11 maio 2006

LIDERANÇA DE EMPRESAS EXTRAORDINÁRIAS (1)

Empresa extraordinária não erra


Numa empresa fundada com uma concepção de excelência, as relações de trabalho e as políticas de recursos humanos são saudáveis, proveitosas, os conflitos entre o Capital e o Trabalho maduramente resolvidos. Há respeito mútuo entre os integrantes do quadro pessoal e os dirigentes. O clima organizacional torna-se gostoso, motivador, há alegria e satisfação em ir ao trabalho, que deixa de ser um suplício como ocorre na maioria dos casos. O marketing deixa de ser uma caça psicótica para laçar o cliente de qualquer maneira, transformando-se numa atividade mercadológica amadurecida.

Em 2004 fiz uma palestra em São Paulo para um grupo de empresários, executivos, universitários, sobre Liderança de Empresas Extraordinárias, minha paixão acadêmica e profissional nos últimos tempos, como única alternativa do parque empresarial brasileiro, em termos de tornar-se competitivo e respeitado nessa reformulação do mundo e na competição globalizada no século XXI. A conferência foi proferida numa entidade conceituada e o encontro presidido por um ex-presidente de um dos maiores grupos financeiros do planeta, com sede em NY e filiais no Brasil. Antes da reunião, esse alto executivo me perguntou: "O que é uma empresa extraordinária?" A seguir, fez outra interpelação: "O Brasil tem lideranças?"

O objetivo deste e dos dois próximos artigos é repassar aos leitores minhas respostas, dadas ao ex-presidente (CEO) do poderoso grupo internacional.

Inicialmente, disse que a empresa extraordinária não erra. Ele ficou espantado, quase traumatizado, mesmo porque — segundo ele — as organizações são feitas por pessoas. E o ser humano é uma obra inconclusa, cometendo falhas a todo momento. Mesmo assim, as empresas desse altíssimo padrão de excelência não permitem falhas, principalmente as graves, que geram danos. O dono de um dos restaurantes mais bem-sucedidos do mundo, quando esteve em São Paulo, respondendo a uma pergunta da imprensa sobre as razões do sucesso do seu negócio, foi taxativo: "No Bali (nome do restaurante, localizado próximo a Barcelona), ninguém tem o direito de errar." No crime organizado (Máfia etc.), nas organizações terroristas (Al Qaeda, etc.), a política administrativa é a mesma. A falha, o mínimo tropeço, são punidos com extremo rigor, chegando a punição usualmente à morte — daí uma das razões do êxito delas.

No Brasil, ocorre exatamente o contrário. As empresas erram freqüentemente, com um agravante: o erro é estimulado, protegido e raramente executivos e empregados são punidos. Entra em cena o corporativismo, com a aprovação dos patrões. E, quando surgem pessoas reclamando das mancadas da organização, tornam-se antipáticas, solitárias, vistas com desagrado. Eu estou no meio dessas pessoas que reagem aos erros e por essa razão sou vítima da incompreensão e repúdio da maioria. Recebo toneladas de conselhos de amigos me recomendando mudar meu estilo, com o argumento de sempre: "Aqui é assim. Isso é Brasil, você não vai consegui mudar. Esse comportamento faz mal à sua saúde".

Parece ser motivador viver na bagunça, na desorganização, na falta de profissionalismo, de responsabilidade, sobretudo (ou inclusive) na ambiência organizacional/empresarial. Se alguém reclama nos restaurantes, nos hospitais, nos hotéis, nas lojas, enfim em qualquer lugar, torna-se uma pessoa antipatizada. Se o indivíduo tem um mínimo de exigência, de busca de qualidade, é perfeccionista, não consegue se relacionar com as empresas instaladas no território nacional. Todos erram: em maior ou menor quantidade. E a vítima sente-se impotente, porque não tem a quem recorrer para as devidas providências. Para quem almeja sobreviver na desorganização empresarial tupiniquim, a melhor alternativa é se especializar nas pessoas, ou seja, em cada estrutura escolha o menos ruim para lhe atender continuamente.

Em parte, essa situação de acintosa improvisação organizacional explica-se em função de dois fatores: a falta de cidadania do brasileiro, medroso de fazer a mínima crítica, vivendo no auto-engano de que tudo está OK. E no baixo grau de maturidade institucional do parque empresarial, construído improvisadamente nos últimos anos. Uma imaturidade alimentada pela atitude de não criticar do brasileiro, com receio de ferir suscetibilidades. O Brasil continua com a mentalidade colonial, rural, feudal, de comerciantes, anticapitalista, de industrialização tardia, com baixíssimo nível de escolaridade, de cultura. Ademais, ostenta uma nítida vocação ao lazer, à informalidade, como escrevi num dos meus mais recentes artigos, apresentando o ano de 2006, o mais maravilhoso de nossa História.

Porque traz uma tonelada de festejos (alta estação, Carnaval, Copa do Mundo, festas de São João, forrós por todos os lados, eleições, campanha eleitoral), tudo isso somado a centenas de feriados no meio das semanas. Nesse contexto, estamos muito distantes de empresas profissionalizadas, bem administradas e muito menos extraordinárias. Se, com a improvisação, com a sua arapuca, o tal empresário está ganhando dinheiro, o resto que se dane. E quem tentar cutucar essa cultura da informalidade corre o risco de ser isolado para sempre. O conceito de empresa extraordinária é muito amplo. Dadas as limitações do espaço jornalístico, apenas acrescentarei alguns outros itens, configurando o mencionado tipo de empresa/grupo empresarial, inexistente ainda no Brasil.

A construção da empresa extraordinária começa na cabeça do(s) acionista (s), dos fundadores, empreendedores. Quando o indivíduo funda um negócio com idealismo, com uma visão ampla, olhando acima da mera lucratividade, motivado por razões políticas (não confundir com política partidária), no sentido da empresa ser, também, um meio, um instrumento de contribuição à melhoria do País, aos rumos da humanidade, as sementes da empresa mencionada são plantadas. Esta postura dos pioneiros tem reflexos positivos nas decisões, funções, estilo de gestão etc. e na trajetória da organização. Basta comparar empreendimentos de proprietários civilizados, responsáveis, éticos, com negócios de controladores irresponsáveis, gananciosos, desonestos, sem envolvimento com a sociedade. Indivíduos que estão pouco se lixando se a empresa quebra, torna-se concordatária, seja vendida. Desde que ele fique com os bolsos cheios da grana e termine tristemente sua vida como empresário aposentado.

Ao contrário, numa empresa fundada com uma concepção de excelência, as relações de trabalho e as políticas de recursos humanos são saudáveis, proveitosas, os conflitos entre o Capital e o Trabalho maduramente resolvidos. Há respeito mútuo entre os integrantes do quadro pessoal e os dirigentes. O clima organizacional torna-se gostoso, motivador, há alegria e satisfação em ir ao trabalho. Trabalhar não é um suplício como ocorre na maioria dos casos. O marketing deixa de ser uma caça psicótica para laçar o cliente de qualquer maneira, transformando-se numa atividade mercadológica amadurecida, de profundo conhecimento e respeito em relação ao comportamento, mormente, das necessidades dos consumidores.

A publicidade passa a ser uma atividade digna e não uma encenação visando enfiar de goela abaixo produtos e serviços junto a consumidores incautos, indefesos e enterrados nos apelos da mesquinha sociedade de consumo, onde tudo gira em torno do mercado e as pessoassão avaliadas pelo "ter" e não pelo "ser". Aliás, o termo "cliente" é obsoleto, superado e inadequado nas empresas extraordinárias, que estão substituindo esse conceito predatório pelo de "seres humanos", dotados de uma história de vida e de um elenco de carências a serem eticamente atendidas e não apenas exploradas através de manipulações publicitárias e mercadológicas.


VÁ ALÉM
O Dr. Cleber Aquino é prof. da Universidade de São Paulo (USP), consultor de alta gestão e coordenador dos 6 volumes de História empresarial vivida – Depoimentos de empresários brasileiros bem-sucedidos (Editora Gazeta Mercantil, 1986 – busque em
http://www.livronet.com.br/produtos.php?codigo=189084). Escreve quinzenalmente aos domingos no jornal O Povo de Fortaleza, que vc acessa em
http://www.noolhar.com/

AUTO-ESTIMA, RELACIONAMENTOS E RENASCIMENTO

Tudo começa no espelho...



Em tudo na vida, há relacionamentos. Estamos sempre nos relacionando com nossa família, com amigos, com companheiro (a), com nosso trabalho. Todos os relacionamentos, entretanto, começam, para cada um de nós, a partir de cada um de nós consigo mesmo(a). Até que você escolha o mais importante de todos os seus relacionamentos, os outros permanecerão limitados.

“Se conhecêssemos quem somos, não nos conformaríamos com menos daquilo que merecemos. É muito conhecido o fato que a falta de auto-estima é uma das causas primárias de muitas das aflições do mundo, inclusive o fracasso em relacionamentos, problemas financeiros, doenças físicas, crimes e suicídios dos adolescentes, drogas, alcoolismo... Também é óbvio que tentamos, freqüentemente, consertar o sistema ao invés de curarmos a raiz do problema. É muito lamentável que tantas pessoas talentosas e criativas estejam desperdiçando suas vidas porque sentem um vazio absoluto dentro de si...”.

Existe inteligência e intenção por trás de toda criação. Não é por acaso que você é você. Sob a liberdade de pensar o que quer, dizer o que deseja, fazer suas escolhas e trabalhar no que lhe dá prazer, está o direito básico — saber quem e o que você é, desenvolver sua auto-estima e viver a partir da sua essência. Tudo isto desenvolve um saudável senso de si-mesmo(a) porque você tem a oportunidade de descobrir o mistério que você é e que o(a) faz tão único(a) e ainda assim o(a) une a toda a família humana.

A vida é uma jornada que se inicia com você e termina com você, e no meio, está um território imenso esperando para ser explorado e vivido!

Não há diferença entre conhecer a si mesmo(a) e ter alta auto-estima. Conhecer realmente o que se é e amar a si próprio(a) não é aprender o que se pensa que é ou aprender o que se sente. Estamos falando sobre saber e sentir o quê e quem você realmente é!

Experienciar a sua divindade, a sua essência, não é uma função do pensamento. Está além daquilo que se pensa. Para conhecer a si mesmo(a), é preciso saber que você não é sua própria mente, mas um ser espiritual que está além dos seus pensamentos. Quando você tem uma experiência direta do seu ser espiritual, isto transforma para sempre o seu relacionamento consigo mesmo(a), porque você terá, para sempre, o registro dela. Conectar-se com a sua divindade — com a sua essência — é uma experiência inesquecível.

A mesma coisa acontece em seus relacionamentos com outras pessoas. Quando você pode ver e sentir a essência da pessoa com a qual você está se relacionando, mesmo que o comportamento dela não seja adequado, você pode isolar este comportamento e amá-la, apesar da forma como ela se comporta.

Isto faz com que o caminho para a alta auto-estima seja completo. Quando você percebe quem é e expande esta consciência para incluir os outros, começa a experimentar seus relacionamentos em outro nível. Crítica, hostilidade e julgamento dão lugar a apreciação, entendimento e amorosidade. Relacionamentos mais verdadeiros e conscientes podem ser então estabelecidos, porque, quando se tem alta auto-estima, se é livre.

E a ponte entre o físico e o não-físico, entre o consciente e o inconsciente, entre o micro e o macro, entre o agora e o eterno, entre o sagrado e o profano, entre o feminino e o masculino, entre você e toda a existência, entre tudo aquilo que foi, é ou que pode vir a ser, é a respiração. A respiração tem fabulosos elos e poderes; quando nos abrimos, ela é capaz de nos levar para além do tempo e do espaço e, numa velocidade mais rápida que a da luz, provocar saltos quânticos em nosso ser.

Renascimento – Terapia da Respiração é a técnica que permite a você saber quem você é e fazer esta conexão entre o humano e o divino. Baseada em respiração consciente e conectada, cria um movimento de energia na qual tudo aquilo que é contrário à vida em sua plenitude se permite dissolver-se... Assim, re-nascer é aprender a reconhecer a divindade que já se é.

Entre as múltiplas iniciações por que passamos vida afora, a respiração é a mais importante! Então permita-se "tomar fôlego" e mergulhar nesta experiência única em sua vida, sabendo que, quanto mais o “mergulhador” vai em sua aventura, mais oxigênio, prana — energia vital — é resgatada.

Sendo assim... inspire-se e RESPIRE!


“O Renascimento não é uma técnica, é uma inspiração! Não é ensinar a uma pessoa como respirar, mas é o ato intuitivo e agradável de aprender a conectar a inalação e a exalação a um ritmo intuitivo,
reconhecendo o seu poder infinito, que nos traz consciência, sabedoria, prazer, amor...”
Dominique Levadoux e Leonard Orr

“Viva a alegria e viva o prazer
De estar gostando de viver,
Viva o oxigênio que invade o nariz
E faz a gente ser feliz!”

Viva – canção de Kledir Ramil


RESPIRANDO
A colunista A.Ramyata é terapeuta renascedora. Vive em Curitiba e coordena o workshop O direito de ser você mesmo(a) em Fortaleza, nos dias 19, 20 e 21 de maio de 2006, com palestra aberta ao público dia 17 de maio às 20h. Informe-se: (85) 9953-5916 e 3262-1799 (à noite) com Maristela ou acesse

CORPO & COMPORTAMENTO

Confrontando a impotência sexual


Quando um homem perde a habilidade de conseguir ou manter uma ereção adequada para um intercurso sexual normal (que tenha começo, duração e término após a ejaculação), pode ser considerado impotente. As ereções — transformações naturais de volume e rigidez do pênis destinadas a facilitar o coito e a fecundação — são o resultado visível de uma complexa combinação de estímulos cerebrais, atividades dos vasos sangüíneos, funções nervosas e ações hormonais. Qualquer coisa que interfira em qualquer um destes processos pode causar a impotência.

Alguns dos fatores mais comuns ligados à impotência são: doença vascular periférica, uso de certos medicamentos, álcool em excesso e o uso do cigarro. A impotência também pode ser produzida por doenças sexualmente transmitidas e doenças crônicas, como pressão alta e diabetes. Perturbações hormonais — tais como um nível reduzido de testosterona, ou elevada produção de prolactina, bem como o hipo e o hipertioidismo — também podem causar impotência. A diabetes não controlada pode conduzir à aterosclerose (endurecimento das paredes dos vasos), com a conseqüente redução da circulação, e é considerada a principal causa da impotência.

A impotência pode ser crônica, recorrente, ou apenas um caso isolado. Há uma estimativa de que 15 milhões de brasileiros tenham se manifestado impotentes, pelo menos uma vez. Estatisticamente, a maioria dos impotentes tem mais de 40 anos (após os 60 anos, um em cada três homens é impotente), mas os jovens também podem ser afetados, principalmente os que fumam maconha.

No passado, pensava-se que a impotência era primariamente um processo de natureza psicológica. Entretanto, hoje a maioria dos especialistas acredita que 60% dos casos têm origem física. A Associação para Disfunções Sexuais Masculinas (The Association for Male Sexual Dysfunction) reconhece (de modo cientificamente comprovado) mais de 200 drogas que causam impotência. Entre as mais potentes, estão os componentes do cigarro e da maconha, seguidos de drogas antidepressivas, antihistamínicos, antihipertensivos, diuréticos, narcóticos, sedativos, inibidores da acidez estomacal e remédios para úlcera.

A aterosclerose, por reduzir a circulação do sangue, além de afetar o desempenho do coração pode também afetar o funcionamento natural do pênis. Por outro lado, a maioria das pessoas sabe que o vício de fumar e abusos alimentares ocasionam a formação de placas, que entopem as artérias e podem reduzir ou mesmo obliterar o fluxo de sangue para o coração, causando enfarte, isquemias várias e até a morte. Estas placas também podem bloquear as artérias que conduzem à genitália, interferindo com a capacidade de se obter uma ereção.

O tratamento da impotência depende de sua causa — se física ou psicológica. Um homem cuja natureza da impotência é de origem psicológica geralmente ainda tem ereções noturnas, o que não ocorre com o que sofre de impotência de causa física. Um teste barato para saber qual a causa da sua impotência é o "teste do selo postal". Para proceder a ele, basta colar uma tira de selo ou uma tirinha fina de fita gomada ao redor do pênis, antes de dormir. Se, ao acordar, o selo estiver rompido é porque a sua impotência é de natureza psicológica. Se o selo estiver intacto, as chances são de que sua impotência seja de natureza física.

O uso da infusão de algumas plantas é recomendado para facilitar o mecanismo natural da ereção. As mais conhecidas são: catuaba, damiana, essência de angustura e a salsaparilha. Esta última contém uma substância muito parecida com a testoterona. Certos (bons) hábitos também ajudam a combater a impotência: uma dieta bem balanceada sem excesso de gordura ou condimentos; evitar bebidas alcoólicas, principalmente antes de um encontro sexual; abster-se de fumar e de ficar próximo de quem está fumando, principalmente em ambiente fechado; evitar o stress e consultar um médico, pois já existem alguns remédios para a recuperação temporária da função erétil.

Já se foi o tempo em que se distinguia medo de pavor: medo é a primeira vez que você falha em dar a segunda... pavor, é a segunda vez que você falha em dar a primeira. Neste último caso, consulte um andrologista, ele pode propor uma solução mais adequada para o seu problema.


DÚVIDAS? CONTATE
O professor Franco Feitosa, MS e PhD em Bioquímica e Nutrição Humana e Post-Doctor em Química Fisiológica pela Universidade do Arizona (USA), está acessível em:

drfeitosa@yahoo.com

10 maio 2006

JAMES JOYCE EM 2006

Celebração do beletrista irlandês já está agendada


Cada vez mais o mundo quer saber quem foi James Joyce e porque seu trabalho traz tanta repercussão ainda hoje, a mais de 60 anos de seu desaparecimento. Nascido em Dublin em 1882 e falecido em Zurique em 1941, um dos mais notáveis irlandeses recebe todos os anos, planeta afora, uma homenagem denominada Bloomsday, em referência ao Sr. Bloom, um de seus personagens.

Durante o Bloomsday, celebram-se as memórias de Joyce e promove-se a apreciação de seu talento, revisitado em apresentações cênicas, recitais de música da Irlanda, traduções, audiovisuais, publicações... Enfim, uma festa literária para a arte e os sentidos — que em São Paulo costuma centralizar-se no Finnegans, simpático pub da região dos Jardins cujo nome remete às páginas escritas por Joyce.

Para aprender a degustar o fluxo do pensamento joyceano, os especialistas têm como essencial a leitura de dois emblemáticos volumes de sua autoria: Ulysses e Finnegans Wake. No mais, o Bloomsday 2006 já está definido, entre outros lugares, em Santa Maria/RS, onde deve realizar-se — como já ocorre por lá desde 1994 — dia 16 de junho, data oficial do Bloomsday, propícia a leituras, filmes, música, arte, poesia e prosa. Tudo, claro, com um leve tempero joyceano, para todos os gostos.

VÁ LÁ
Sexta-feira, 16/06 às 16h00 no Centro Cultural Cesma
Rua Prof. Braga, 55 - Santa Maria/RS
Tel.: (55) 3221-9165

E às 19h30 no Ponto de Cinema Bar
Rua Ângelo Uglione, 1567 - Santa Maria/RS
Tel.: (55) 3221-8800

Veja o programa e o cartaz do evento em: http://amseverino.sites.uol.com.br/bloomsday.html

CAMINHOS

Qual a melhor “passagem”?


Nenhuma religião ou filosofia é a melhor. Porque não é o caminho o que verdadeiramente importa — é o caminhante. Todos os caminhos que há são apenas a realidade brincando de se explicar para nós. Não fosse esse espírito lúdico, que transforma a realidade, essa coisa infinita e assombrosamente complexa, em fascinantes caminhos para se percorrer, nós pobres humanos não teríamos como de fato acessá-la.

Portanto, todos os caminhos são válidos, pois todos são a realidade se experimentando para a limitada e esforçada compreensão humana. Evidente que é impossível percorrer todos. Mas podemos, durante a vida, escolher alguns, caminhar por eles com alegria e entender um pouco mais sobre a realidade. Há, porém, bem à entrada de cada um deles, um aviso aos navegantes que, embora de séria importância, a maioria não lê, empolgada com as maravilhas da via recém-escolhida. O aviso diz: "Para o caminho não criar lodo, não
perca a noção do todo."

Caminhos são sedutores porque cremos que neles está a verdade e que ela nos libertará. Sim, a verdade liberta. Ela, porém, não cabe no caminho: o caminho é que faz parte da verdade. Quando perde isso de vista, o caminhante se entorpece e fica cego. Em seu exclusivismo, passa a crer que somente o seu caminho é verdadeiro e os demais são ilusão. Especializa-se cada vez mais em suas paisagens e esquece que cria lodo a água que não corre. Paisagens são bonitas, sim, descansam a vista... mas se paramos muito tempo para as admirar, acabamos nos tornando parte da paisagem — e assim o caminho perde seu maior sentido: o movimento.

Então experimentemos os caminhos com entusiasmo, extraindo deles o máximo que pudermos. Escolhamos aqueles que ecoam alma adentro e nos fazem tremer, aqueles que fazem a vontade de viver correr pelas veias. Temos uma vida inteira para experimentá-los. Lembremo-nos, porém, de que os caminhos cruzam com outros e é justamente nesses cruzamentos que a verdade brilha mais forte.

Por isso, quando você encontrar alguém que descobriu o único de todos os caminhos que leva à verdade, sorria e seja compreensivo(a). Esse alguém está trilhando seu caminho intensamente, com entusiasmo tanto que não tem tempo para erguer-se um pouco acima dele e constatar que, na verdade, todos os caminhos são um único caminho, que se experimenta de todas as formas.

A verdade liberta, sim, mas apenas se você conseguir enxergá-la onde ela sempre esteve: em tudo.


ACESSE
O colunista Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora no Rio de Janeiro, na Terra — a 3.ª pedra do Sol

www.ricardokelmer.net

OH, DÚVIDA!!!

Revista inesclarecedora


Meu texto anterior — Não é "pobrema" meu —, rendeu muitos comentários. Nele relatei o absurdo dos problemas de depredação que estariam acontecendo no recém-inaugurado Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. O texto nasceu de uma nota publicada com destaque na página 6 da Veja São Paulo, (a Vejinha), de 26 de abril, que teve mais de 388 mil exemplares distribuídos na Grande São Paulo.
A nota dizia o seguinte:

"Lição de desrespeito. Foram necessários três anos e R$ 36 milhões para transformar o degradado prédio da Estação da Luz no mais novo centro cultural da cidade (...) No último fim de semana, em pleno feriado de Páscoa, ele precisou fechar as portas. As cerca de 12 mil pessoas que passaram por lá deram de cara com um papel sulfite colado nas grades informando que o local estava em manutenção. Já? Pois é. A culpa é de parte dos freqüentadores. Com pouco mais de um mês de funcionamento, o museu tem sofrido nas mãos (e nos pés) de jovens que pisoteiam algumas obras, riscam as paredes e colam chicletes nos computadores. Um dos principais alvos é a instalação da encenadora Bia Lessa, na qual as pessoas puxam (muitas vezes com força desproporcional) fac-símiles de originais do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, pendurados no teto."

Publicado o texto, começaram a surgir informações conflitantes. Recebi e-mails de leitores dizendo que não era assim, que o fechamento do Museu se deu para treinamento dos monitores. Outros diziam que era para manutenção corriqueira, nada de depredação. E ficou o mistério. A Vejinha errou, foi enganada ou "errou" de propósito? Alguém do Museu mentiu? Afinal, fechou no feriado por qual razão? Fui atrás apurar. E recebi, também por e-mail, a explicação oficial, do próprio diretor do museu, Antonio Carlos Sartini:

"Até a presente data, o Museu já recebeu 74.500 visitantes e não ocorreu nenhum acidente. Recebemos um público muito diversificado: jovens, crianças, alunos e professores de escolas públicas e particulares; menores assistidos pela Febem; adultos; universitários; terceira idade; estrangeiros; portadores de deficiências físicas e outros tantos. Realmente, só temos elogios ao comportamento de nossos visitantes. (...) Nos feriados da Páscoa houve a necessidade de treinamento e capacitação de novas equipes de trabalho, além da instalação de novos equipamentos, daí a necessidade de fechamento do Museu. O Museu está operando normalmente, de terça-feira a domingo, sempre das 10h às 17h, sendo que aos sábados a entrada é gratuita."

A edição da Veja em que a Vejinha foi encartada é aquela que tem o ex-pré-candidato-e-atual-grevista-de-fome Garotinho na capa, com chifres e rabo de capeta... Nada de mais. Também acho que Garotinho é lobo em pele de cordeiro.

Mas agora fiquei confuso. Se depredação de Museu é um fato facílimo de ser verificado e mesmo assim a Vejinha errou, imaginem fatos que não são facilmente verificáveis, que são intangíveis e não contabilizáveis? E então, apavorado, ouço um capetinha sussurrar na minha orelha:
- Se a Veja errou com o Museu, será que acertou com o Garotinho?

Ah, mas as redações devem ser diferentes. Os repórteres devem ser diferentes. A apuração deve ser diferente. Deve... Oh, dúvida... Vou consultar a Caras.


SAIBA MAIS
O colunista Luciano Pires, jornalista, escritor, conferencista e cartunista, que encabeça uma aguerrida campanha anti-mediocridade no País, esclarece tudo em

http://www.lucianopires.com.br

LUA, "MÃE CONSTANTE”

Um astro cujo brilho revela-se enigmatizado


Colo. Consolo. Guarita. Sinônimos constantes, visceralmente entrelaçados ao maternal. As mães são como a Lua, deusa que surge na vastidão da escuridão e dedica-se a um espiar atento sobre os que necessitam fechar os olhos para um sonhar sem possessão.

Guarda, protege e alimenta. É o casulo seguro, forjado no fogo ardente, que comove a alma dos ausentes e os faz privilegiar os sentimentos que gritam pela absolvição.

Em seus seios, dilata-se o alimento que nutre sem reservas, sem abster-se de sua função. Seios nos quais as garras firmamos, com medo de perdermo-nos nas arestas do nosso terreno caminhar.

Seu colo instiga ao adormecer, já que entre os seus braços sentimos o acolher incondicional, recebido em seu amor maternal.

No caminhar de Diana*, um olhar compassivo mede e determina o tamanho de seu coração. Já adultos, encontramo-nos com a mãe/mulher. Como tal, a Lua surge nas peregrinações cotidianas, forjadas em um feminino que dilacera o homem por meio de uma melodia constante.

Declina entre Lilith e Eva as perdições de Adão, responsáveis pelo êxodo do Paraíso. Mas, incontestavelmente, imputadas pela perdição de inúmeros corações.

Entre o início e o final do percurso, eis um vício corriqueiro: nas lágrimas que escorrem por um rosto infantil, ou mesmo na falsa autonomia do homem crescido, seus braços são chamados à atenção.

Porém, é preciso que o cordão umbilical seja cortado. Um sofrimento perturbador trilha durante o processo. O mundo chama para um caminhar autônomo. Mas que saudades temos de um colo de mãe constante!

* Diana é o nome da deusa-caçadora da mitologia greco-romana. Deusa da luz, irmã de Apolo, filha de Zeus, como Ártemis, seu nome original, protegia as florestas e os animais, mesmo que, como deusa da caça, orientasse as setas dos homens em seu objetivo. Deusa mais popular da Grécia Antiga, habita as florestas, bosques e campinas verdejantes, onde dança e canta com ninfas que a acompanham. Em seu culto, estão presentes danças orgiásticas e o ramo sagrado. Deusa de múltiplas facetas, associadas ao domínio da Lua, virgem, caçadora e parteira que representa o feminino em todos os seus aspectos.

Representa o ideal e a personificação do aspecto selvagem da natureza, a vida das plantas, dos animais e dos homens, em toda a sua exuberante fertilidade e profusão. Na Itália chamaram-na Diviana, que significa “A deusa”. Era de fato a caçadora, deusa da Lua e mãe de todos os animais, que aparece em suas estátuas coroada com a Lua crescente e carregando uma tocha acesa. A palavra equivalente em Latim para “vela” era "vesta" e Diana era também conhecida como Vesta. No seu templo, um fogo perpétuo era conservado aceso. Sua festa anual na Itália era comemorada no dia 13 de agosto. Neste dia os cães de caça eram coroados e os animais selvagens não eram molestados. Bebia-se muito vinho e comia-se carne de cabrito, bolos eram servidos bem quentes junto a maçãs ainda pendentes dos ramos.

A Igreja Católica santificou esta grande festa da deusa virgem — que pediu ao pai, Zeus, que nunca a fizesse casar-se —, transformando-a na festa católica da Assunção da Nossa Senhora, a 15 de agosto. A Lua, que muda de forma tão rapidamente, pode ser encontrada a cada noite de uma forma diferente no céu, sendo um símbolo de inconstância. Sua aparente relação com o ciclo menstrual tornou a Lua representativa de tudo o que é mutável nas mulheres. Ártemis/Diana celebrizou-se pela maneira como se voltava vingativamente contra os que se apaixonavam por ela ou que tentassem abusar de sua feminilidade.

A mensagem deste arcano no Tarot (A Lua) nos previne de que não devemos ter medo de nos dirigir ao desconhecido, de assimilar nossos próprios medos, debilidades, erros, de olhar cara-a-cara a sombra que levamos dentro de nós e de não temê-la. Em nossa época, o arquétipo da feminilidade desta deusa-virgem começa a se tornar importante novamente. Por muito tempo permanecemos à sombra da feminilidade absoluta, sob a influência de uma realidade masculinizada. Mas Ártemis/Diana é tão linda quanto Afrodite e nos fala que a solidão, a vida natural e primitiva pode ser benéfica em algumas fases de nossa vida. Amazona e arqueira infalível, a deusa garante a nossa resistência a uma domesticação excessiva. Além disso, como protetora da fauna e flora, ela é uma figura associada à ecologia contemporânea, onde há necessidade de salvaguardarmos o que ainda nos resta.

Antes que nada nos reste. Vc já ouviu After the garden do cantor canadense-americano Neil Young? Faça-o em http://www.myspace.com/neilyoung, podendo acessar a letra também em http://www.neilyoung.com. O papo é (pra lá de) sério!


FALE COM
o colunista Fábio Silva:
binhofilho@yahoo.com.br

INTERNET TV

Uma definição para o novo século?


Alberto Luchetti, o comandante da primeira WEBTV do Brasil, explica o que está acontecendo:

“O verbo não é mais ASSISTIR. O verbo agora é ACESSAR: acessem a allTV!”

Para aprofundar este assunto, o www.televidere.blogger.com.br lançou o seguinte post:

allTV — a TV da Internet — conquista o Esso 2005

Fundada em maio de 2002 pelo jornalista Alberto Luchetti, a allTV consagrou-se como a primeira TV da Internet com 24 horas de programação ao vivo. Localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo, a emissora conquistou ao longo de sua trajetória espectadores de diversas partes do mundo.

Mais de 80% da programação da allTV acontece na bancada de um estúdio, onde a dinâmica é pontuada pela interatividade. Dois ou mais apresentadores comentam notícias e acontecimentos com convidados e com o chat aberto aos internautas. Pela grade encontramos ainda uma boa dose de entretenimento com programas musicais, talk shows e teledramaturgia. Tudo com a marca da interatividade.

A existência de uma televisão na Internet para muitos ainda soa estranha. Consolidar a allTV foi tarefa difícil, só vencida pela força dos que acreditaram e apostaram em seu potencial. O resultado veio em novembro de 2005, quando a emissora conquistou o Prêmio Esso 2005, o Oscar do jornalismo nacional, como Melhor contribuição ao telejornalismo brasileiro. Emocionado com o reconhecimento, o diretor e fundador Alberto Luchetti declarou para o Televidere e para o site Comunique-se:

"Como os próprios jornalistas do júri do Esso enfatizaram, a allTV é hoje a TV da geração multimídia, uma soma de tudo o que há de mais importante nas mídias tradicionais: conteúdo de jornal, agilidade e imediatismo de rádio, plástica e imagem de TV e interatividade de Internet".

Freqüentador dos chats da allTV desde sua fundação, o pesquisador Elmo Francfort vê na emissora uma quebra do tabu espectador-apresentador: "Foi uma nova forma de fazer televisão, num novo espaço, num formato que pode fazer com que o telespectador e até mesmo o apresentador pudessem se encontrar totalmente, sem ter uma 'tela' no meio atrapalhando".

As declarações de Luchetti e Elmo refletem uma tendência dos veículos de comunicação: a estrutura multimídia. A influência da Internet mudou a dinâmica da televisão, acelerando as informações e fazendo com que a imagem valha tanto ou mais que a palavra. A ditadura da informação vem aos poucos se transformando em debate de idéias, colocando a resposta do público no imediato momento da notícia.

Conteúdo e interatividade. Dois pontos que, com o auxílio da tecnologia, fizeram da allTV uma premiada TV de vanguarda.

CONFIRA
Para ver se faz sentido o que Luchetti, Elmo e o texto acima afirmam, acesse

http://www.alltv.com.br

05 maio 2006

HISTÓRIA DOS ANJOS

Relate aos outros os bons sonhos...


Os gregos os chamavam de "daimone" (gênio, anjo, ser sobrenatural). A palavra "anjo" vem do grego "aggelos" e do latim "angelus", que significa “mensageiro" ou "emissário”. Assim, estes "seres" são considerados os "mensageiros de Deus". Os egípcios os explicaram amplamente e com detalhes, mas tudo foi perdido, queimado na época da ascensão do cristianismo primitivo do Ocidente. Hoje, o pouco que nos resta sobre o assunto deriva dos estudos cabalísticos desenvolvidos pelos judeus, os primeiros a acreditar nesta "energia". A palavra hebraica para anjo é "malakl", que também significa "mensageiro".

As primeiras descrições sobre anjos aparecem no Antigo Testamento. A menção mais antiga a um anjo surge em Ur, cidade do Oriente Médio há mais de 4.000 a.C.. Em 787 d.C. definiu-se um dogma somente em relação aos arcanjos: Miguel, Uriel, Gabriel e Rafael. Já a auréola que circunda a cabeça dos anjos é de origem oriental. "Nimbo" (do latim "nimbus") é o nome dado ao disco ou aura parcial que emana da cabeça das divindades. No Egito, a aura existente sobre a cabeça foi atribuída ao deus solar Amon-Rá e mais tarde, na Grécia, ao deus Apolo. Na iconografia cristã, o nimbo ou diadema é um reflexo da glória celeste e sua origem ou lar, o céu.

No século I, aparecem as asas e halos. As asas representam a rapidez com que os anjos se locomovem. Os escritos essênios — fraternidade da qual Jesus fazia parte — estão repletos de referências angelicais. No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao anjo Metatron.

Então, anjos são seres ou energias, inteligentes e sensíveis, que estão numa freqüência de vibração um pouco mais elevada do que a nossa e do que os nossos sentidos podem sintonizar. Embora não possamos percebê-los com os nossos olhos e ouvidos, podemos senti-los — e eles também a nós. Como energias, os anjos são andróginos, podendo manifestar-se como luz ou sob a força de atributos femininos ou masculinos, mas sempre trazendo os altos ideais da humanidade — como os símbolos do amor incondicional, da beleza, da graça, sabedoria, força, perdão, paz, inocência, verdade, esperança e guarda espiritual.

Os anjos nunca nos abandonam, não têm a necessidade de se refazer através do sono e não sofrem os efeitos do tempo. Mais ainda, eles conhecem as modificações do sistema nervoso humano pela mudança de cor da nossa aura. Mas nem por isso ficam o tempo todo à nossa proteção, pois assim não haveria perdas e dores: os anjos têm um horário certo de atuar sobre cada pessoa. Através do mundo dos sonhos, podemos entrar em contato com o mundo celestial. Todos nós sonhamos, porém, a maior parte das vezes, não nos lembramos de nada ao acordar. Nesses momentos, estamos conversando e recebendo orientações de nossos guardiães.

A tradição católica dividiu estes seres divinos em uma série de hierarquias: 1) Serafins, que personificam a caridade divina e a inteligência; 2) Querubins, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial; 3) Tronos, que proclamam a grandeza divina através da música; 4) Dominações, que têm o governo geral do universo; 5) Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais; 6) Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura; 7) Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservando também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da Terra. 8) Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família; e 9) Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos no corpo físico.

Uma das tarefas das hierarquias angelicais é dispor imagens férteis em nosso mundo interior. É exatamente por isso que os sonhos bons devem ser contados. Este ato irradia e enche a nossa aura de alegria. Um detalhe: para sustentá-los na memória, diga a palavra "momentum".


CUMA?
Natasha Hastywer enviou-nos estas angelicais considerações através de natashabr2001@yahoo.com.br

Consulte também O cristianismo esotérico ou os Mistérios Menores, de Annie Besant (3.ª edição), The Theosophical Publishing House/Adyar, Chennai (Madras), Índia, reimpresso em 1914. Vá lá: http://www.theosophical.ca/theosophical.ws/Portuguese/CristianismoEsoterico.htm

18 abril 2006

SHOW DA TITIA

Praia de Iracema, dia 12 de abril!


Com as baterias devidamente recarregadas após bem-vindas férias, Rita Lee e Roberto de Carvalho caíram na estrada e mostraram o embrião do novo show — um presente a Fortaleza pelos seus 280 anos, dado na véspera — que deve sacudir o Brasil de ponta a ponta neste ano.

Após o aplaudido MTV ao Vivo, que percorreu o País no ano passado, a família Lee mexeu e remexeu o baú de músicas e começou a apresentar, a partir da capital cearense, o show que promete condensar o melhor de todas as fases da carreira da Rainha do Rock.

O roteiro veio recheado de hits: Ovelha Negra, Desculpe o Auê, Ôrra Meu, Amor & Sexo... e vários outros lugares cativos no gosto do público. Grandes sucessos e novos arranjos são os elementos que se destacaram neste espetáculo que é, ao mesmo tempo, vigoroso e romântico, dançante e planejado pra marcar a memória com carinho.

Na linha de frente, Rita veio acompanhada das guitarras e vocais de Roberto de Carvalho e Beto Lee trazendo, na retaguarda, Brenno Giuliano (baixo), Edu Salvitti (bateria), Daniel Teles (teclados), Débora Reis e Tatiana Parra (vocais). A direção geral do show levou a assinatura do maridão da titia, Roberto de Carvalho.


SAIBA MAIS
Sobre este e outros eventos da Poladian Produções:
Meire Coelho – (11) 3706-1723 / 8136-7431
http://br.dir.yahoo.com/Business_to_Business/Producao_de_Midia_e_Entretenimento/Musica/Promocao_e_Marketing/

HUMOR INFORMÁTICO

O quê estamos fazendo no século XXI?


“Os tempos estão difíceis”, dizem 8 entre 10 criaturas que interrogamos com esta indagação aí de cima. Tá sacando? Essa lista (só podia!) abaixo chegou pela Internet, só para demonstrar exatamente isso. Vai linkando...

1. Você, sem perceber o que faz, tenta teclar sua senha no display do microondas...

2. Você não joga paciência com cartas de verdade há anos...

3. Você pergunta, via MSN, se seu colega ao lado vai poder almoçar com você hoje e ele responde, por MSN: "Me dá cinco minutos"...

4. Você tem 15 números de telefone diferentes para contatar sua família de 3 pessoas...

5. O motivo pelo qual você perdeu o contato com seus amigos e colegas é porque eles têm um novo endereço no Orkut...

6. Você não sabe o preço de um envelope comum, desses de levar ao Correio...

7. Para você, ser "organizado" significa ter vários bloquinhos de Post-It de cores diferentes...

8. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail e riu sozinho...

9. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa...

10. Você, sem pensar, digita o "0" para poder telefonar de sua casa...

11. Você vai ao trabalho quando ainda está escuro, volta para casa quando já escureceu de novo (ô senzala!)...

12. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi o seu coração que parou: você fica sem saber o que fazer, sente-se perdido...

13. Você leu este texto e balançou positivamente a cabeça em diversos pontos...

14. Há tempos você não compra mais CDs, pois baixa tudo de graça no eMule...

15. Você assiste ao clipe de qualquer banda semanas antes de ele entrar na MTV...

16. Nem ao estádio vai e nem vê na TV os jogos do campeonato, pois passou a
acompanhar as partidas de acordo com a atualização rápida dos provedores...

17. Você já está pensando em para quem você vai enviar uma mensagem com este texto anexado...

É isso mesmo! Qualquer semelhança com a SUA vida real, NÃO terá sido mera coincidência... Os tempos são esses mesmos! Leia mais!!! Saia da mesmice!!!


ACESSE
http://www.dapraia.net



10 abril 2006

TIRINHAS DAPRAIA

Na ponta do lápis — digital!


Tudo de uma vez ao mesmo tempo agora - por Guabiras (CE)








Eu por mim mesmo e mais ninguém - por Denilson Albano (CE)








Mungu - o palhacinho fela - por Jefferson Portela (CE)










VEJA MAIS
http://www.guabiras.theblog.com.br/
http://fotolog.terra.com.br/denilsonalbano
http://www.minhamarca.com.br/jeff/index.htm