21 novembro 2006

A COLHEITA

Com a indignação de sempre


A maioria dos idiotas que conheço tem diploma universitário. E sobre este assunto, recebi um e-mail de minha amiga Jane Pólo: "A pocotização começou há muito tempo. Escolas medíocres, professores idem. Esse é o ponto de partida. Para onde vai toda essa gente malformada? Ocuparão postos em todos os lugares. Malformado não quer dizer que não tenha inteligência. A inteligência dilapidada dentro de um padrão medíocre, sem princípios morais e éticos, formará indivíduos aproveitadores, exatamente do tipo que vemos aos montes. Meu pai dizia que a educação e a imprensa estavam nas mãos de inescrupulosos e que a colheita seria rápida e trágica. Taí."

Colheita. É esse o nome do que vivemos nestes dias de valores morais tímidos e sacanagens explícitas. Qualquer empreendimento que substitua profissionais bem-formados por outros com fraca formação, colherá perda de competitividade, queda na satisfação dos clientes, perda de participação no mercado, aumento de custos e burocracia. É natural.

Mas o que significa gente “bem-formada"?

Atenção, senhoras e senhores ideologicamente estressados: quanto mais bem-preparadas, cultas, experientes e com formação sólida, mais conseguem interpretar, julgar e tomar decisões com segurança e acerto. No entanto, fazer uma afirmação como essa “nestepaiz” é um perigo. Serei rotulado de, no mínimo, preconceituoso...

Estamos perdidos numa discussão imbecil que incentiva a divisão de classes, taxando de preconceituosos os que acham que pessoas com cultura, instrução e formação são mais capazes que os ignorantes, mal-educados e toscos. Essa discussão transforma o termo “elite” em ofensa e “humildade” em pré-condição de competência, o que até nem seria problema se, para os que defendem essa tese, “ser humilde” não fosse apenas sinônimo de “ser pobre”...

Mas isto é tema para outro artigo. Hoje, o assunto é “colheita”.

Formação sólida não se resume a instrução. Envolve valores morais, referências e vivências... E os processos brasileiros de formação educacional e moral envelheceram, quebraram, ficaram ultrapassados. As escolas despejam no mercado gente cada vez menos preparada. A realidade mostra que os valores morais são... relativos. A mídia incentiva o “ter a qualquer preço”. As referências são substituídas por celebridades.

Um clima generalizado de impunidade faz com que ninguém se importe em dar respostas, cumprir promessas e entregar o que prometeu. Vivemos uma assustadora queda de qualidade nos processos que envolvem... gente. Daí essa pobre colheita. Tá na hora de criar um “ISO 9000” pra gente...

Na verdade, os ISOs e outros programas de qualidade até que tentam abordar os relacionamentos, mas nenhum deles sabe lidar com indicadores intangíveis. Nenhum deles sabe lidar com gente. Para esses programas, não existe vida inteligente fora de uma planilha Excel...

E ficamos assim: de um lado a máquina burocrática, fria e amarrada pelo controle. De outro, um monte de gente precisando de amor, atenção, carinho e compreensão. Aquelas viadagens que não cabem no nosso mundo competitivo, sabe como é? Pois é. E assim, vamos formando máquinas. Toscas máquinas. Capazes de recitar a tabela periódica, mas incapazes de se emocionar com um verso de Cecília Meirelles...

O super-engenheiro, médico, advogado ou empresário que não consegue emocionar-se com poesia, tem instrução. Mas não tem formação. O Brasil precisa de mais que instrução. Precisa de formação. Só assim poderemos ter uma colheita que preste.


*A ilustração desta crônica é a obra Study at a reading desk, de Lorde Frederick Leighton (1830-1896)


LEIA MAIS
http://www.lucianopires.com.br

http://biblio.crube.net

VEJA TAMBÉM
http://www.kingsgalleries.com/1024x768/galleries/leighton2.htm






18 novembro 2006

SOSSEGO E RISO

Cartoon cotidiano por Jefferson Portela


VEJA MAIS (por sua conta e risco)
www.sivirino.com.br

15 novembro 2006

REVOLUÇÃO VERDE

Por um planeta mais equilibrado


Um grupo de especialistas em assuntos ambientais baseado nos EUA calculou que 1 kg de carne obtida a partir de animais mantidos em sistema de criação intensiva requer, em média, 5 kg de grãos, 22,5 mil litros de água (50 vezes mais do que é necessário à produção de 1 kg de trigo) e ainda energia equivalente à proporcionada por quase 9 l de gasolina.

Ocorre que cerca de 60% da água consumida naquele país destina-se à criação de animais. E também que, nas últimas décadas, a produção de grãos aumentou em quase 100% só nos EUA (!). Onde vamos parar? Parece importante ressaltar alguns dados, aplicáveis ao Brasil hoje em dia:

  • calcula-se que atualmente os rebanhos americanos consumem 85% de todo o milho, cevada, aveia e soja produzidos e não-exportados;
  • 33% dos grãos produzidos no mundo são para alimentar os animais criados para o nosso consumo;
  • muitas nações em desenvolvimento plantam e exportam grãos para alimentar o gado das nações ocidentais, enquanto sua população praticamente morre de fome;
  • A maioria das pessoas concorda em que desperdiçar comida não seja algo correto. Contudo, todo o esforço e energia para produzir cerca de 1 kg de proteína de carne desperdiça cerca de 16 kg de proteínas de grãos(!). Este desperdício, só nos EUA, seria suficiente para cobrir 90% do déficit anual de proteína no mundo inteiro;
  • se criarmos um boi nos 4 hectares necessários a isso, teremos 39 kg de proteína após 4 anos (período que o animal "precisa" para estar "apto a ser consumido"). Se plantarmos arroz nesta mesma área e no mesmo período de tempo, obteremos 1,52 mil kg de proteína, sem contar os demais nutrientes;
  • um adulto com 70 kg consome cerca de 70 g de proteína por dia, o que significa que, se criarmos gado, teremos proteína para cerca de um ano e meio. Se, pelo contrário plantarmos arroz, teremos cereal para alimentar este homem durante cerca de 60 anos...

Então, parece que estamos demandando um bocado de mudança em nosso comportamento, frente ao que desfila diariamente em nossos pratos . Ou não?

ASSISTA AO VÍDEO
http://video.google.com/videoplay?docid=8936582183669773950&q=vegan&hl=en

OURO RUBRO

A Fortaleza dos vinhos


O vinho, a despeito de seu teor alcoólico alto, é uma bebida bastante apropriada para consumo sob o nosso clima, muito quente. Citemos alguns bem adequados, entre muitos:

• os vinhos brancos tranqüilos, de uma forma geral, principalmenteos os secos e ácidos, sabem a Verão, a calor e são refrescantes, cheios de vitalidade e otimismo. Não implicam em momentos especiais e são ótimos para serem bebidos em qualquer ocasião — e até mesmo sem motivo. E vão muito bem em barracas de praia, acompanhando a degustação de peixes, ostras, caranguejos e outros mariscos. Entre estes, lembramos os vinhos verdes de Portugal, os Sauvignon Blanc em geral (principalmente os do Novo Mundo), e alguns Chardonnay;

• os vinhos espumantes, leves, com pouco teor alcoólico, são as bebidas refrescantes perfeitas para climas quentes como o nosso. Além disso, têm grande versatilidade na harmonização com nossas comidas praianas. Aqui se destacam tanto os espumantes do Velho como os do Novo Mundo, e particularmente alguns do Brasil, que têm excelente qualidade;

• entre os vinhos tintos, para o dia-a-dia, aconselharíamos os mais leves, com pouco corpo, pouco carvalho, pouco tanino e jovens. Brasil, Chile e Argentina produzem excelentes exemplares, a preços razoáveis;

• e os vinhos rosés, que de tão vilipendiados por alguns falsos entendidos e preconceituosos, sofrem com a imagem frívola que lhes foi imposta de serem um vinho "feminino", mas que têm, normalmente, qualidade muito boa, adaptando-se perfeitamente ao nosso clima e possuindo grande versatilidade na harmonização com os mais variados pratos. Podem, quase sempre, substituir os brancos na sua utilização em praias, ao sol e com mariscos.

Uma prova da aceitação da idéia do vinho em nosso clima quente é que o consumo de vinhos no Ceará cresceu muito, nos últimos anos. A conseqüência natural é que, hoje, a população de Fortaleza que já está tomando vinhos está sendo beneficiada com uma oferta melhor, tanto na variedade como na qualidade dos vinhos disponibilizados, com o inevitável aumento e melhoria de locais especializados para a venda desta bebida, que inclusive observam as condições ambientais necessárias à correta comercialização dos vinhos.

Entre estes, Pão de Açúcar (Náutico), Expand Store, L’Auberge du Vin, Empório Delitalia, Domaine Montes-Claros e tantos outros. Bebamos então vinhos, com a consciência tranqüila de que não estamos cometendo nenhum sacrilégio, mas com moderação. Além de comprovadamente estimularem a saúde, são também refrescantes e apropriados ao nosso clima, harmonizando muito bem com nossas comidas, principalmente as praianas. Saúde a todos.


FALE COM O COLUNISTA
jorge.calscoelho@gmail.com

03 novembro 2006

LUZES SOBRE A BÍBLIA

Cabala, Arqueologia e ciência atual


Pensador moderno, o rabino Aryeh Kaplan — um dos eruditos mais importantes, prolíficos e criativos da geração passada — legou-nos imensa obra ao falecer, em 1983. Em um de seus livros, Imortalidade e idade do Universo: Uma visão cabalista, Kaplan escreve sobre as leis da Torá (1), o misticismo e o pensamento judaicos e a Bíblia. Ao contrapor ensinamentos antiqüíssimos às mais recentes descobertas científicas, o autor brinda-nos com alguns de seus mais incisivos e estimulantes textos.

Navegando nas águas profundas da Cabala mostra, por exemplo, como a idade do Universo condiz (segundo a ciência moderna) com a cronologia da Criação relatada no Livro do Gênesis. Da mesma forma, traduz-nos a possibilidade (em termos biológicos) da longevidade dos Patriarcas antes do Dilúvio e a ressurreição dos mortos.

A obra inclui ainda uma discussão sobre Astrologia e Judaísmo e oferece ao leitor uma visão mística do relacionamento homem-mulher. Também integra este volume uma tradução ampliada do Or Hachayim (2) comentário do rabino Israel Lipschitz desenvolvido em 1845, considerado como primeira abordagem judaica sobre a descoberta de fósseis de milhões de anos à luz da Torá. (3)

E não é só: a obra O caminho de Deus, de Moshe Chaim Luzzatto, sistematiza toda a estrutura filosófica em consonância com a prática religiosa judaica, explorando o Regulamento Divino do Mundo e a interseção céus-Terra, de forma lógica e organizada. Aqui, as anotações e comentários esclarecedores do escritor-rabino Aryeh Kaplan tornam sua leitura mais agradável e fonte básica de inspiração e reflexão.

Para quem desejar aprofundar-se indo direto à fonte, o Or Hachayim de Chayim ben Attar (disponível em cinco volumes — respectivamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), é um extenso comentário sobre a Torá desenvolvido no séc. XVIII pelo rabino Chayim ben Attar. Sua versão para o Inglês, realizada por Eliyahu Munk, educador com mais de 30 anos de atividade, tornou a obra mais acessível e palatável a uma audiência maior.


SAIBA MAIS
http://www.shabuatov.com/articulos/salanter.php

LEIA MAIS
Or Hachayim. Commentary on the Torah. Volume One: Genesis. Volume Two: Exodus. Volume Three: Leviticus.Volume Four: Numbers. Volume Five: Deuteronomy. Versão inglesa de Eliyahu Munk,1999. Urim Publications (ISBN: 965-7108-12-8 – 2.066 páginas, US$ 125 o conjunto em capa dura)

Imortalidade, ressurreição e idade do Universo: Uma visão cabalística, de Aryeh Kaplan. Editora Sefer (ISBN 85-85583-49-5 - 200 páginas, 16x23 cm, capa flexível)

O caminho de Deus, de Moshe Chaim Luzzatto. Editora Maayanot (280 páginas, R$ 24,00)

SERVIÇO
Editora Sefer
Al. Barros, 893 – Santa Cecília – São Paulo/SP
Tel.: (11) 3826-1366

(1) Torá (do hebraico תּוֹרָה, significando instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, חמשה חומשי תורה - as cinco partes da Torá) que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, a origem da humanidade, o pacto de Deus com Abrãao e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de 40 anos até a Terra Prometida.

Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para o povo de Israel. Por vezes o termo Torá designa, no judaísmo rabínico, todo o arcabouço da tradição judaica, incluindo a Torá escrita, a Torá oral (Talmude) e os ensinamentos rabínicos. O cristianismo baseado na tradução grega septuaginta também conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia cristã.

(2) O Or Hachayim é um comentário clássico, cujo texto original encontra-se na maior parte das edições da Mikraot Gedolot (publicado pela primeira vez em Veneza, Itália, 1524-25) com base no Códex Aleppo, mais antigo manuscrito hebreu conhecido contendo o texto completo da Bíblia. É o mais acurado e sagrado documento-fonte, tanto para o texto bíblico quanto para sua transmissão oral, tendo sido através dele que as Escrituras Sagradas vêm sendo preservadas e transmitidas de geração a geração.

O Códex Aleppo foi copiado pelo escriba Shlomo Ben-Buya'a há mais de mil anos e sua autenticidade é garantida pelo Massorah de Aaron Ben-Asher (último e mais proeminente membro da dinastia Ben-Asher, que produziu o texto hebreu da Bíblia). A
o leitor atento, Masorah é um grande corpo de comentários e críticas textuais das Escrituras Hebraicas, incluindo anotações sobre suas características e a ocorrência de certas palavras, fontes varietais, instruções para sua pronúncia correta e outros apontamentos, compilado entre os anos 600 e 900 d.C. por escribas judeus, à margem ou ao final dos textos a que se refere).

Entre os proeminentes rabinos ortodoxos que afirmam ser o mundo mais antigo do que rezam as escrituras e que a vida evoluiu com o tempo incluem-se Aryeh Kaplan, Israel Lipschitz, Sholom Mordechai Schwadron e Zvi Hirsch Chajes. Em resumo, estes rabinos não aceitam a visão de ateístas (como Richard Dawkins, que sustém que a evolução não deixa espaço para a existência de Deus).

Na verdade, cada um desses rabinos toma posição propondo seu particular entendimento da evolução teística, na qual o mundo é muito antigo e a vida realmente evolui com a passagem do tempo de acordo com a lei natural, destacando, contudo, que Deus possui um papel preponderante neste processo.

(3) Israel Lipschitz (Israel Lipschütz, 1782-1860) foi rabino em Dassau e em Danzig, Alemanha. Em 1845, pronunciou célebre conferência sobre a Torá e a Paleontologia em que expôs os ensinamentos dos textos cabalísticos — segundo os quais o mundo atravessou muitos ciclos históricos, cada qual perdurando por muitas dezenas de milhares de anos.

Mais além, associou-os a descobertas geológicas e achados de eminentes paleontólogos (como o do mamute lanoso na Sibéria, Rússia, em 1807, e o de vários esqueletos de dinossauros), abrindo caminho a idéias sobre a evolução do homem um tanto ousadas para a ortodoxia de sua época.



22 outubro 2006

PRA NÃO FALAR DE ABOBRINHAS


Alcachofra: exotismo culinário


Ela está em quase todos os cardápios — e mais do que nunca, na mesa do brasileiro. Quem ainda tem reservas porque acha o ingrediente caro e a preparação complicada, vale deixar o preconceito de lado e adotar de vez a deliciosa alcachofra, esta flor exótica e medicinal. Em casa, no restaurante ou no supermercado, a dica é experimentar e abusar.

A alcachofra faz parte das nossas receitas há pelo menos 100 anos, quando alguns europeus que vieram morar no Brasil trouxeram esta flor de características bem peculiares para fazê-la germinar em nossas terras. Nativa do Sul da Europa e da África, a alcachofra ganhou o mercado brasileiro e é hoje um ingrediente essencial no preparo dos mais variados pratos.

Por ser uma planta de clima temperado a frio (média de 20ºC) e de fácil adaptação em áreas úmidas, a alcachofra é cultivada em solos específicos do Estado de São Paulo e no Sul do País. Em regiões quentes ela vegeta bem, mas não forma botões florais comestíveis. De agosto a novembro é sua época de colheita e de festas, como a que acontece na cidade de São Roque/SP. É quando encontramos alcachofra com ótima qualidade e melhores preços.

A alcachofra (Cynara scolymus) é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis. Cada 100 gramas dessa iguaria reúne vitaminas do Complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. Ela é considerada um eficiente auxiliar da digestão e a ciarina — substância encontrada na planta — pode melhorar as funções do fígado.

A medicina popular já consagrou esta iguaria como um perfeito alimento-remédio, ideal para as pessoas com problemas hepáticos e para os diabéticos. Segundo a nutricionista Carolina Peralta, o ideal é consumir a alcachofra no mesmo dia da compra, pois ela começa a perder suas qualidades logo depois de colhida. Para prepará-la, basta ferver imersa na água durante 40 minutos ou por 20 minutos em panela de pressão. Para saber se a alcachofra está cozida, é só puxar uma folha: se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.

Os talos das alcachofras também podem ser aproveitados. Para isso, é só retirar a parte fibrosa que os envolve, descascando com uma faca. Depois, deixe os talos mergulhados em água com limão ou vinagre durante alguns minutos e leve para cozinhar por 30 minutos ou 15 minutos em panela de pressão. A dica da nutricionista Carolina Peralta é experimentar a alcachofra recheada com ricota ou creme de tomate seco. “Nesta época encontramos a alcachofra em supermercados. Vale comprar a planta e preparar com molhos diversos. O ideal é consumir as pétalas logo depois do preparo, assim elas ficam ainda mais saborosas”, explica.

São quatro as variedades mais vistas nos supermercados: Violeta de Proença, Roxa de São Roque, Verde Lion e Verde-Grande da Bretanha. Em Campinas/SP, os restaurantes apostam em receitas variadas, usando principalmente as pétalas. No restaurante Barbacoa, o risoto de alcachofra é apreciado o ano todo por muitos clientes. “O risoto fica muito cremoso e o gostinho da alcachofra é ótimo para acompanhar peixe ou carnes vermelhas, como o Tornedor ao Poivre”, afirma a gerente Shirlei de Paula.

"Além de muito saborosa, a alcachofra contém uma substância que estimula as funções do fígado. Ela ajuda a diminuir os níveis de colesterol e pressão arterial e ainda possui antioxidantes'', afirma a nutricionista que aproveitou a temporada da alcachofra e preparou algumas receitas para incorporar ao buffet da rede de choperias Giovannetti. “O salmão grelhado com alcaparras e alcachofras recheadas é uma das sugestões”, destaca Carolina.

No Espaço Coronel, a preparação do cotê grelhado com risoto de alcachofra foi incorporado ao cardápio, a pedido do sócio-proprietário Renato Maudonnet. “Esse é um dos meus pratos prediletos. Existem outros ingredientes que combinam também, mas o gostinho da alcachofra é inconfundível”, relata o restaurateur.

No bar e restaurante Moinho D'Água a aposta é a Magrela — uma massa fina sem fermento, que serve de base para receitas da casa. “Já que estamos ao lado da Lagoa do Taquaral, onde as pessoas estão acostumadas a praticar exercícios físicos, fizemos várias opções de petiscos “magrinhos”. Uma delas leva recheio de alcachofra, mussarela de búfala e rúcula. É um pão bem fininho, sem fermento e que não leva molho de tomate” esclarece o chef Dedé.


SAIBA MAIS
Núcleo de Educação, Saúde e Comércio da Central de Comunicação
Isabela Leite - (19) 9719-0402
Juliana Servidoni -(19) 9256-4629
Miriam Bizarro - (19) 9602-2770

www.centralltda.com.br

DESESPERO DE CAUSA

Oração ao Pocotó


Senhor,
Fazei de mim um instrumento contra o pocotó.

Onde houver burrice, que eu leve a sabedoria;
Onde houver certeza, que eu instaure a dúvida;
Onde houver rancor, que eu leve a união;
Onde houver medo, que eu propague a fé;
Onde houver conformismo, que eu introduza a indignação;
Onde houver desespero, que eu chame a esperança;
Onde houver tristeza, que eu promova a alegria.

Oh! Mestre, fazei com que eu procure mais pensar do que ser pocotizado,
compreender do que ser enganado,
desasnar do que ser asnado,
pois é dando que se recebe,
é pocotizando que se é pocotizado,
e é pensando que se nasce para a vida eterna.

Amém.


SAIBA MAIS
O jornalista Luciano Pires é um paladino na luta cotidiana contra o "Brasil Pocotó"
www.lucianopires.com.br

SÓ RINDO!

Tirinhas Dapraia


Tudo de uma vez ao mesmo tempo agora









por Guabiras



Anderson Lauro









por Denilson Albano



Traços do cotidiano










por Jefferson Portela


VEJA MAIS
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VIVA LEVE

Histórias de sucesso


Marilda e Andréia contam como se superaram e conquistaram vitórias pessoais com a reeducação alimentar. Na revista Viva Leve #22 (Editora Escala), a confeiteira Marilda Aparecida Camargo Lima explica como conseguiu eliminou 21 quilos com a técnica. “Foi difícil sim, mas não doloroso. Era o que eu mais queria. Percebi que posso fazer qualquer coisa que eu quiser”, afirma ela. Da mesma forma, a cabeleireira Andréia Aparecida da Cruz Pereira também emagreceu 14,5 quilos empregando a reeducação alimentar. “Experimentar uma calça 44 e ver que está larga é mais gostoso que comer uma coxinha”, comemora.

A revista ainda apresenta uma série de temas polêmicos e atuais, devidamente esclarecidos:
Bullying: brincadeira de criança ou fonte de traumas?
• Mitos e verdades sobre o chocolate
• O que está por trás da gordura trans, uma das vilãs das dietas
• O que comer antes e depois de realizar atividades físicas
• Hipertensão mais diabetes: combinação que causa doenças cardiovasculares
• Eu Vivo Leve: entrevista com a apresentadora Mirian Sobral, do programa Feito por Você da Rede Mulher, em que ela conta o que faz para manter a forma: “Trabalhe para que hoje seja melhor do que ontem!"
• Dieta do mês: como emagrecer com a reeducação alimentar
• Um teste para você sobre varizes

Confira também as seções:
Em Questão e Fome de Informação, com dicas de livros, sites e cursos;
Manual do Emagrecimento Saudável;
Você Sabia, sobre o coco;
Supernovas e Supernovas Beleza, com os mais recentes lançamentos e novidades light, diet e produtos de beleza;
Água na Boca, com receitas à base de cremes;
Valor Calórico dos molhos para salada;
• e o Fichário de Ervas Medicinais.

A revista Viva Leve é destinada a quem busca uma alimentação mais equilibrada e saudável, quer mudar seus hábitos e ter uma silhueta mais bonita e duradoura. Seu público situa-se nas classes A e B, sendo que 84% são mulheres, com bom poder aquisitivo. Seus principais interesses estão em regime, dieta, nutrição, saúde, beleza, moda e compras.


SAIBA MAIS
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29 setembro 2006

OPÇÕES 2006

Nosso futuro é com você


Neste domingo, 1.º/10, iremos às urnas escolher nossos representantes (deputados estaduais e federais, senadores e Presidente). O Brasil é uma república democrática representativa: somos representados pelas pessoas que colocamos no poder — e é muito importante que sejamos conscientes disso, da responsabilidade de escolher pessoas que cuidarão do nosso futuro e dos rumos que a nossa economia, saúde e educação vão tomar.

O voto é a forma que nos permite fazer escolhas e diretamente influenciar esse futuro. Eximir-se de votar é necessariamente concordar com o status quo, cruzar os braços para a situação. Percebam o tamanho significativo do seu poder e analisem propostas, o histórico político e familiar de cada candidato, suas características, suas bases partidárias, percebam se não mudam de partido dançando a "dança do crioulo doido" ou mesmo a da pizza, que já conhecemos de perto. Sejam críticos e conscientes.

Se você precisa de informação para escolher, se ainda está em dúvida, se ainda não conhece os candidatos, a imprensa tem feito uma grande e qualificada cobertura jornalística com debates, artigos, entrevistas e comentários sobre os principais fatos. Em destaque, o jornal O Povo de Fortaleza desenvolveu seu Blog de Política, um meio eletrônico prático e muito rico em informações e críticas aos principais fatos que acontecem no contexto político, trazendo links para sites importantes sobre o tema.

O Blog de Política está comemorando mais de 600 mil acessos desde o seu lançamento e está se preparando para a maior cobertura em tempo real sobre Eleições já feita por um portal do Ceará. Na edição de 29/set, o O Povo apresenta uma reportagem sobre o Debate promovido pela Rede Globo (1.º caderno), no caderno Política você encontra informações sobre a mudança das seções eleitorais (Política/pág. 20) e em toda a edição você pode encontrar os números e as fotos de cada candidato, diluídos em anúncios.

Lembre-se: você é diretamente responsável pelas suas escolhas, portanto vote e cobre. Ao invés de queixar-se, acompanhe. E acredite num futuro melhor, que não deve ser uma visão romântica, mas puramente real.


ACESSE
www.opovo.com.br - Blog Política

CONTATE A COLUNISTA
jailmacosta@opovo.com.br

25 setembro 2006

PESQUISA: VOTA, BRASIL!

Logo assim, segunda-feira de manhã...


Me acordaram e me perguntaram sobre política. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz um vereador. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz um deputado estadual. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz um deputado federal. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz um senador. Eu não sabia.

Me perguntaram em quem votei nas últimas eleições. Eu não sabia.

Me perguntaram quais são os partidos. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre os programas do PT e do PSDB. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz o legislativo. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz o executivo. Eu não sabia.

Me perguntaram o que faz o judiciário. Eu não sabia.

Me perguntaram em quem eu ia votar. Eu não sabia.

Me perguntaram o que é uma república. Eu não sabia.

Me perguntaram o que é democracia. Eu não sabia.

Me perguntaram o que é socialismo. Eu não sabia.

Me perguntaram o que é capitalismo. Eu não sabia.

Me perguntaram como fazer para criar uma lei. Eu não sabia.

Me perguntaram o telefone da câmara. Eu não sabia.

Me perguntaram o que fez o político que eu elegi. Eu não sabia.

Me perguntaram quais eram as propostas dos candidatos. Eu não sabia.

Me perguntaram quais são meus direitos. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre o orçamento da União. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre os impostos. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre a história do Brasil. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre globalização. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre a associação do bairro. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre a reunião em meu condomínio. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre meus direitos. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre a Constituição. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre cidadania. Eu não sabia.

Me perguntaram o que é mensalão. Eu não sabia.

Me perguntaram o que são sanguessugas. Eu não sabia.

Me perguntaram o nome dos ministros. Eu não sabia.

Me perguntaram que colunista político eu leio. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre o horário político. Eu não sabia.

Me perguntaram em quem meus pais votaram. Eu não sabia.

Me perguntaram como são feitas as pesquisas. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre ética. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre a educação dos meus filhos. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre as responsabilidades da mídia. Eu não sabia.

Me perguntaram quem são os donos das TVs e jornais. Eu não sabia.

Me perguntaram quem dá dinheiro pros partidos. Eu não sabia.

Me perguntaram como os bancos ganham tanto. Eu não sabia.

Me perguntaram como defendo meus direitos. Eu não sabia.

Me perguntaram o que são “recursos não contabilizados”. Eu não sabia.

Me perguntaram quanto pago de imposto. Eu não sabia.

Me perguntaram pra onde vai o dinheiro do imposto. Eu não sabia.

Me perguntaram se tenho orgulho de ser brasileiro. Eu não sabia.

Me perguntaram o nome do professor de meu filho. Eu não sabia.

Me perguntaram sobre a reunião de pais e mestres. Eu não sabia.

Me perguntaram o que vai acontecer com o Brasil. Eu não sabia.

Me perguntaram o que eu faço pelo Brasil. Eu não sabia.

Me perguntaram se me interesso por política. Isso eu sabia: não.

E então me perguntaram por que acho absurdo quando o Lula diz que não sabia. "Ah, sei lá!"

Virei pro lado e voltei a dormir.


LEIA MAIS
Crônicas do jornalista Luciano Pires em seu louvabilíssimo libelo anti-mediocridade
www.lucianopires.com.br

22 setembro 2006

NEURÓBICA, A "NOVA CIÊNCIA"

Tente escapar da sua época!


Entre as muitas mensagens que assombram a internet estes dias, alguém deu-se ao trabalho de dedicar dicas (sem saber se funcionam mesmo, mas mal não vão certamente causar) contra o "bandido alemão" Alzheimer. E acrescentou ainda que "não custa fazer os exercícios propostos, o hemisfério direito do cérebro vai agradecer". Assim, segue esta "ginástica para o cérebro".

"Trocar de mão para escovar os dentes é bom para o cérebro. O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência e, assim, realizando um exercício de Neuróbica."

É uma descoberta dentro da Neurociência, que vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. "Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que a Neuróbica — a 'aeróbica dos neurônios' — é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro."

Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro. "Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo , concentrando-se na tarefa."

Então, o desafio da Neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. O autor da missiva convida-nos a tentar fazer um teste:

- use o relógio de pulso no braço direito;

- escove os dentes com a mão contrária à de costume;

- ande pela casa de trás para a frente (na China, o pessoal treina isso num parque);

- vista-se de olhos fechados;

- estimule o paladar, coma coisas diferentes;

- veja fotos de cabeça para baixo;

- veja as horas num espelho;

- faça um novo caminho para ir ao trabalho.

A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Portanto tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado (êpa!) e estimule o seu cérebro. "Vale a pena tentar", diz o "agente neuróbico"!

Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar agora... Beeeemmmm...


SAIBA TUDO SOBRE ESTA VIL AMEAÇA
www.alzheimermed.com.br

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer

http://mdi.busca.uol.com.br/saude/doencas/mal_de_alzheimer/index.html

www.alzheimer.med.br/