06 fevereiro 2007

VOCAÇÃO SOCIAL

Todos pelo bem-estar


Com cerca de 50 milhões de associados (!), a YMCA — Young Men’s Christian Association, entre nós identificada como ACM-Associação Cristã de Moços — é uma entidade supranacional que põe em pauta criativo movimento social, ecumênico e não sectário, hoje presente em 122 países através de cerca de 14 mil sedes (!).

A YMCA, que ocupa uma cadeira no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da ONU, recebe o reconhecimento da comunidade mundial por constituir a maior rede de serviços voluntários do globo. Não é pouco.

Já no início do século XIX, enquanto se desenvolvia a Revolução Industrial nasceu a YMCA na Inglaterra, numa tentativa de promover o bem-estar da sociedade a partir de uma atenção especial dedicada à juventude.

Dadas as precárias condições de vida da época — em que não havia lazer, cuidar da saúde era tarefa árdua e a jornada de trabalho nas novas indústrias podia chegar a 16 horas, sem distinção de homens, mulheres ou crianças —, George Williams, preocupado com o futuro de sua geração, fundou a Young Men's Christian Association em 6 de junho de 1844, em Londres.

Promovendo reuniões de leitura dirigida de textos bíblicos, a fim de levar uma mensagem positiva aos jovens que se aglomeravam na cidade em busca de trabalho, Williams retirava-os das ruas e oferecia-lhes motivos para uma integração sadia.

A partir de 1851, quando a YMCA chegou aos EUA, os jovens receberam ainda maior incentivo, pois a instituição uniu os benefícios da prática esportiva ao desenvolvimento de valores do caráter e do espírito: foi então (muito bem) aproveitado o hoje famoso slogan em Latim Mens sana in corpore sano — ou Mente sã em corpo são.

No Brasil, a missão e a experiência da YMCA foram disseminadas pelo norte-americano Myron August Clark, que participou diretamente da fundação das sedes da ACM no Rio de Janeiro (1893), em Porto Alegre (1901), em São Paulo (1902) e em Recife, bem como instituiu a Aliança Brasileira das ACMs e fundou a ACM de Portugal.

Em 1903 criou-se a Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços, para congregar os movimentos nacionais e trabalhar pela unificação do discurso institucional, promover e solidificar parcerias de âmbito nacional e internacional, além de organizar a extensão e a expansão da instituição no País.

No mundo, a ACM constitui uma vasta rede que oferece assistência a comunidades em, por exemplo, países da África e Oriente Médio, permitindo ao mesmo tempo ao associado comum a prática de esportes e proporcionando também excursões, acampamentos, cursos, palestras e formação de líderes nas mais diversas localizações — como num incrível edifício localizado no Central Park, doado pela coroa espanhola para ser uma das sedes da YMCA New York -- a West Side.

Para completar, as ACMs estão abertas a pessoas de todas as raças, idades, habilidades, crenças religiosas e níveis econômicos, sem distinção.


Criação do basquetebol
Em 6 de Novembro de 1861, em Almonte, no Canadá, nasceu James A. Naishmith, o criador do basquetebol. O novo esporte tomou forma no ano de 1891, durante reunião anual dos professores do Springfield College em Massachusetts, nos EUA — o colégio que formava os professores que trabalhavam a serviço da YMCA.

Salientou-se na reunião o desinteresse crescente pelas aulas ministradas em ginásio, devido aos rigores do Inverno que impediam qualquer atividade ao ar livre, o que originava até problemas disciplinares com certo grupo de alunos.
Nesse contexto, e dado o entusiasmo crescente da juventude pelo atletismo e pelo futebol americano, largamente praticados na Primavera e no Verão, o diretor do Springfield, Luther Guleck, enviou a Massachusetts o professor de Educação Física James Naishmith, como encarregado de resolver o problema disciplinar e de achar uma solução para atrair o interesse dos alunos, que servisse ainda como ponto de partida para um programa de atividades práticas a ser adotado nas sedes da YMCA. Bem fácil, a missão...

Naishmith decidiu começar o novo jogo com a bola ao ar, entre dois jogadores, para evitar choques e empurrões. E optou pela bola redonda do futebol europeu, porque a bola de rugby convidava ao transporte, movimento que não seria permitido no novo jogo.

Stebbins, o superintendente do colégio, arranjou dois cestos de pêssegos, mais largos em cima do que em baixo. Naishmith pregou-os no balcão em cada uma das extremidades do ginásio do Springfield College, acima da cabeça dos jogadores, de modo que os defensores tivessem de ir ao encontro dos atacantes para impedir o arremesso da bola e escreveu um conjunto de 15 regras para o novo jogo. Sempre que a bola entrasse no cesto, os atacantes obteriam um ponto.

A primeira experiência foi bem recebida pelos alunos da “classe rebelde” e o novo jogo foi lançado como uma atividade que realmente interessava aos alunos. Depois das férias do Natal, um dos alunos, Frank Mahan, sugeriu o nome "basketball" — já que o novo jogo usava cestos e bola.

Por fim, Naishmith (foto) comunicou a Gulick que a tarefa estava terminada: o basketball fôra criado e a classe se encontrava disciplinada e interessada, havendo também uma nova atividade para as aulas de Educação Física na YMCA durante o Inverno.

Assim, o basquetebol surgiu em 1891 nos EUA, pela pertinácia de um professor de Educação Física da Associação Cristã de Moços de Springfield — que só não supunha nem imaginava que a modalidade iria, em 50 anos, transformar-se num dos desportos mais praticados do mundo, inclusive nas Olímpiadas.

Por sua vez, o volleyball foi criado no dia 9 de fevereiro de 1895 pelo diretor de Educação Física da ACM de Massachusetts, William George Morgan. O futebol de salão — atual futsal — também nasceu na Associação Cristã de Moços, ou na década de 1930 em Montevidéu, Uruguai, ou na década de 1940 em São Paulo/SP.

Com muitas histórias tão ou mais interessantes que esta, temos hoje a centenária Federação Brasileira das ACMs, sediada na capital paulista, como integrante do CONANDA-Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente, como entidade titular junto a parceiros como o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, a Fundação Fé e Alegria do Brasil, o Conselho Federal de Psicologia, a Inspetoria São João Bosco (Salesianos), a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB–Pastoral do Menor, a União Brasileira de Educação e Ensino–UBEE (Maristas), a Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas–FENATIBREF, o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua–MNMMR, a Sociedade Brasileira de Pediatria–SBP, o Movimento Nacional de Direitos Humanos–MNDH, a Pastoral da Criança–CNBB, a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e a Central Única dos Trabalhadores–CUT.

Mais além, são entidades suplentes do CONANDA a Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e da Juventude–ABMP, a Pontifícia Universitária Católica de São Paulo-PUCSP, a Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente-ANCED, o Conselho Federal de Serviço Social–CFESS, a Federação Nacional das Apaes, a Sociedade Literária e Caritativa Santo Agostinho, as Aldeias Infantis SOS do Brasil, o Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social-IBISS, a Visão Mundial Assembléia Espiritual Nacional dos Baha’is do Brasil, a Associação da Igreja Metodista, o Fundo Cristão para Crianças, Centro de Integração Empresa-Escola–CIEE/SP e o Congresso Nacional Afro-Brasileiro–CNAB.

Detalhe: com todo o seu currículo de atividades e apesar de presente desde o final do séc. XIX em várias cidades do Brasil, a Young Men's Christian Association (YMCA) ou Associação Cristã de Moços (ACM), como a conhecemos, ainda busca solo fértil para desembarcar e estabelecer-se adequadamente no Ceará (assim como no restante do Nordeste).

Enquanto isso, a Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços continua desenvolvendo ações com base num tema estabelecido em 2006, ou seja: “A Utopia da Inclusão: O Desafio do Milênio - Ano III”, que tem como subtemas: a) Responsabilidade Social, b) Sustentabilidade e Crescimento - Pacto Global, e c) Promoção da Resiliência.

Um novo componente já norteia os passos da Federação — o Planejamento Estratégico —, consubstanciado em três pilares: 1) Clareza de Missão, 2) Programas Transformadores, e 3) Viabilidade Financeira, que se reflete diretamente no trabalho protagonizado pelas diversas Comissões Nacionais.

A Federação dá também seguimento à implantação de metas que preveem acompanhar e participar das políticas que envolvem todo o programa de Meio Ambiente em operação no País e gestionar junto à Aliança Mundial das ACMs, no sentido de confirmar a realização de um Encontro Mundial de Meio Ambiente no Brasil.
MISSÃO DA ACM
“A Associação Cristã de Moços no Brasil é uma organização dirigida por voluntários e profissionais, que com base nos princípios do cristianismo está comprometida com o desenvolvimento integral de crianças, jovens, adultos e idosos. Busca através de programas de educação física, social, cultural e espiritual atender as necessidades e aspirações da comunidade sem fazer discriminação de crença, raça, sexo ou condição sócio-econômica, contribuindo para uma melhor qualidade de vida”.

MERCADO EDITORIAL

Comemorando o début

Em 2007 a Editora Escala, um dos maiores grupos editoriais do País, comemora 15 anos de atuação promovendo uma série de atividades e ações que envolverão funcionários, colaboradores, parceiros, clientes e leitores. No mês de março — mês de sua fundação — haverá uma grande festa para celebrar a data. Desde janeiro, porém, algumas ações já estão acontecendo.

Um selo comemorativo foi criado e estará sendo estampado nas capas de todas as publicações, bem como na comunicação visual da empresa ao longo de todo o ano. Uma comissão interna foi constituída para planejar e organizar as diversas ações comemorativas. Fazem parte dela: Evelin Müller, diretora da Divisão de Customizadas e Projetos Especiais; Marco Barone, assessor de Imprensa; Otto Schmidt Júnior, gerente de Criação Publicitária; Paulo Afonso de Oliveira, assessor da Presidência; e Ritha Corrêa, gerente de Marketing. Fundado em março de 1992 pelo empresário Hercílio de Lourenzi, o Grupo Escala conta, além da Editora Escala, com a Escala Educacional, especializada em livros didáticos e paradidáticos; as gráficas Oceano e Anhanguera, que compõem um dos maiores e mais bem equipados parques gráficos da América Latina; a Escala Empresa de Comunicação Integrada; e a Comercial Cajamar, que atende os mercados de distribuição alternativa e de vendas de livros e revistas pelo sistema door-to-door.

Uma das principais marcas editoriais do Grupo é o didatismo na apresentação dos conteúdos e a prestação de serviços. Consolidando forte presença nas bancas em todo o Brasil, além de editar suas revistas em Portugal, México e em países da América do Sul, a Escala publica cerca de 150 edições mensalmente. Sua característica mais marcante é a de produzir revistas e outras publicações para públicos diversos , em vários segmentos.

“A Escala nasceu como alternativa e hoje está devidamente consolidada no mercado editorial. Teve como motivação inicial descobrir novos nichos e explorar, de forma eficiente e inovadora, os segmentos existentes. Assim suas revistas e livros atendem a diferentes públicos, o que fez com que a empresa não apenas crescesse, mas, sobretudo, se tornasse um dos principais grupos editoriais do País”, afirma o presidente Hercílio de Lourenzi.

Destaque entre as publicações da Editora Escala, a revista Visão Jurídica # 9 volta sua atenção para o cenário internacional. A matéria de capa traz um especial sobre o Direito nos EUA, país em cuja cultura o mundo todo se espelha. A publicação aponta as enormes diferenças entre o Judiciário norte-americano e o brasileiro. Além das leis, é abordada a própria formação dos bacharéis em Direito e dos juízes, com regras distintas das nossas.
Na entrevista do mês, o secretário de Reforma do Judiciário, Pierpaolo Bottini, à frente de um cargo desafiador, fala sobre os projetos que podem solucionar os problemas da Justiça, discute a politização do Poder Judiciário e defende que as vias extrajudiciais podem ser a saída para a morosidade que emperra os processos no Brasil. À revista, ele declara: “A reforma do Judiciário é um processo constante, não terá fim”.

Também nesta edição:
• No Enfoque do Mês, duas opiniões sobre o banco de talentos da OAB
• Debate: progressão penal para os crimes hediondos
• Carta Magna: entidades fazem um balanço das normas editadas pelos governos federais desde 1988
• Não há mais desculpas para evitar a contratação de pessoas portadoras de necessidades especiais
• Porque ler: o leitor resenha Recordações da casa dos mortos, de Dostoievski
• Porque me tornei: o promotor de Justiça Damásio de Jesus conta sua história profissional
• Páginas da História: um retrato das escolas jurídicas que fundamentaram o Direito contemporâneo
• Artigos assinados: Benedito Calheiros Bomfim, Luis Carlos da Rocha, Márcio Pestana, Pedro Risério da Silva, Renato Sócrates Gomes Pinto e Ricardo Miranda
• E mais: OAB pelo Brasil / Jurisprudência / Notas / Projeto no Congresso / Frases / Poder Judiciário / Biblioteca Jurídica.

A revista Visão Jurídica é direcionada especialmente à orientação de jovens advogados e estudantes em final de curso, constituindo uma fonte segura e periódica de atualização sobre leis, códigos, jurisprudências e doutrinas para todos os ramos do Direito.


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Taís Laporta (editora)
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19 janeiro 2007

ORELHAS EM PÉ

A escola não ensina


Alguns (bons) conselhos, atribuídos ao notório criador da Microsoft, fazem a atenção voltar-se sobre como a "política educacional de vida fácil para as crianças" tem criado uma geração que não é capaz de formular um conceito objetivo do que seja a "realidade", mostrando ainda como as pessoas vêm falhando em suas vidas posteriores aos anos escolares.

A situação imaginada seria uma sala de aula, em que Bill Gates falaria rapidamente para uma atenta platéia de alunos antes entediados e sem foco nas suas juvenis existências.

Ora, estamos sempre à caça de elementos sintéticos para traduzir em palavras os bons exemplos que possam ser ensinados aos que aí estão, debatendo-se na busca por um "lugar ao sol". Por tudo isso, pela memória dos nossos pais e em prol do "pé-no-chão" tão necessário aos nossos filhos e filhas (e até a muitos de nós mesmos!), transcrevemos a seguir em 11 breves itens os seus (sábios) supostos "ensinamentos", transmitidos naquela ocasião:

Regra 1 — A vida não é fácil: acostume-se com isso.

Regra 2 — O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo(a).

Regra 3 — Você não ganhará R$ 20 mil por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que tenha conseguido por si mesmo(a) comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4 — Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5 — Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós (e pais) têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de "oportunidade".

Regra 6 — Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7 — Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos". Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8 — Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas, você nem repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido(a), RUA !!! Portanto, faça tudo certo logo na primeira vez.

Regra 9 — A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o(a) ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10 — Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas TÊM que deixar o surfe, o bate-bola, o namoro, os videogames, o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

Regra 11 — Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma graaande probabilidade de você um belo dia vir a trabalhar PARA um deles.

Estes sutis "toques", atribuídos ao dono da maior fortuna pessoal do mundo e da Microsoft — a única empresa que enfrentou e venceu a Big Blue (IBM) desde a sua fundação em meados de 1900, a empresa que construiu o primeiro "cérebro-eletrônico" (computador) — têm com toda a certeza um valor que transcende qualquer abobrinha que você possa vir a formular (se você fosse capaz, porra, você seria o Bill Gates!).

Portanto, ponha-os em prática! E reflita: não é à-toa que o nome do cara é "gates" (portões): aprenda a passar por eles! Agradeça a Deus ter-lhe dado pais assim tão pacientes... E, por fim, se ligue, porque eles não vão estar aí para sempre.


SAIBA MAIS
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates

18 janeiro 2007

ÉPICO ORIENTAL

Porque ler o que é bom é preciso


Histórias em quadrinhos costumam ser vistas com certa reserva por leitores (ainda) não habituados a elas. Porém, são os mesmos leitores capazes de dedicar-se com avidez a calhamaços áridos, romances que se tornam best-sellers nas vitrines das livrarias. Ora, a esses "campeões de vendas" falta um apelo essencial para que se possam comparar a um álbum como O sétimo suspiro do samurai (Conrad Editora), de onde surge, em fantásticas imagens, a empolgante história de Toho Daisuke. O item capaz de trazer indizível prazer à sua leitura é justamente o encontro entre texto e ilustração, ausente em livros não quadrinizados. Portanto...

Os coloridos desenhos do francês Hugues Micol cativam o olhar e transportam o leitor a um universo de aventuras de sabor oriental que faz eco a contos clássicos da literatura universal. Espicaçando a curiosidade e deliciando os sentidos, apresenta a minuciosa saga deste jovem espadachim em busca da própria identidade, interagindo com personagens cuja existência só seria possível num Japão feudal situado entre os séculos XVII e XVIII.

O deleite total representado pela apreciação de sua obra rendeu a Micol em 2004 o prêmio de "Melhor Desenho" no Festival Internacional de Angoulême (França). Não obstante, Toho Daisuke deve ao roteirista Eric Adam a firmeza do seu caráter, a sinceridade das suas ações e a presteza da sua espada — atributos que o levam a conflitos terríveis e a ver sua irmã perder a vida, em cenas marcadas por cruel beleza e tensão.

O cotidiano não era nada fácil para esses guerreiros anônimos a serviço de senhores prepotentes e nem sempre justos, levando-os a transitar entre o Bem e o Mal para desvelar segredos macabros. Ao lutar com assassinos e enfrentar as forças da natureza no intento de descobrir quem foi realmente seu pai, Toho Daisuke conta com a ajuda de um monge desconhecido, autor de uma estranha previsão: antes de que o samurai possa dar o sétimo suspiro, deverá confrontar-se com o seu destino.

Numa bem-cuidada edição com capa cartonada e distribuição em livrarias e bancas de revistas, O sétimo suspiro do samurai garante entretenimento completo mesmo a quem habitualmente (ainda) não lê quadrinhos ou só aprecia games e a velocidade das mudanças em telinhas de computador ou celulares. E simboliza mais: pode ser o caminho seguro da iniciação para o mundo editorial que associa, com muita competência, traço e palavra. É só fazer a experiência — e a passagem.


SERVIÇO
O sétimo suspiro do samurai
Álbum colorido em quadrinhos de Eric Adam e Hugues Micol
Conrad Editora - 120 págs.
Preço médio: R$ 32, em bancas e livrarias


PARA COMPRAR
http://www.lojaconrad.com.br/Quadrinhos/index.asp?PaginaAtual=3&codigo_categoria=&nome_categoria=

17 janeiro 2007

TOQUES ESSENCIAIS

Na real, o que quero da vida?


Esta deveria ser a reflexão primordial, de todos nós, a cada início de ano. O tempo que perdemos desejando ser feliz, desejando ser um sucesso, desejando ... desejando ... é tão grande que quase não nos sobra tempo para vivermos aquilo que somos, a cada momento.

Para se alcançar a felicidade e o sucesso, primeiramente é necessário que você tenha uma clara noção de quem você é e de onde você quer chegar. Buscar, possuir ou proteger quaisquer coisas para fazê-lo(a) feliz não funcionam ... procure, ao invés, a felicidade onde você a perdeu.

Felicidade requer que você restaure a paz interior. Você não pode ser feliz sem paz interior. Não existe alegria sem paz interior. Se você tem qualquer preocupação, ansiedade ou falta de paz interior, você não pode ser feliz. Apegos tiram sua paz interior, expectativas perturbam a sua paz interior.

Nada tem que acontecer ou não acontecer para você ser feliz. Você re-direciona sua atenção para você mesmo(a), para o momento — e então está tudo certo. O caminho para obter a verdadeira satisfação na vida pode ser uma exploração sábia, honesta e consciente de seus próprios medos e desejos. Quando você percebe quem você está sendo e o que você acredita, sabe as respostas para suas dúvidas e ansiedades.

O “prêmio” — e ele é simples e único — é despertar para quem você realmente é e aprender a viver deliberadamente. Quando você sabe, a resposta é: não há perguntas. Totalmente vivo(a), totalmente consciente, desejando aquilo que se tem a cada momento — isto é o que realmente quero da vida!!!


AJUDAR
"Simplesmente seja tão feliz quanto puder. Não pense nos outros.
Se você estiver feliz, sua felicidade ajudará os outros.
Você não pode ajudar, mas sua felicidade pode."
(Osho)


*A.Ramyata é terapeuta renascedora e gente que busca, como todos, ser feliz — momento a momento.


FALE COM A COLUNISTA
ramyata28@yahoo.com.br

28 dezembro 2006

FELIZ ANO "NOVO"?

Dizer deve equivaler a fazer...


Frase dita por milhões de pessoas mundo afora nesta época do ano, destas tantas pessoas poucas serão as que, de fato, terão um ano diferente. Não porque não desejem. Até acredito que a maioria absoluta realmente gostaria de ter um ano diferente, verdadeiramente novo.

O caso é exatamente esse: muitos desejam, poucos realizam. A todos é dado o direito de querer, mas só a alguns é possível conquistar aquilo que se quer. E o motivo pode parecer simples, mas merece reflexão: muitos de nós afirmamos querer determinados objetivos, mas não fazemos por merecê-los. Estipulamos certas metas, mas não criamos as condições para alcançá-las.

Formatamos desejos e sonhos, pensamos em mudanças e tantos outros "quereres", mas não estamos realmente aptos a fazer nada, mudar nada, alterar um milímetro sequer. Enfim, não damos nenhum passo na direção do fazer e executar... Ao contrário, esperamos, esperamos e esperamos — e outro ano chega e, quando menos esperamos, já se passou, e, de novo, nos veremos ensaiando uma série de desejos, muitos intimamente repetidos, ditos muitas vezes, mais pelo contágio do que pela real convicção.

Ou seja, o recado é simples: se você quer um ano “novo” de verdade, é melhor começar a pensar nas coisas que deve fazer para conseguir isso. Não adianta querer coisas que não dependam de você — por isso, vamos falar sério: se até quando depende só de você já é difícil, imagine se depender demais de outros? Enfim, comece estipulando quais áreas da sua vida pretende, gostaria ou poderia mudar.

> Concentre-se em metas de curto, médio e longo prazos e defina, além de prioridades, que recursos e condições precisarão ser providenciados;

>Analise que demandas ou deficiências precisa suprir ou resolver. Lembre-se: não adianta apenas querer sem se preparar adequadamente;

>Vale muito desenvolver um plano de ação estruturado, com os objetivos escolhidos e com prazo definido para cumpri-los;

> Não se esqueça de manter planos alternativos para o caso de alguma contrariedade alheia à sua vontade acontecer. Isso é fundamental para você não desanimar ao menor percalço;

> Envolva as pessoas mais próximas em seus planos: a participação delas é importante para colaborar no entusiasmo;

> Não perca tempo reclamando demais. Direcione suas energias em trabalhar;

> Renove sua motivação a cada dia;

> Seja disciplinado(a) e procure corrigir imediatamente toda e qualquer situação que crie maior distância de seus objetivos.

Pode até ser que, mesmo com os toques acima, você não consiga atingir todos os objetivos. Mas, certamente, já será possível chegar ao final de 2007 tendo construído um ano realmente novo. O que é certo é que nada vai mudar, se você não mudar. Pense nisso e até o ano que vem. Desejo que você tenha um Feliz Ano NOVO!

*Antonio Carlos Rodrigues pesquisa como pode a vida ficar ainda melhor


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INDIGNAÇÃO COTIDIANA

Esfaqueei o deputado


Eu assumo: fui eu que esfaqueei aquele deputado lá em Salvador. Isso mesmo, fui eu. E aviso: estou muito puta e posso esfaquear outros. E tem mais: duvido que me prendam. Sabe por quê? Porque não tenho pulsos para me algemarem. Nem rosto para ser fichada. Não podem me pegar porque não estou em nenhum lugar e estou em todos os lugares ao mesmo tempo. Eu sou a consciência indignada do cidadão brasileiro. Que não aguenta mais o que a classe política está fazendo com o povo desse País.

Fui eu que esfaqueei aquele deputado. Mas não se preocupe com ele, o homem tem as costas largas. Preocupe-se com a senhora que o golpeou: ela vai apodrecer na cadeia sem ter culpa. Sim, pois ela foi apenas um instrumento da minha ira sagrada, acumulada durante anos, décadas, séculos. Aquela mão, empunhando a peixeira, você não percebeu?, era a mão do povo brasileiro. Era a mesma mão persistente que todos os dias faz sinal para o ônibus lotado para ir ao trabalho, a mesma mão cansada que rastreia os classificados atrás de emprego. Era a mesma mão impotente que acaricia o filho faminto, a mesma mão sem futuro que pede uma ajudinha no sinal. E é a mesma mão que votou nos políticos que aí estão. Votou neles para que a representassem com decência.

E olha o que os calhordas fazem... É muita cara-de-pau! Num momento delicado desses, em que o governo precisa enxugar custos e toda a sociedade se concentra na tarefa de fazer o País crescer um pouco mais, nossos indignos e egocêntricos parlamentares se concedem um aumento de quase 100 por cento de salário, como se já não ganhassem muito. E como o salário de senadores, deputados e vereadores é proporcional, todos vão ganhar aumento. No final, essa brincadeirinha de bandidos de paletó vai custar à sociedade um custo extra anual de mais de um bilhão e meio de reais. Isso sim é uma facada de respeito!

Agora o bando dos federais quer ganhar vinte e quatro mil e quinhentos reais. Mais ajuda de custo para morar, comer, viajar e ir na esquina. Mais verba de gabinete e convocação extraordinária. Mais décimo-terceiro, décimo-quarto e décimo-quinto salários. São 100 mil reais por mês para cada um. É uma senhora fatia da pilhagem geral do País. Sem falar que, na prática, esses vidas-boas só trabalham três dias por semana. E têm impunidade parlamentar. E ainda acham pouco. E não vamos nem falar no mensalão e em tudo que rola nas malas e nas cuecas. São uns cínicos!

Passarão à História como a pior de todas as legislaturas e ainda continuam fazendo pose e falando bonito. Por que não assumem logo que o que querem mesmo é ficar milionários em dois mandatos e garantir uma aposentadoria rechonchuda em cima dos trouxas dos seus eleitores? Eu estou muito, muito puta. Como podem gozar assim da cara do povo? Não temem que as pessoas se revoltem e invadam seus lindos gabinetes, que os seqüestrem, que joguem uma bomba no Congresso? Não, eles não temem.

Porque estão tranqüilos em sua certeza de que o povo brasileiro é burro, medroso e acomodado. É por causa dessa certeza que num minutinho o bando vota para si mesmo um aumento de R$ 12 mil e depois fica semanas e semanas discutindo se dá ou não dá R$ 8 — oito reais! — de aumento no salário mínimo. É desrespeito demais. Sabe o que os nobres parlamentares deviam fazer com esses oito reais? Eu digo. Enrolem as notas bem enroladinhas, formem um canudo e enfiem de volta lá, lá no lugar de onde vem o cheiro que infesta o Congresso Nacional, a casa que deveria ser dos representantes do povo e que está ocupada por vossas excrescências.

E você, caro cidadão eleitor? Onde está o seu nobre deputado numa hora dessas? Ligue para ele, para ela, escreva, exija providências. Ou será que Sua Indecência é a favor do aumento? Se for, então é mais um dos que agora estão rindo da sua cara de otário. Sim, você é um grande otário. Uma tremenda otária. Porque é você quem vai pagar a conta desse roubo. Fui eu que esfaqueei o nobre deputado. Mas o golpe não foi dirigido a ele, não especificamente.

O golpe foi contra toda a classe política. Certamente há um ou outro que não tem o costume de cagar na cabeça de quem o elegeu mas, como todos fazem parte da classe, é sobre todos eles que avança a minha mão firme e indignada, empunhando a lâmina afiada da revolta. Os políticos foram eleitos para representar e defender o povo — mas na verdade o esfaqueiam todos os dias quando legislam em interesse próprio. Assim sendo, aquela senhora nada mais fez do que praticar um ato de legítima defesa. O aumento ainda não foi pago, mas o primeiro deputado já recebeu o troco. Nas costas. Quem será o próximo?

*Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, a 3.ª pedra do Sol


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http://www.ricardokelmer.net/

13 dezembro 2006

DICIONÁRIO DO LUA

A realeza lembrada em Sampa


Ora, que maravilha! O jornalista e divulgador da cultura popular Assis Ângelo (foto) lançou no Dia Nacional do Forró — data para cuja criação também deu a sugestão — um saborosíssimo livro sobre o saudoso "Lua", o cantor e acordeonista Luiz Gonzaga. Trata-se do Dicionário Gonzagueano de A a Z, que em 224 páginas faz deliciosas revelações sobre a carreira do compositor, acompanhando tudo com depoimentos reveladores de Dominguinhos, Sivuca, Hermeto Pascoal, Oswaldinho do Acordeon, Anastácia e Carmélia Alves, a Rainha do Baião.

O Dicionário apresenta também rica iconografia referente ao artista e seu principal parceiro, o advogado e político cearense Humberto Teixeira, co-autor junto ao Rei do Baião na criação do gênero musical que virou coqueluche no Brasil dos anos 1940 e 1950. Assis Ângelo descobriu meia centena de músicas de Luiz Gonzaga e parcerias inéditas na sua voz.

O livro mostra também o fenômeno que foi o artista. "Em nenhum momento da vida brasileira um artista da música popular foi tão biografado e cantado em verso e prosa quanto Gonzaga. E olha que são poucas as pessoas que conhecem a obra dele gravada no Exterior. Gonzaga foi um artista excepcional em todos os sentidos", diz Assis. Haja realeza.

Sobre o Rei do Baião, foram publicados pelo menos 18 livros e mais de uma centena de folhetos de cordel. De acordo com o Dicionário, há também mais de uma centena de títulos musicais que citam o popular forrozeiro Luiz Gonzaga. Além do significativo número de músicas inéditas deixadas pelo Rei do Baião, Assis Ângelo dispõe-se a explicar porque o "Mestre Lua" foi tão importante para a música brasileira e porque continua "na crista da onda" quase 20 anos após o seu desaparecimento.

"O gênero musical baião tem sido gravado no mundo todo desde a década de 1950, quando a portuguesa Carmen Miranda interpretou Baião (Baião Ca-Room' Pa Pa, na versão do norte-americano Ray Gilbert) no filme Nancy goes to Rio, da Metro Goldwyn-Mayer", esbanja Assis.

Mas a cereja-no-bolo do novo livro do renomado jornalista paraibano é o completo levantamento das músicas que Luiz Gonzaga e parceiros compuseram e gravaram. Como brinde ao leitor, o autor ainda entrega revelações curiosas, ninharias bem-humoradas como a que dá conta de que "Lua" gravou mais músicas do que o Rei da Voz Chico Alves, contando as regravações. "Entre gravações e regravações, Gonzaga ultrapassa Chico em 9 músicas!", declina Assis Angelo.

No total, conforme o Dicionário Gonzagueano, o Rei do Baião gravou 625 músicas em 125 discos de 78 rpm e 41 compactos simples e duplos de 33 e 45 rpm, de 12 polegadas. O registro de sua voz encontra-se em 266 discos — fora participações especiais em LPs e compactos de colegas iniciantes na profissão. E mais: músicas de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira foram gravadas pela japonesa Keiko Ikuta e pelo "papa" do jazz e do estilo bebop, Dizzy Gillespie, entre outros muitos artistas estrangeiros.

E quem pensa que o Rei do Baião só gravou forró, baião, xote e arrasta-pé vai tomar um susto: gravou também sambas, choros, mazurcas, valsas... Não faz um mês, foi lançado nos EUA um disco com músicas do Rei do Baião interpretadas por David Byrne (Asa Branca) e Bebel Gilberto (Juazeiro). É... o "hômi" ainda dá o que cantar...

O lançamento do Dicionário do Lua no dia 13 de dezembro veio marcar essa data tão especial, por ser também o Dia Nacional do Forró — uma idéia que virou realidade a partir de projeto da deputada federal Luiza Erundina —, criado em 2005 para homenagear "Lua", o imortal fenômeno da música brasileira.


SERVIÇO
Lançamento do Dicionário Gonzagueano, de A a Z
13 de dezembro às 20h no Bar Lua Nova, Recanto dos Cantadores
(R. Cons. Carrão, 451 - Bixiga, São Paulo/SP)
Às 22 horas, apresentação de Anastácia (a Rainha do Forró) e seu trio.

MAIS INFO
Mais informações e pedidos com andrea lago: (11) 8542-2061
andrealol@terra.com.br

12 dezembro 2006

HUMOR SEM ESFORÇO

A bandim que era pra ser plim-plim - por Denilson Albano




















Manibura memories - por Guabiras











Um "cara" chamado Osmose - por Jefferson Portela














VEJA MAIS
http://fotolog.terra.com.br/denilsonalbano
www.guabiras.theblog.com.br/inicial.html
www.sivirino.com.br

07 dezembro 2006

DE SONHOS E PRESSÁGIOS

Pragas e outros inimigos urbanos


Altas temperaturas, aliadas ao grande volume de chuvas, estimulam a procriação de ratos e insetos em residências durante esta época do ano. Com o fim do inverno, os raios solares voltam a ser mais longos e quentes: este é o período em que as pragas começam a se reproduzir e constróem seus ninhos.

Os produtos utilizados para a dedetização são tão variados quanto as espécies de ratos e insetos que infestam as casas neste período do ano. Em geral, cada aplicação é realizada com venenos estrategicamente desenvolvidos para o combate de pragas específicas. O maior problema é identificar os componentes ideais para atrair as visitas indesejadas.

Em locais onde o surgimento de insetos seja esporádico, a recomendação é que a desinsetização seja feita ao menos uma vez por ano. Onde o surgimento de pragas é recorrente, o controle deve ser minucioso. Outra recomendação é a limpeza periódica das caixas d’água, onde se alojam diversas espécies de insetos. Após a retirada de toda a água, as caixas devem ser esfregadas ou jateadas com equipamentos apropriados.

Isso tudo pode ajudar muito para que, à noite, tenhamos bons sonhos. Falando nisso, dizem que os sonhos são sempre mensagens que o nosso inconsciente nos passa para que possamos melhor aproveitar a vida . Os sonhos revelam desejos, conflitos e as inquietações que precisam ser superadas.

É comum sonharmos com o nosso trabalho e com os nossos colegas, afinal eles estão na nossa rotina e no nosso dia-a-dia, mas quando lidamos com pragas e insetos e sonhamos com estes animais, quais seriam as mensagens que o nosso inconsciente quer nos passar?

Como curiosidade e distração, segue a relação de algumas interpretações (dentre as várias que existem), que poderão ajudá-lo(a)s a esclarecer seus sonhos com pragas e afins. Divirtam-se.

ABELHAS
Quando as abelhas estão atarefadas, é sinal de lucros. Se elas zumbem, é sinal de preocupações de ordem intelectual. Quando elas picam, sofrerá os ciúmes de seus colegas. Se o sonhador as apanha, pode aguardar um êxito. Vê-las entrar na colméia, anuncia boas notícias. Quando se mata uma abelha, sua situação será ameaçada. Elas representam o trabalho em conjunto, mas por outro lado, possuem ferrões, que não hesitam em usar. Podem representar também o sinal de alguma erupção cutânea, antes mesmo que estas sejam visíveis. Voando: amizade nova e duradoura. Enxame: fertilidade, progresso, promoção no trabalho, sorte. Ser picado: tenha cuidado com o inesperado em tudo o que fizer; traição à vista.

ANDORINHAS
Voando: regresso de parente ou amigo, trazendo boas notícias e felicidades. Em bando: numa reunião social, você conhecerá pessoas interessantes; felicidade inesperada.

ARANHAS
Sonhar com aranhas é muito desfavorável. Ver uma aranha tecer a teia representa uma armadilha preparada pelos inimigos. Ao ver-se preso(a) numa teia, deve-se deduzir que certas pessoas espreitam para agir ao primeiro erro que se cometa. Mas matar aranha significa a libertação de um obstáculo. Comer aranha é presságio de ruína completa. Deve-se acrescentar que a aranha representa também o medo da sexualidade. Grandes e negras: um sinal de mau agouro; traição e rivalidade; cuidado com mulheres morenas. Pequenas: sua situação
financeira melhorará, com a ajuda de parentes próximos.

BARATAS
Este sonho não representa bom agouro, pois geralmente mostra o lado pecaminoso da pessoa. Matar uma barata: problemas nervosos ou pessoa falsa que anda pelas proximidades. Apenas ver uma: dificuldade em viagem.

BESOUROS
Você é cercado(a) por pessoas de pouca capacidade.

BORBOLETAS
É o símbolo da transformação, da libertação. Especialmente para as mulheres, o sonho com borboleta é de muito bom presságio, e sinal de que tempos de muito amor e felicidade se aproximam. Voando: separação de amantes por motivo de viagem. Pousada: o sonhador terá sorte nos jogos por 3 dias. Matar uma, situação inversa: azar nos jogos durante 3 dias.

CAMUNDONGOS
Eles anunciam, de fato, a existência de uma dor secreta, que rói as forças vitais do sonhador. Sonhar com um camundongo deve obrigar o sonhador a cuidar principalmente de sua moral. Ver um só camundongo num sonho indica, ao homem, a influência exercida sobre ele por uma mulher — boa ou má, conforme seja bom ou mau o animal.

ESCORPIÕES
Vê-lo: intrigas, fofocas e traições; falsos amigos tentarão ocupar seu lugar; tenha cautela e não confie em ninguém nos próximos dias. Ser atacado por: perigo de sedução. Este inseto venenoso, visto em seu sonho, adverte contra o perigo de pessoas traiçoeiras ou maus colegas, especialmente se você o matou. Se ele o(a) picou, você superará as influências hostis. Também
controle seus anseios de vitórias, ou poderá entrar em parafuso. Saiba também para quem contar seus segredos.

FORMIGAS
Em qualquer circunstância indica que muito trabalho você terá pela frente, mas será generosamente compensado; invista em novos projetos que terá lucro na certa.

GAFANHOTOS
Terá êxito em algo que imaginava. Matar gafanhotos: chegada inesperada de pessoa ou parente distante.

GRILOS
O grilo anuncia alegria e prosperidade.

INSETOS
Considera-se um sonho de bom agouro. De modo geral, indica lucros pequenos e inesperados; propostas de emprego; muita sorte no jogo e muita harmonia e paz no lar e com os amigos.

ISCAS
Pôr isca no anzol: terá grande alegria. Pôr iscas para ratos: o futuro depende de sua inteligência. Outros que põem iscas: desapontamento. Outros que procuram agradar, usando você como isca: não confie cegamente neles.

MORCEGOS
Ser atacado(a) por: contrariedades no amor por ciúmes; poderão prejudicar seu relacionamento. Matar um: perda de bens, dinheiro; jóias ou propriedades; tenha cuidado.

MOSCAS
Vê-las: notícias de há muito esperadas chegarão em breve, criando um clima agradável e sincero. Vê-las voando: intrigas e aborrecimentos no ambiente familiar e no trabalho.

PIOLHOS
Ver: indica que você receberá em breve grande quantia em dinheiro, que pode ser por herança ou serviço prestado. Catar: chances de sucesso em todos os seus empreendimentos.

POLÍTICOS
Ver um: promessas de emprego ou de negócios demorarão um pouco mais para se realizarem. Ser um: desejo de ascensão social e de poder estão reprimidos em você; tente mudar seus planos.

POMBAS
Sempre um bom presságio, indicando às pessoas solteiras sorte no amor e casamento à vista. Para os casados, indicam paz e felicidade na vida conjugal.

PULGAS
Vê-las: notícias inesperadas de dinheiro estão a caminho, trazendo alegria para toda a família. Pegá-las: fim para pequenos problemas de ordem doméstica; sorte no jogo.

RATOS
De modo geral, sonhar com rato indica problemas financeiros na família; amizades traiçoeiras, intrigas e prejuízos nas empresas novas. Procure não fazer negócios nos próximos dias.

RÉPTEIS
Em geral, astúcia, traição, calúnia, perseguição.

SAPOS
Vê-lo: intrigas perigosas; calúnias que envolverão um parente querido. Pegá-lo: problemas de saúde afetarão o bom andamento de sua vida; cuide mais do seu sistema nervoso.

SOGRA
Não é um bom presságio; denota risco de doenças na família, pequenas cirurgias, tratamentos longos de enfermidades. Evite excessos e cuide bem dos seus.

TRABALHO
É um sonho que indica, quase sempre, ascensão em sua carreira profissional, promoção de cargo e fim para os seus problemas financeiros. Conte também com o auxílio de parentes e amigos.

URUBU
Vê-lo: notícias desagradáveis, ligadas a parentes ou amigos irão lhe trazer grande pesar. Vê-lo voando: perigo de assalto e roubo, com perdas grandes; infelicidade no amor.

VAGA-LUME
Ver um: você tem um amigo legal e muito fiel. Muitos insetos luminosos: terá oportunidade de realizar um gesto de grande bondade. Vaga-lumes na escuridão: mais tarde, você será pago(a) e então receberá um dinheiro que não esperava.

VEREADOR(A)
Ser um(a) vereador(a): obstáculos insuperáveis à frente. Lidar com um(a): melhorar a propriedade imobiliária que possui. Estar em companhia de um(a): não fique especulando a vida de outros.



SONHE MAIS
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NÃO TENHA PESADELOS
www.controllar.com.br

SABORES DE MAÇÃ

Queremos mulher carnuda


Em breve, minha amiga, não mais abraçaremos vocês e diremos assim no ouvidinho: gostooosa... Infelizmente. Pois do jeito que vai essa paranóia feminina de emagrecer, gostosas serão espécimes raríssimos. Sim, eu sei que tem homem que traça tudo que aparece. Mas até esse nunca vai achar gostosa uma magrela esquelética que mais parece um lego desmontando. Pois bem. Foi pra lutar contra esse absurdo que criamos a SAMUCA: sejam todos bem-vindos à Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda.

Somos uma sociedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo: ajudar a mulher a se libertarem da cruel ditadura da magreza. Assim teremos mais mulheres carnudas — e de bem com a vida. Se a mulher carnuda atrai mais pretendentes, imagine a mulher carnuda e feliz? E nós, homens do sexo masculino, finalmente poderemos chamá-las novamente de "gostoooosas". Será uma grande festa. Membro da SAMUCA pagará meia.

Quem disse, minha querida, que homem gosta de esqueleto? Não gosta. Com exceção de antropólogo. Homem gosta é de mulher carnuda, mulher gostosa. Nós gostamos de pegar, apalpar, apertar, agarrar, espremer. Homem é parente do polvo, tem oito mãos, e todas elas, vem cá, deixa eu te dizer, todas elas amam deslizar assim, ó, pelo relevo ondulante do teu corpo, sabia?... subir e descer as protuberâncias... se enxerir nas reentrâncias... Ops, mas você não tem carne. Onde eu vou pegar? Mulher é como abismo de filme de ação: tem que ter um lugarzinho pra segurar senão adeus mocinho.

Ultimamente, as mulheres só querem ter ossos. Suam, gastam fortunas, fazem dietas impossíveis, ficam mal-humoradas, adoecem, morrem... Pra quê? Pra extirpar as deliciosas saliências com que a natureza as brindou e que tanto nos fascinam. Enlouqueceram? Não sei, isso tudo tá muito estranho...

Essa paranóia é ridícula. Sei que vaidade é algo natural da espécie: o Homo sapiens se embeleza pra conquistar um bom parceiro. Mas como vocês esperam nos seduzir com ossos? Magra tudo bem, dá pra ser uma magra gostosa. Mas magrela, não. Aliás, o magrelismo feminino exclui automaticamente a possibilidade de protuberância glútea, que, você sabe, nós amaaamos...

Lamentavelmente, em vez de invejar a mulher que tem os homens a seus pés, muitas mulheres invejam a magrela seca desnutrida. Acontece que essa, mesmo fazendo compras em Paris, não atrai o bicho-homem. Tá, uma mulher obesa também é complicado. Mas é possível ser gorda e gostosa, claro que sim. Infelizmente, muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo. Nessas mulheres, a real felicidade mede-se pela inveja óssea com que se provocam umas às outras. É o fim do mundo.

Escutem, meninas, por favor: isso é i-lu-são. E é contra essa ilusão que a SAMUCA luta. Oferecemos cursos gratuitos de DDM, Desconexão da Dtadura da Magreza, com os melhores profissionais do mercado, eu inclusive. O que está esperando? Comece hoje mesmo! Venha sentir as delícias que só uma mulher carnuda pode ter! E você ainda ganha esse incrível controle remoto que também gela a cerveja. Hein? Não, não tem outro brinde, foi esse que o departamento de promoções escolheu.

Toda essa paranóia é causada pela ditadura da magreza. Mas quem instalou essa ditadura? Arrá! O responsável por tudo isso é uma entidade muito poderosa. Que é abstrata, descentralizada e tem ramificações em toda a sociedade e agentes infiltrados em banheiros femininos. E nós, homens, nunca a entendemos muito bem. É o terrível Mundamoda. Essa coisa maléfica é mantida por estilistas, donos de agências, publicitários, editores de revistas e empresários que, na verdade, têm ódio mortal das mulheres. Por isso se superam a cada dia no objetivo de torná-las infelizes, em nome de um ideal de beleza que é tão ridículo quanto inatingível.

O mais chato, sabe o que é? Muitas mulheres concordarão comigo, sim. Mas amanhã se sentirão novamente infelizes, assim que passarem pela primeira banca e virem uma revista feminina.

Sim, é preocupante, minha amiga. Mas a SAMUCA tem a solução: vou resumir como funciona o curso de DDM. Nível 1: você presta atenção ao que realmente atrai os homens. Como sei que você gosta mais de sexo que de dieta, você vai conseguir.

Nível 2: esqueça os elogios de seu amigo gay. Ele jamais te verá com os nossos olhos.

Nível 3: você proíbe papo de dieta em sua casa. Sim, é necessário, qualquer amiga pode ser uma agente infiltrada do Mundamoda.

Conseguiu passar desse ponto? Ótimo! Olhaí, você já tá com umas curvinhas bem apetitosas, hummm, a cinturinha boa de segurar... Desculpa, me empolguei. Quarto e último nível: você pára de comprar certas revistas femininas, a principal arma do Mundamoda.

Elas são, na verdade, pílulas mentais que deformam a auto-imagem feminina. Passou desse nível? Maravilha! Olhe só pra você: você agora é uma linda mulher carnuda! E muito feliz! Uma mulher cuja maior preocupação será administrar a fila. Parabéns!

Hummm, mas você... realmente... Vem cá, deixa eu te dar um abraço. Gostooooosa...



*Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. pedra do Sol

LEIA COM imagens e comentários de leitores
www.ricardokelmer.net/rktxtqueremosmulhercarnuda.htm

21 novembro 2006

A COLHEITA

Com a indignação de sempre


A maioria dos idiotas que conheço tem diploma universitário. E sobre este assunto, recebi um e-mail de minha amiga Jane Pólo: "A pocotização começou há muito tempo. Escolas medíocres, professores idem. Esse é o ponto de partida. Para onde vai toda essa gente malformada? Ocuparão postos em todos os lugares. Malformado não quer dizer que não tenha inteligência. A inteligência dilapidada dentro de um padrão medíocre, sem princípios morais e éticos, formará indivíduos aproveitadores, exatamente do tipo que vemos aos montes. Meu pai dizia que a educação e a imprensa estavam nas mãos de inescrupulosos e que a colheita seria rápida e trágica. Taí."

Colheita. É esse o nome do que vivemos nestes dias de valores morais tímidos e sacanagens explícitas. Qualquer empreendimento que substitua profissionais bem-formados por outros com fraca formação, colherá perda de competitividade, queda na satisfação dos clientes, perda de participação no mercado, aumento de custos e burocracia. É natural.

Mas o que significa gente “bem-formada"?

Atenção, senhoras e senhores ideologicamente estressados: quanto mais bem-preparadas, cultas, experientes e com formação sólida, mais conseguem interpretar, julgar e tomar decisões com segurança e acerto. No entanto, fazer uma afirmação como essa “nestepaiz” é um perigo. Serei rotulado de, no mínimo, preconceituoso...

Estamos perdidos numa discussão imbecil que incentiva a divisão de classes, taxando de preconceituosos os que acham que pessoas com cultura, instrução e formação são mais capazes que os ignorantes, mal-educados e toscos. Essa discussão transforma o termo “elite” em ofensa e “humildade” em pré-condição de competência, o que até nem seria problema se, para os que defendem essa tese, “ser humilde” não fosse apenas sinônimo de “ser pobre”...

Mas isto é tema para outro artigo. Hoje, o assunto é “colheita”.

Formação sólida não se resume a instrução. Envolve valores morais, referências e vivências... E os processos brasileiros de formação educacional e moral envelheceram, quebraram, ficaram ultrapassados. As escolas despejam no mercado gente cada vez menos preparada. A realidade mostra que os valores morais são... relativos. A mídia incentiva o “ter a qualquer preço”. As referências são substituídas por celebridades.

Um clima generalizado de impunidade faz com que ninguém se importe em dar respostas, cumprir promessas e entregar o que prometeu. Vivemos uma assustadora queda de qualidade nos processos que envolvem... gente. Daí essa pobre colheita. Tá na hora de criar um “ISO 9000” pra gente...

Na verdade, os ISOs e outros programas de qualidade até que tentam abordar os relacionamentos, mas nenhum deles sabe lidar com indicadores intangíveis. Nenhum deles sabe lidar com gente. Para esses programas, não existe vida inteligente fora de uma planilha Excel...

E ficamos assim: de um lado a máquina burocrática, fria e amarrada pelo controle. De outro, um monte de gente precisando de amor, atenção, carinho e compreensão. Aquelas viadagens que não cabem no nosso mundo competitivo, sabe como é? Pois é. E assim, vamos formando máquinas. Toscas máquinas. Capazes de recitar a tabela periódica, mas incapazes de se emocionar com um verso de Cecília Meirelles...

O super-engenheiro, médico, advogado ou empresário que não consegue emocionar-se com poesia, tem instrução. Mas não tem formação. O Brasil precisa de mais que instrução. Precisa de formação. Só assim poderemos ter uma colheita que preste.


*A ilustração desta crônica é a obra Study at a reading desk, de Lorde Frederick Leighton (1830-1896)


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http://www.lucianopires.com.br

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VEJA TAMBÉM
http://www.kingsgalleries.com/1024x768/galleries/leighton2.htm