Aquecimento local08 janeiro 2008
O ÍNCUBO
Aquecimento local31 dezembro 2007
SABORES DA HISTÓRIA
Misterioso chocolateNão é interessante? A vontade de comer chocolate não passa se comemos outro tipo de doce. Acho que isto acontece porque um dos componentes do chocolate — descobriu-se recentemente — age como uma espécie de serotonina, substância que nosso organismo produz em situações de extrema felicidade, como no caso do namoro e do orgasmo. Talvez por isso algumas pessoas tornam-se facilmente chocólatras, com muita razão.
A origem do chocolate, que provém do cacau, é muito polêmica e faz parte dos segredos da História. Segundo os Maias, habitantes da América Central à época dos descobrimentos, os deuses foram os primeiros a consumir chocolate — o que constituiu um incentivo para os homens seguirem o seu exemplo. Quanto à época dos primeiros usos de bebidas achocolatadas, escavações e ruínas antigas dão conta da existência deste fato desde o século VI a.C. Desde aí o mundo foi invadido por este desejo incontrolável de tomar chocolate.
Ao aportarem os espanhóis no México, o chocolate já era conhecido dos Astecas, habitantes locais, tomado frio ou quente dissolvido em leite ou água. Estes espanhóis adoraram as diversas formas da bebida (então amarga) e seus efeitos inusitados de paz, tranqüilidade e até afrodisíacos. Apressaram-se a divulgá-la na Europa, introduzindo-a primeiramente na Espanha. Teve início a conquista dos paladares pelas delícias do chocolate — agora também adoçado.
Devido aos seus muitos e agradáveis aromas, o chocolate tanto é bom puro como também combina deliciosamente com frutas e legumes. Para os mais corajosos e inovadores pode até fazer alianças sutis e prazerosas com ervas e especiarias, desde que os seus próprios agradáveis e múltiplos sabores não sejam encobertos pelos aromas e sabores fortes muito invasivos e dominantes de alguns destes aliados.
Certos fanáticos por vida saudável condenam o chocolate devido à gordura presente no cacau — justamente o que dá ao produto a sua textura característica. Porém, pesquisadores mostraram que comer chocolate não contribui para aumentar os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue.Ao contrário, o chocolate apresenta níveis elevados de flavonóides e compostos fenólicos que têm efeitos anti-oxidantes benéficos e podem ajudar a diminuir os riscos de doenças coronarianas, elevando os níveis de colesterol bom (HDL). Estes flavonóides também estão contidos nos vinhos e produzem os mesmos efeitos vitalizantes.
Também parece que os chocolates contêm substâncias que estimulam a produção, no organismo humano, de um complexo químico chamado “feniletilamina”, associado ao estado de “sentir-se apaixonado(a)” — o que seria uma razoável explicação ou até justificativa do porquê sermos estimulados a consumir, a sós, uma caixa inteira de chocolates...
E assim, vamos a ele já desde o Réveillon em 2008. Viva o chocolate!
*O enogastrônomo Jorge Cals Coelho não é chocólatra, mas adora chocolate — principalmente sob algumas formas de que aprendeu a gostar no restaurante Piantela, quando viveu em Brasília (como nos “Profiteroles au Chocolat” e no “Petit Gâteau”, sobremesa do restaurante do antigo hotel Caesar Park de Fortaleza/CE) que são iguarias inigualáveis — complementando de forma divina uma boa refeição.
SAIBA MAIS
http://www.copacabanarunners.net/hdl.html
http://www.morganachocolates.com.br/curiosidades.htm
17 dezembro 2007
NO ÚLTIMO SÁBADO
Quem lê No último sábado de Paulo Eboli não percebe ser este o livro de estréia do autor, que vai construindo sua envolvente narrativa e seduzindo leitores e leitoras ao longo de suas mais de 150 páginas.
Prefaciado pelo jornalista Renato Maurício Prado, o livro conforma uma adequada fábula sobre o tempo, os amigos e a felicidade — temas apaixonantes que se enquadram à perfeição nos dias de hoje.
Trata-se das descobertas e memórias de um grupo de amigos que atravessam três décadas de convivência cheias de sonhos, fantasias, paixões, momentos de glória e profunda frustração. Como mais um personagem, Eboli apresenta-nos o tempo — um companheiro indesejado, a cobrar de cada um e de todos o preço de sua presença.
Cercada por uma atmosfera de tensão crescente, a leitura pode cativar leitores de todas as idades, mostrando-se particularmente familiar àqueles que já ultrapassaram a fímbria dos 40 e tantos...
Estes, com melhor certeza, irão se identificar muito e emocionar-se com as passagens da estória, assim como também curtir a saudosa existência dos vários flashbacks trazidos à tona pelos personagens e que compõem a trilha sonora da narrativa.
*Paulo Eboli é arquiteto, profissional de marketing em diversas empresas e consultor da área. No último sábado é seu primeiro romance (escreveu artigos e crônicas para jornais e sites na web). Carioca de 1950, Eboli é rubro-negro, ariano e casado há 31 anos com Claudia, com quem tem dois filhos. O autor atuou na criação do jornal Extra, respondendo por sua estratégia de marketing.
FICHA TÉCNICA
No último sábado, de Paulo Eboli
Ed. Publit - 160 págs. - R$ 35
Capa: Cristina Amorim - Ilustrações : Denise Pinho
Foto da capa: Ricardo Cunha - Formato: 14 X 21
SAIBA MAIS
Anna Accioly (21) 8616-6688 & Paula Torres (21) 8676-2712
annaccioly@terra.com.br
adoiscom@terra.com.br
15 dezembro 2007
CHEGARAM AS FÉRIAS
Onde levar as crianças?Não parece ótimo poder deixar as crianças em um lugar seguro, aonde elas estarão à vontade, bem nutridas e aprendendo coisas novas e úteis? Uma sugestão é a colônia de férias que se inicia a partir de hoje, dia 15 de dezembro, estruturada para oferecer à criançada oficinas diversas e outras atividades divertidas em um espaço cuidadosamente planejado para favorecer o desenvolvimento infantil.
Como sempre, as férias chegaram e os pais estão à procura das melhores opções para preencher adequadamente o tempo de suas crianças. Vale dar uma olhada nesta colônia de férias, cuja programação, além do contato com a natureza, inclui oficinas de inglês, reciclagem, ioga, capoeira, culinária, música, teatro, artes plásticas, tatuagem e maquiagem, além do Projeto Pequenos Cientistas e saborosas sessões de degustação de frutas, entre outras animadas atividades interativas.
Em ritmo de brincadeira, as crianças se envolvem com bichos "do bem", barro, tinta, água, riacho e exploração ecológica, entre outras programações que tornarão estas férias da criançada momentos inesquecíveis, como devem ser.Este ano a colônia de férias transcorrrerá no período da tarde, de segunda a sexta, de 14 às 17 horas, para crianças de 3 a 8 anos de idade. Durante a manhã, o espaço — cerca de 400 m² nos jardins da Hípica carioca — funcionará normalmente mantendo sua programação e preços vigentes. Confira algumas atividades:
>> Alimento vivo: promoção de reeducação alimentar, visando uma dieta mais saudável para as crianças. Uma pedagoga estimula a curiosidade através do elemento lúdico, com frutas cortadas em diversas formas (como estrelas e borboletas), para que a meninada possa provar sabores e identificar aromas;
As crianças devem levar: lanche, roupa para sujar, molhar e manchar, toalha, agasalho e repelente. Se chover, as atividades serão suspensas e a criança recebe um convite para outro dia.O espaço da colônia de férias localiza-se na Hípica do Rio de Janeiro, numa área de 400 m². É um projeto inédito na cidade, em que as crianças não só aprendem a respeitar o meio ambiente e desenvolver atividades junto a animais, como também são livres para brincar.
Tels.: (21) 2537-9541 / 9647-6938 Estacionamento: R$ 5 o dia todo
Em dezembro: de terça a sexta-feira: de 14h às 17h (a partir de 3 anos)
Preços (pacote semanal): R$ 200
http://www.guiadoriodejaneirocomcriancas.kit.net/acontecendo/playgym03.htm
TENDA DA SAÚDE
Ao seu dispor no calçadãoHá alguns cuidados que podem ser adotados para prevenir o aparecimento das micoses superficiais. A higiene é o primeiro passo, principalmente nas áreas preferidas pelos fungos. Eis algumas atitudes simples que ajudam a evitar a ocorrência das micoses de Verão:
>> evite andar descalço(a) em pisos úmidos ou públicos;
>> não compartilhe toalhas;
>> procure não utilizar lava-pés de piscinas e saunas;
>> evite o contato direto da pele com as cadeiras de praia (utilize uma toalha ou canga para forrar a cadeira);
>> evite equipamentos profissionais de uso comum (botas, luvas etc.);
>> não use roupas e calçados de outras pessoas;
>> só utilize alicates de cutícula, tesouras e lixas esterilizados;
>> evite usar meias que não sejam de algodão;
>> seque bem as regiões úmidas após o banho ou após o esporte;
>> não use calçados fechados por muito tempo.
Obs.: a imagem acima, que retrata uma colônia de Cortinarius trivialis, não tem relação direta com os assuntos aqui tratados e foi empregada apenas para chamar a sua atenção. O que é importa é que agora você está devidamente convidado(a) a saber mais sobre este tema e seus desdobramentos
COMPAREÇA
Local: Calçadão da Av. Beira Mar, n.º 3080 (em frente ao Seara Praia Hotel)
Data: 17 a 21 de dezembro 2007
Horário: das 6h às 9h e das 17h às 20h
Contato: Thany Rufino – (81) 9127-3262
LER É O LIMITE
Boas festas, gaste bem
1) A arte de viver para as novas gerações, por Raoul Vaneigem, livro que é mais do que um mero manifesto, constituindo brilhante e devastadora análise daquilo que se convencionou chamar "nossa civilização". Em cada página, a mais radical crítica à sociedade. Nada nem ninguém é poupado na primorosa narrativa do autor. Seu trabalho é considerado o segundo principal dos situacionistas (mais informações sobre este movimento no livro Situacionista - Teoria e prática da revolução, também publicado na Coleção Baderna, reunindo os textos mais amplamente divulgados, traduzidos, distribuídos e influentes da Internacional Situacionista enquanto ativa, garantindo ao leitor uma concisa introdução às idéias situacionistas e à visão do ambiente que gerou o Maio de 68 francês). Os escritos de Vaneigem serviram de inspiração às palavras de ordem que infestaram os muros de Paris em 1968. Sua base é o cotidiano e todas as expressões sociais e políticas nele inscritas. Um chamado à prática revolucionária diária, é um texto militante da causa da emancipação total. Para Raoul Vaneigem, se o antigo grito "Morte aos exploradores" não ecoa mais nas ruas, é porque deu lugar a outro grito, vindo da infância, proveniente de uma paixão mais serena e não menos tenaz: "A vida antes de todas as coisas!"
2) Adolf, por Osamu Tezuka. A história, publicada em 5 edições, gira em torno de três personagens com o mesmo nome: Adolf Kaufmann, filho de um diplomata alemão e uma japonesa; Adolf Kamil, filho de humildes padeiros judeus; e Adolf Hitler. Adolf, que recebeu o prêmio Kodansha, é considerado uma das últimas obras importantes de Tezuka, falecido em 1989. A história se inicia em agosto de 1936, quando o repórter japonês Sohei Toge faz a cobertura das Olimpíadas de Berlim. Neste período seu irmão, Isao, desaparece e Sohei acaba se envolvendo numa trama ligada a documentos que atestam que o próprio Hitler era descendente de judeus.
3) Vagabond - A história de Musashi - vol.13 - Em edição de luxo, com sobrecapa e páginas coloridas em papel especial, a série é assinada por Takehiko Inoue. A história se passa durante a Era Tokugawa. Após uma grande batalha, Musashi torna-se um dos muitos ronins (samurais sem mestre). Ele quer ser o melhor de todos os samurais e segue em busca de aperfeiçoamento físico e espiritual. O duelo com Inshun chega ao seu momento decisivo. Decidido por uma tática agressiva, Musashi ataca com todas as forças, mas acaba sendo acuado pelo mestre lanceiro e, apesar da luta equilibrada, está muito ferido. A luta, porém, está muito longe de acabar. Vale acompanhar a série desde o começo.REVOLUÇÃO MODELO 2008
Baú de grandes idéias01 dezembro 2007
MAZELAS DO PAÍS
Educação é a baseEm primeiro lugar, gasta-se pouco. Por exemplo, enquanto o Brasil (o 72.º classificado de uma extensa lista de 177 países do "Relatório do Desenvolvimento Humano de 2004 da ONU") investiu 4,0% do PIB em educação no período de 1999 a 2001, a vizinha Argentina (o 34.º país) investiu 4,6%. Outro fato é que só 6 países, entre os 20 primeiros colocados, investiram abaixo de 5% — e a Suécia (o 3.º país) chegou a aplicar fantásticos 7,6%.
Assim flui a triste realidade dos países subdesenvolvidos e a origem das distorções impostas pela civilização contemporânea. Enquanto o Brasil aplica US$ 131,61 per capita em educação, a campeã mundial Noruega investe US$ 2.204,71 — ou seja, quase dezessete vezes mais. Se consideramos o exemplo e se o Brasil tiver a pretensão de um dia alcançar a Argentina, precisará triplicar os seus atuais investimentos. Os números são gritantes, as anomalias exageradamente desfavoráveis e nada se fez/se faz para alterar o quadro.
Em segundo lugar, gasta-se mal. Do total investido em educação, cerca de metade se perde no filtro cruel das oligarquias, ou nos meandros escuros e mal-cheirosos da burocracia, antes de adentrarem as salas-de-aula. Falta direcionar melhor os investimentos.
Somente países que apostaram no ensino fundamental universalizado, de qualidade, invertendo maciças transferências, realizadas de forma correta e sistemática, conseguiram sucesso e superaram o anacrônico subdesenvolvimento.
Nestes Estados vencedores, as crianças são obrigadas a estudar, no mínimo, 12 horas por dia, em ambientes com infra-estrutura adequada, assistidas por professores motivados. O Estado se tornou vetor, promovendo olimpíadas de Matemática, competições de Informática e concursos literários, forçando o permanente acirramento da competição entre alunos, professores, escolas e cidades. Tudo passou a girar em torno da instituição Escola, de forma que não existe nada mais valorizado e referenciado do que o ensino.
Já nos países desenvolvidos, esta média ultrapassa 11 anos e, nos demais, em desenvolvimento, supera 8 anos. O maior desafio continua: como melhorar o ensino, principalmente o básico, de forma a produzir mudanças substanciais na qualidade do aprendizado das crianças?
As comunidades precisam se envolver, de forma a encontrarem as próprias soluções. Hoje é comum a notícia de professores agredidos, com carros roubados, gangues organizadas dentro das classes, tráfico de drogas, alunos bêbados ou armados, sem que a sociedade compreenda que é ela mesma a única responsável. Estes problemas tornaram-se um reflexo perverso da desconsideração com relação ao ensino, exatamente, pelo fato de ninguém reconhecer a escola como uma porta segura, capaz de proporcionar a imediata ascenção social.
Sempre existiu quem, ao atravessar as mesmas etapas, deixou marcas profundas, alterou a sociedade e legou valores dignos que precisam ser expostos e reverenciados. Assim, no palco da vida, lembramo-nos do cearense de Ipu Delmiro Gouveia (1863-1917): ele claramente percebeu que os homens tornam-se livres quando escolhem, por si, os próprios destinos. Entre outros notáveis que também assim concluíram, ele entendeu que isso só seria possível pela educação.
28 novembro 2007
A MIS HERMANOS
Mutatis mutandis
*Hildebrando Pérez Grande é poeta, professor universitário, jornalista e editor, nascido em Lima (Peru) em 1941. Declamou seus versos na abertura da I Feira de Livros de Cabo Verde (Claridade na Terra da Luz) em Fortaleza/CE, em 27/11/0725 novembro 2007
FELICIDADE EXISTE?!?
Bergman e o espelho da angústia contemporâneaDo luteranismo amargou uma criação autoritária, baseada em conceitos relacionados ao pecado, confissão, castigo, perdão e indulgência. Em sua autobiografia Lanterna mágica, Bergman faz relatos impressionantes. Sempre que contava uma mentira recebia castigos constrangedores, como “desfilar vestido de menina ou ser trancafiado num armário”. É nesse período que vivencia sentimentos como vergonha ou humilhação, tão explorada em seus filmes.
Esta pode ser fundamental com respeito ao resto da cultura, porque cultura é a reunião das asserções de conhecimento e a arte, em particular a cinematográfica, adjudica tais asserções. Enquanto práxis, aparece como a tentativa de ratificar ou desbancar asserções de conhecimento feitas pela ciência, moralidade, ou religião. A arte pode fazer isso porque, “em si”, no sentido hegeliano do termo, com os recursos tecnológicos, estéticos e artísticos que lhe são comuns apresenta condições e possibilidades “para si” destes fundamentos, num estudo do homem através de “processos mentais” ou da atividade de representação — os quais, desse ponto de vista, tomam a sociedade como espelho reflexivo da cultura, que por sua vez torna o conhecimento possível.
Das influências que recebe, parte de um conceito amplamente utilizado por Sócrates — o de ironia. Kierkegaard considera Sócrates como “precursor e patrono da filosofia da existência” (conforme Pierre Mesnard, em Kierkegaard, Lisboa: Edições 70). Daí o “paradoxo de conseqüências não-intencionais” (para lembrarmos Max Weber), devido ao fato de que, se sua obra é obtusa, Bergman, de outra parte, está em dia com questões como a incomunicabilidade e a efemeridade, tão caras também a cineastas como Michelangelo Antonioni (de Blow-Up / Depois daquele beijo, Inglaterra/Itália, 1966) ou Federico Fellini (de Amarcord, Itália/França, 1973), que às vezes o aproximariam de um bom-humor imprevisível como em Sorrisos de uma noite de Verão (Sommarttens Leende, Suécia, 1955), que retrata uma comédia romântica, verdadeira ciranda de paixões inspirada na peça de Shakespeare (assim reconhecido pelo Festival de Cannes em 1955).
É então que se pode perguntar: "Quem é feliz realmente?" e "Dos que buscam o prazer, o mais feliz não será aquele que não experimentou felicidade alguma?" Terá o homem que empenhar, pois, toda a força para manter a vida conjugal. A partir desta consciência de vida ética, começa a aparecer no pensamento de Kierkegaard sua traumática experiência amorosa e a dificuldade em entender e relacionar-se com o sexo feminino.
Para ele, a manutenção da vida conjugal — característica essencial da ética — será dificultada ao homem pela presença feminina que, para o filósofo, tem enorme dificuldade de se situar em uma relação definida. Kierkegaard vai ainda mais longe: para ele, a mulher situa-se naturalmente no estágio estético (onde, aliás, ela é objeto de desejo em última instância), mas a plena revelação da mulher só será possível no estágio religioso.Como apelo à subjetividade profunda, o estágio religioso pratica uma devoção ao "Deus que não aparece" e comunica-se através do silêncio que provém desta relação: isto nos faz perceber que os dois primeiros estágios são mais populares do que o terceiro. Kierkegaard entendia que os estágios estético e ético não podiam existir sem o estágio religioso. Em outras palavras, o religioso estava presente tanto no estético quanto no ético.
*Ubiracy de Souza Braga é sociólogo, cientista político e professor da Coordenação do Curso de Ciências Sociais da UECE-Universidade Estadual do Ceará
usbraga@hotmail.com
14 novembro 2007
ECOSSOCIALISMO
Ecologismo dos Pobres?“Do ponto de vista de uma formação socioeconômica mais avançada, a propriedade privada dos indivíduos na Terra parecerá tão absurda como a propriedade de um homem sobre outros homens. Mesmo uma sociedade inteira, uma nação, ou mesmo todas as sociedades existentes num dado momento, em conjunto, não são donos da Terra. São simplesmente os seus possuidores, os seus beneficiários, e têm que a legar, num estado melhorado, para as gerações seguintes, como boni patri familias (bons pais de família).” Karl Marx, em O Capital
John Bellamy Foster, autor de um dos livros mais importantes para os ecossocialistas (A ecologia de Marx, materialismo e natureza, Civilização Brasileira), em artigo recente, intitulado A ecologia da destruição, chama-nos a atenção para o fato de que “é uma característica da nossa época que a devastação global pareça sobrepor-se a todos os outros problemas, ameaçando a sobrevivência da Terra como a conhecemos”.
A grande repercussão do quarto relatório do IPCC-sigla em inglês do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU-Organização das Nações Unidas, em que milhares de cientistas de quase todo o planeta não só constataram a relação direta entre fenômenos climáticos intensos decorrentes do aquecimento global — com a emissão dos chamados GEE-gases de efeito estufa pelas atividades industriais, energéticas e agrícolas —, mas também apontaram projeções catastróficas para este século caso não haja drástica mudança na matriz energética e no padrão de consumo, deu foros de cientificidade ao documentário Uma verdade inconveniente, do ex-vice-presidente estadunidense Al Gore, que recebeu o Oscar em 2007 e também, juntamente com o próprio IPCC, o prêmio Nobel da Paz.Portanto, com exceção da minoria dos chamados “céticos”, entre os quais figuram cientistas sérios como o brasileiro Aziz Ab'Saber e organizações bancadas pelo governo Bush e pelas grandes indústrias de petróleo e carvão mineral no mundo, há uma ampla maioria de representantes da comunidade científica (e aqui perfilam-se brasileiros como José Goldenberg, Carlos Nobre e Luis Pinguelli Rosa), dos movimentos ambientalistas, de governos e até de setores empresariais que, a partir dos dados do IPCC, procuram encontrar saídas para a crise planetária, manifestada hoje pelo aquecimento global que ameaça a vida na Terra.
Abram-se aqui parênteses para aduzir que a aposta que os céticos — em sua versão séria e não comprometida com os interesses do capital petroleiro e mineiro — fazem é uma aposta perdida, em suas duas possibilidades: se eles estiverem errados (quando afirmam que o fenômeno do superaquecimento é natural e que as previsões do IPCC estão equivocadas), podem, de forma involuntária, estarem contribuindo com o lobby das grandes corporações petrolíferas e mineiras, impedindo a mudança do padrão energético para as fontes renováveis e serem co-responsáveis pela catástrofe que se prenuncia. Por outro lado, se estiverem certos (contrariando o amplo consenso científico alcançado depois de quase 20 anos de IPCC), estão atrasando a nossa evolução para a despoluição do planeta.Ou seja, ainda que, numa hipótese quase absurda, não esteja ocorrendo o aquecimento provocado pelas atividades humanas, o alerta do IPCC, no mínimo, questiona o modo de produção e o modo de vida humana no planeta e nos induz a mudanças profundas e necessárias.
Vou apenas listar, em parte, o extenso e impactante elenco de fenômenos climáticos e suas resultantes sobre a vida no planeta, já amplamente divulgados na imprensa, como o acréscimo da temperatura média da Terra, o derretimento das geleiras e calotas polares, a desaparição de espécies, a subida do nível do mar, a desertificação e seus impactos sobre a humanidade, que poderá conviver — aliás, já está convivendo — com os chamados “refugiados ambientais”, vítimas de enchentes, tornados, secas, furacões, que, nos últimos tempos, têm atingido populações tão diversas como as asiáticas, as das pequenas ilhas do Pacífico ou, mesmo, nas terras do império americano, com o furacão Katrina, em New Orleans, e o incêndio que devastou a Califórnia nos últimos dias.Em nosso País — quarto maior emissor de GEE, em face das queimadas e desmatamentos de nossas florestas —, o que se prenuncia é gravíssimo. Se, em todo o planeta, no próximo século, ultrapassarmos a linha perigosa de acréscimo de 2ºC na temperatura média da terra, metade de nossa Floresta Amazônica (a mais importante cobertura vegetal tropical do planeta) se transformará em savana, causando profundo impacto não só à temperatura da Terra, como no regime de chuvas em todo o Hemisfério Sul. Para o Nordeste brasileiro, as previsões não são menos sombrias. Nosso semi-árido, que, mais uma vez, convive com uma estiagem prolongada, se transformaria em região árida, num quase deserto, sem água e sem produção agrícola.
Estaríamos diante do Apocalipse? Paulo Artaxo, um dos cientistas brasileiros do IPCC, tenta nos tranqüilizar: “O aquecimento global não é o fim do mundo, de jeito nenhum”, mas adverte: “Um dos pontos cruciais do relatório do IPCC é a urgência da diminuição da emissão dos gases do efeito estufa. Se não fizermos isso, a temperatura pode subir de forma a trazer danos para os ecossistemas e zonas costeiras sem precedentes na História da Humanidade”. Para ele – e o IPCC – esse corte deveria ser em torno de 50% a 70%. (revista Caros Amigos, edição especial: Aquecimento global, a busca de soluções)Ora, a necessidade imperiosa da redução na emissão de GEE na escala de 50% a 70% torna o Protocolo de Kyoto (que, todos sabemos, não foi assinado nem pelos EUA, primeiro ou segundo maior emissor de CO2, nem pela Austrália, uma das maiores exploradoras de carvão mineral) uma iniciativa absolutamente obsoleta e inócua. Recordemos: Kyoto propõe, apenas para os países em desenvolvimento (principais responsáveis pelo aquecimento), o corte de somente 5% (nos níveis de 1990) para até 2012. Brasil, Índia e China, entre outros — que, dado seu crescimento econômico vertiginoso já teria ultrapassado os EUA e que tem na base de sua matriz energética o combustível de maior poluição, que é o carvão mineral — não são obrigados a cumprir metas de redução.
Todo este debate não se refere, por óbvio, apenas a números. Aqui trata-se , em primeiro lugar, da tentativa de se compatibilizar a urgência urgentíssima na diminuição drástica de emissão de CO2 e outros GEE para a atmosfera, com o direito e a necessidade de países pobres se desenvolverem e atenderem aos direitos e necessidades de sua população.Como atender tais necessidades sem tocar no padrão de vida e consumo das classes médias e altas tanto no Hemisfério Norte (onde são majoritárias) como no Hemisfério Sul (onde são minoritárias)? Já gastamos 25% a mais do "capital natural" da Terra e seria preciso que tivéssemos pelo menos quatro planetas Terra para que todos alcançassem o nível de vida do chamado American way of life. Uma nova “utopia” — sustentabilidade ambiental, igualdade social e desenvolvimento econômico em escala planetária — seria possível na atual configuração geopolítica mundial, onde o poder destrutivo da indústria armamentista, petrolífera e minerária materializa-se em governos como o de Bush, senhor das guerras no mundo?
É possível superar a atual crise nos marcos do sistema capitalista? Nas palavras, mais uma vez, de Foster: “Como é que isto se relaciona com as causas sociais e que soluções sociais podem ser oferecidas em resposta tornaram-se as questões mais urgentes com que a humanidade se defronta”. Este debate situa-se, portanto, no campo da chamada “Ecologia Política”, — que, na compreensão de Joan Martinez Alier, estuda “os conflitos ecológicos distributivos — isto é, os conflitos pelos recursos ou serviços ambientais, comercializados ou não”. Para ele, a Ecologia Política é “um novo campo nascido a partir dos estudos de caso locais pela Geografia e Antropologia rural, hoje estendidos aos níveis nacional e internacional”, afirma em O ecologismo dos pobres (Editora Contexto). Só a Ecologia Política, juntamente com a Economia Ecológica, para nos desvendar as causas da crise e apontar as soluções acima reclamadas por Foster.Carlos Walter Porto-Gonçalves, um dos mais atilados ecologistas políticos da atualidade, nos situa, de forma ainda mais precisa, na atual crise planetária, quando afirma que “o desafio ambiental coloca-se no centro do debate geopolítico contemporâneo, enquanto questão territorial, na medida em que põe em questão a própria relação da sociedade com a natureza, ou melhor, a relação da humanidade, na sua diversidade, com o planeta, nas suas diferentes qualidades”. (em O desafio ambiental, Editora Record)
Para ele, há contradições profundas entre a economia capitalista e a dinâmica ambiental. A separação — “a mais radical possível”, em suas palavras — entre homens e mulheres, de um lado, e a natureza, de outro; a apropriação privada dos recursos ambientais, em que tudo é transformado em mercadoria; o “princípio da escassez”, pelo qual um “bem só tem valor econômico se é escasso”, são absolutamente contraditórios com a visão ecológico-ambientalista de riqueza natural. Vejamos, em suas próprias palavras:"Os economistas modernos vão fundar a economia no conceito de escassez, que, paradoxalmente, é o contrário da riqueza. Tanto é assim que os bens abundantes — idéia central da riqueza — não são considerados como bens econômicos e, sim, como naturais (...) Somente à medida que água e ar se tornam escassos — com a poluição, por exemplo — é que a economia passa a se interessar em incorporá-los como bens no sentido econômico moderno, isto é, mercantil”.
Esta distinção entre riqueza natural — objetivo maior de todos os movimentos ecológicos — e riqueza material — que advém da escassez e, para deleite do sistema mercantil, transforma os bens ambientais em mercadoria — também é tratada por Foster, em outro belo texto, chamado Revolução ecológica, onde se vale do filósofo grego Epicuro, que declarava: "Quando medido pelo propósito natural da vida, a pobreza é uma grande riqueza, e a riqueza ilimitada é uma grande pobreza".Portanto, para Foster, “o livre desenvolvimento humano, surgindo num clima de limitação e sustentabilidade naturais, é a verdadeira base da riqueza, de uma riqueza para a existência multilateral. A busca sem limites de riqueza é a fonte primária do empobrecimento e sofrimento humanos. É desnecessário dizer que tal preocupação com o bem-estar natural, em oposição a necessidades e estímulos artificiais, é a antítese da sociedade capitalista e a pré-condição de uma comunidade humana sustentável”.
Assim, é plenamente justificável afirmar que, sob o capitalismo, não há possibilidade de superação da atual crise planetária, o que nos permitiria atualizar, como quer Michel Löwy, outro grande expoente atual do Ecossocialismo, a consigna de Rosa Luxemburgo para Ecossocialismo ou barbárie.Ora, afirmar esta contradição fundamental entre o sistema capitalista e uma nova forma de organização sócio-político-econômica fundada na sustentabilidade e justiça ambiental, na igualdade social e, também, claro, na democracia política em suas formas mais avançadas de participação popular não é suficiente, por si só, para os ecossocialistas. Diz Löwy: “É preciso começar a construir esse futuro desde já. É necessário participar de todas as lutas, inclusive das mais modestas, como, por exemplo, a de uma comunidade que se defende contra uma empresa poluidora ou a defesa de uma parte da natureza que esteja ameaçada por um projeto comercial destrutivo. É importante ir construindo a relação entre as lutas sociais e as ambientais, pois elas tendem a concordar, unidas ao redor de objetivos comuns.” (em Ecologia e socialismo)
É este campo, o das lutas sócio-ambientais, que reclama a presença dos ecossocialistas. Aqui no Brasil, e no Ceará, poderíamos listar as lutas das comunidades costeiras contra o turismo predatório e a criação de camarões em cativeiro, a resistência contra os grande projetos hidrelétricos dos atingidos por barragens, o movimento que reúne os sem-terra, agroecologistas, defensores de consumidores e ambientalistas contra a adoção de sementes transgênicas, a luta de populações locais contra a ampliação das usinas nucleares, a resistência de índios e pequenos agricultores no embate contra a transposição das águas do Rio São Francisco, a articulação dos povos da floresta — índios, quilombolas, seringueiros e ribeirinhos — contra o avanço do agronegócio do gado e da soja na Amazônia Brasileira, a luta das mulheres camponesas contra o exército verde da monocultura do eucalipto, o enfrentamento dos ecologistas e urbanistas com a especulação imobiliária nas grandes metrópoles etc.Aqui, estamos diante do que Martinez Alier denomina de “ecologismo dos pobres” ou “ecologismo popular”, que, nas palavras do autor, tem como eixo fundamental o interesse pelo meio ambiente como “fonte de condição para a subsistência” e como fundamento ético “a demanda por justiça social (e ambiental, acrescentaria) contemporânea entre os humanos”. Esta corrente do movimento ambientalista, por lutar “contra os impactos ambientais que ameaçam os pobres, ampla maioria da população em muitos países” tem uma presença muito forte nos países do Hemisfério Sul (no antigamente denominado Terceiro Mundo).
As lutas com tais características — sócio-ambientais, do ecologismo popular — têm importância fundamental não só para os ecossocialistas, mas para o futuro do planeta. Há nelas uma resistência que, partindo da luta concreta por direitos humanos básicos de moradia, cultura, de modo de vida e de produção, e, também, pelo ambiente saudável, questiona os fundamentos não só do atual modelo econômico, mas, em última análise, investe contra as bases do próprio modo de apropriação privada do sistema capitalista, responsável pelo atual estágio de degradação do ambiente planetário. Nessas comunidades, contrapõem-se não só interesses materiais, mas formas de vida e produção antagônicas.
Portanto, neste momento (mesmo que ainda de forma não-articulada), podem se estar forjando, além das alianças sociais fundamentais para esse processo de transformação urgente e necessário — a Revolução Ecológica —, também as bases sócio-econômico-ecológico-cultural-ético-políticas de uma nova sociedade, que se qualifique para poder superar a atual crise ambiental global para se tornar, a um só tempo, ecologicamente sustentável, socialmente justa e igualitária, cultural e etnicamente diversa, e política e radicalmente democrática: a sociedade ecossocialista.Estaremos à altura deste imenso desafio?
*João Alfredo Telles Melo é advogado, professor de Direito Ambiental e consultor de Políticas Públicas do Greenpeace
(a imagem acima retrata os Cavaleiros do Apocalipse: Fome, Guerra, Morte e Dor, como apresentada em www.gnosisonline.org/Fim_dos_Tempos/images/apocalipse1.gif )
SAIBA MAIS
www.greenpeace.org.br/transgenicos/?conteudo_id=3232&sub_campanha=0
27 outubro 2007
INSCRIÇÕES ABERTAS
O empresárioQuando garoto em Bauru/SP, eu ia com meus pais aos eventos sociais e sempre admirava os amigos deles. Um era médico. O outro advogado. Outro era juiz. Tinha o professor, o industrial e o engenheiro. Mas tinha uma categoria que me deixava curioso: o empresário.
O termo “empresário”, para mim, sempre teve uma conotação positiva. Nunca foi substantivo, sempre foi adjetivo. Dava a entender que a pessoa era séria, tinha responsabilidades, fazia acontecer. Eu nunca entendi o que seria exatamente um empresário, mas em minha cabeça de garoto a definição acabou sendo simples: "— Ele tem uma firma".
Uma firma! Então empresário era o "dono da firma". E assim cresci, sonhando em um dia ser um empresário, ter a minha firma. A vida acabou me levando para outros caminhos e construí minha carreira como executivo de uma multinacional. Não virei empresário, mas tenho vários amigos que o são. A definição de empresário é: "Indivíduo que estabelece seu próprio negócio, assumindo os riscos e tendo como objetivo a obtenção de lucros".
No Código Civil, encontramos a definição no Artigo 966: "Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços." Portanto, a princípio qualquer um pode ser empresário. O negócio pode ser uma lanchonete. Uma casa de tolerância. Um templo. Uma lavanderia. Um serviço de acompanhantes. Uma boca de fumo. Qualquer negócio dá ao dono o rótulo de "empresário".
Outro dia encontrei um dos meus amigos empresários, o Raul, em plena crise existencial. O Raul enchia a boca dizendo que fazia parte de uma das categorias responsáveis por levar o Brasil pra frente, criando empregos, pagando impostos, movimentando a economia. E isso o enchia de orgulho. Quando chegava aos hotéis, preenchia a ficha de entrada com capricho, escrevendo "empresário" com letras maiúsculas. Mas um dia o Raul começou a prestar atenção às notícias.
Viu o Fred Godoy, aquele secretário do Lula. É empresário. O Silvinho “Land Rover”. Empresário. O Marcos Valério, empresário. Renan Calheiros, em sua versão vaqueira, é empresário. O Lulinha é empresário. O Oscar Maroni Filho, dono do Bahamas, é empresário. Uns pastores aí são empresários.E, pra piorar, um curioso movimento começou a incomodá-lo.
Os empresários verdadeiros começaram a ser considerados exploradores, sonegadores, aproveitadores. E o xingamento supremo chegou: "elite". No Brasil de hoje, ou “nestepaíz”, ser empresário é quase-crime. Principalmente se o sujeito é um empresário bem-sucedido. Lucro é sinônimo de butim... Pronto. O Raul entrou em crise. Passou a ter vergonha de ser identificado como empresário.
Está inconformado. Não quer mais ser empresário. Seu sucesso agora é uma mancha. Sua categoria virou rótulo de bandido. Sente-se persona non grata. Não quer ser colocado no mesmo saco daqueles outros “empresários”. Está sofrendo uma crise de identidade. E me disse, tristonho: — Pô, devia ter vestibular pra empresário.
Pois para ajudá-lo, lançarei a “EmpreZONA”, uma certificação para classificar empresários. A EmpreZONA terá quatro categorias:
1) O empresário-de-ouro, para os que cumprem suas obrigações, causam impacto positivo na sociedade e têm consciência da influência que exercem sobre a comunidade onde atuam;
2) O empresário-de-prata, para os que cumprem as obrigações e têm bom desempenho, dentro do esperado;
3) O empresário-de-bronze para os que estão organizados e empenhados em contribuir, mas apenas começando. E por fim...
4) Os empresários-de-merda. Não precisa explicar, né?
Para concorrer às três primeiras categorias, mande-me um e-mail candidatando-se. Mas para concorrer à quarta categoria tem que pegar senha. A procura será grande...
*Luciano Pires é um profissional de Comunicação: jornalista, escritor, palestrante e cartunista
luciano@lucianopires.com.br
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