiçar comida não seja algo correto. Contudo, todo o esforço e energia para produzir cerca de 1 kg de proteína de carne desperdiça cerca de 16 kg de proteínas de grãos(!). Este desperdício, só nos EUA, seria suficiente para cobrir 90% do déficit anual de proteína no mundo inteiro;
  • se criarmos um boi nos 4 hectares necessários a isso, teremos 39 kg de proteína após 4 anos (período que o animal "precisa" para estar "apto a ser consumido"). Se plantarmos arroz nesta mesma área e no mesmo período de tempo, obteremos 1,52 mil kg de proteína, sem contar os demais nutrientes;
  • um adulto com 70 kg consome cerca de 70 g de proteína por dia, o que significa que, se criarmos gado, teremos proteína para cerca de um ano e meio. Se, pelo contrário plantarmos arroz, teremos cereal para alimentar este homem durante cerca de 60 anos...

Então, parece que estamos demandando um bocado de mudança em nosso comportamento, frente ao que desfila diariamente em nossos pratos . Ou não?

ASSISTA AO VÍDEO
http://video.google.com/videoplay?docid=8936582183669773950&q=vegan&hl=en

OURO RUBRO

A Fortaleza dos vinhos


O vinho, a despeito de seu teor alcoólico alto, é uma bebida bastante apropriada para consumo sob o nosso clima, muito quente. Citemos alguns bem adequados, entre muitos:

• os vinhos brancos tranqüilos, de uma forma geral, principalmenteos os secos e ácidos, sabem a Verão, a calor e são refrescantes, cheios de vitalidade e otimismo. Não implicam em momentos especiais e são ótimos para serem bebidos em qualquer ocasião — e até mesmo sem motivo. E vão muito bem em barracas de praia, acompanhando a degustação de peixes, ostras, caranguejos e outros mariscos. Entre estes, lembramos os vinhos verdes de Portugal, os Sauvignon Blanc em geral (principalmente os do Novo Mundo), e alguns Chardonnay;

• os vinhos espumantes, leves, com pouco teor alcoólico, são as bebidas refrescantes perfeitas para climas quentes como o nosso. Além disso, têm grande versatilidade na harmonização com nossas comidas praianas. Aqui se destacam tanto os espumantes do Velho como os do Novo Mundo, e particularmente alguns do Brasil, que têm excelente qualidade;

• entre os vinhos tintos, para o dia-a-dia, aconselharíamos os mais leves, com pouco corpo, pouco carvalho, pouco tanino e jovens. Brasil, Chile e Argentina produzem excelentes exemplares, a preços razoáveis;

• e os vinhos rosés, que de tão vilipendiados por alguns falsos entendidos e preconceituosos, sofrem com a imagem frívola que lhes foi imposta de serem um vinho "feminino", mas que têm, normalmente, qualidade muito boa, adaptando-se perfeitamente ao nosso clima e possuindo grande versatilidade na harmonização com os mais variados pratos. Podem, quase sempre, substituir os brancos na sua utilização em praias, ao sol e com mariscos.

Uma prova da aceitação da idéia do vinho em nosso clima quente é que o consumo de vinhos no Ceará cresceu muito, nos últimos anos. A conseqüência natural é que, hoje, a população de Fortaleza que já está tomando vinhos está sendo beneficiada com uma oferta melhor, tanto na variedade como na qualidade dos vinhos disponibilizados, com o inevitável aumento e melhoria de locais especializados para a venda desta bebida, que inclusive observam as condições ambientais necessárias à correta comercialização dos vinhos.

Entre estes, Pão de Açúcar (Náutico), Expand Store, L’Auberge du Vin, Empório Delitalia, Domaine Montes-Claros e tantos outros. Bebamos então vinhos, com a consciência tranqüila de que não estamos cometendo nenhum sacrilégio, mas com moderação. Além de comprovadamente estimularem a saúde, são também refrescantes e apropriados ao nosso clima, harmonizando muito bem com nossas comidas, principalmente as praianas. Saúde a todos.


FALE COM O COLUNISTA
jorge.calscoelho@gmail.com

03 novembro 2006

LUZES SOBRE A BÍBLIA

Cabala, Arqueologia e ciência atual


Pensador moderno, o rabino Aryeh Kaplan — um dos eruditos mais importantes, prolíficos e criativos da geração passada — legou-nos imensa obra ao falecer, em 1983. Em um de seus livros, Imortalidade e idade do Universo: Uma visão cabalista, Kaplan escreve sobre as leis da Torá (1), o misticismo e o pensamento judaicos e a Bíblia. Ao contrapor ensinamentos antiqüíssimos às mais recentes descobertas científicas, o autor brinda-nos com alguns de seus mais incisivos e estimulantes textos.

Navegando nas águas profundas da Cabala mostra, por exemplo, como a idade do Universo condiz (segundo a ciência moderna) com a cronologia da Criação relatada no Livro do Gênesis. Da mesma forma, traduz-nos a possibilidade (em termos biológicos) da longevidade dos Patriarcas antes do Dilúvio e a ressurreição dos mortos.

A obra inclui ainda uma discussão sobre Astrologia e Judaísmo e oferece ao leitor uma visão mística do relacionamento homem-mulher. Também integra este volume uma tradução ampliada do Or Hachayim (2) comentário do rabino Israel Lipschitz desenvolvido em 1845, considerado como primeira abordagem judaica sobre a descoberta de fósseis de milhões de anos à luz da Torá. (3)

E não é só: a obra O caminho de Deus, de Moshe Chaim Luzzatto, sistematiza toda a estrutura filosófica em consonância com a prática religiosa judaica, explorando o Regulamento Divino do Mundo e a interseção céus-Terra, de forma lógica e organizada. Aqui, as anotações e comentários esclarecedores do escritor-rabino Aryeh Kaplan tornam sua leitura mais agradável e fonte básica de inspiração e reflexão.

Para quem desejar aprofundar-se indo direto à fonte, o Or Hachayim de Chayim ben Attar (disponível em cinco volumes — respectivamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), é um extenso comentário sobre a Torá desenvolvido no séc. XVIII pelo rabino Chayim ben Attar. Sua versão para o Inglês, realizada por Eliyahu Munk, educador com mais de 30 anos de atividade, tornou a obra mais acessível e palatável a uma audiência maior.


SAIBA MAIS
http://www.shabuatov.com/articulos/salanter.php

LEIA MAIS
Or Hachayim. Commentary on the Torah. Volume One: Genesis. Volume Two: Exodus. Volume Three: Leviticus.Volume Four: Numbers. Volume Five: Deuteronomy. Versão inglesa de Eliyahu Munk,1999. Urim Publications (ISBN: 965-7108-12-8 – 2.066 páginas, US$ 125 o conjunto em capa dura)

Imortalidade, ressurreição e idade do Universo: Uma visão cabalística, de Aryeh Kaplan. Editora Sefer (ISBN 85-85583-49-5 - 200 páginas, 16x23 cm, capa flexível)

O caminho de Deus, de Moshe Chaim Luzzatto. Editora Maayanot (280 páginas, R$ 24,00)

SERVIÇO
Editora Sefer
Al. Barros, 893 – Santa Cecília – São Paulo/SP
Tel.: (11) 3826-1366

(1) Torá (do hebraico תּוֹרָה, significando instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, חמשה חומשי תורה - as cinco partes da Torá) que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, a origem da humanidade, o pacto de Deus com Abrãao e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de 40 anos até a Terra Prometida.

Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para o povo de Israel. Por vezes o termo Torá designa, no judaísmo rabínico, todo o arcabouço da tradição judaica, incluindo a Torá escrita, a Torá oral (Talmude) e os ensinamentos rabínicos. O cristianismo baseado na tradução grega septuaginta também conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia cristã.

(2) O Or Hachayim é um comentário clássico, cujo texto original encontra-se na maior parte das edições da Mikraot Gedolot (publicado pela primeira vez em Veneza, Itália, 1524-25) com base no Códex Aleppo, mais antigo manuscrito hebreu conhecido contendo o texto completo da Bíblia. É o mais acurado e sagrado documento-fonte, tanto para o texto bíblico quanto para sua transmissão oral, tendo sido através dele que as Escrituras Sagradas vêm sendo preservadas e transmitidas de geração a geração.

O Códex Aleppo foi copiado pelo escriba Shlomo Ben-Buya'a há mais de mil anos e sua autenticidade é garantida pelo Massorah de Aaron Ben-Asher (último e mais proeminente membro da dinastia Ben-Asher, que produziu o texto hebreu da Bíblia). A
o leitor atento, Masorah é um grande corpo de comentários e críticas textuais das Escrituras Hebraicas, incluindo anotações sobre suas características e a ocorrência de certas palavras, fontes varietais, instruções para sua pronúncia correta e outros apontamentos, compilado entre os anos 600 e 900 d.C. por escribas judeus, à margem ou ao final dos textos a que se refere).

Entre os proeminentes rabinos ortodoxos que afirmam ser o mundo mais antigo do que rezam as escrituras e que a vida evoluiu com o tempo incluem-se Aryeh Kaplan, Israel Lipschitz, Sholom Mordechai Schwadron e Zvi Hirsch Chajes. Em resumo, estes rabinos não aceitam a visão de ateístas (como Richard Dawkins, que sustém que a evolução não deixa espaço para a existência de Deus).

Na verdade, cada um desses rabinos toma posição propondo seu particular entendimento da evolução teística, na qual o mundo é muito antigo e a vida realmente evolui com a passagem do tempo de acordo com a lei natural, destacando, contudo, que Deus possui um papel preponderante neste processo.

(3) Israel Lipschitz (Israel Lipschütz, 1782-1860) foi rabino em Dassau e em Danzig, Alemanha. Em 1845, pronunciou célebre conferência sobre a Torá e a Paleontologia em que expôs os ensinamentos dos textos cabalísticos — segundo os quais o mundo atravessou muitos ciclos históricos, cada qual perdurando por muitas dezenas de milhares de anos.

Mais além, associou-os a descobertas geológicas e achados de eminentes paleontólogos (como o do mamute lanoso na Sibéria, Rússia, em 1807, e o de vários esqueletos de dinossauros), abrindo caminho a idéias sobre a evolução do homem um tanto ousadas para a ortodoxia de sua época.